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Gasolina e Etanol Registram Aumento na Primeira Quinzena de Fevereiro

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Na primeira quinzena de fevereiro, o preço médio do etanol no Brasil subiu 5,37%, atingindo R$ 4,51 por litro, enquanto a gasolina registrou um aumento de 3,02%, alcançando R$ 6,49. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que consolida informações sobre os preços médios nos postos de combustíveis de todo o país.

De acordo com Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil, os reajustes refletem o impacto do aumento do ICMS, vigente desde 1º de fevereiro, além de outros fatores econômicos, como a valorização do petróleo no mercado internacional e as flutuações cambiais, que afetam os custos de importação e produção. “Já se observava um aumento desde dezembro, e isso está diretamente relacionado aos fatores mencionados”, explica Pina.

Com os reajustes, os motoristas, especialmente da região Norte, enfrentaram os maiores preços médios para ambos os combustíveis. Na região Norte, a gasolina foi encontrada a R$ 6,94 (alta de 1,91%) e o etanol a R$ 5,14 (alta de 2,8%). Por outro lado, a região Sudeste apresentou os preços mais baixos, com gasolina a R$ 6,32 e etanol a R$ 4,41, apesar das altas de 2,60% e 4,75%, respectivamente.

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O destaque negativo foi para o Distrito Federal, que registrou o maior aumento da gasolina, com um acréscimo de 8,17%, levando o preço a R$ 6,75. Já o estado de São Paulo teve o preço do etanol mais baixo do país, com média de R$ 4,27, embora tenha registrado uma alta de 4,91%.

O levantamento também destaca que, apesar das altas, a gasolina continua sendo a opção mais vantajosa em termos financeiros na maioria dos estados, principalmente nas regiões Nordeste e Sul, quando comparada ao etanol. Contudo, Pina ressalta a importância ambiental do etanol, que emite menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade de baixo carbono.

O IPTL é baseado em transações realizadas nos 21 mil postos de combustíveis credenciados pela Edenred Ticket Log, com um sistema robusto de data science, proporcionando uma média confiável. A Edenred Ticket Log, com mais de 30 anos de experiência, oferece soluções inovadoras para simplificar processos diários no setor de mobilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conab reduz safra, aponta avanço do etanol e mercado prevê mais açúcar

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 705,2 milhões de toneladas a estimativa da safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27. O volume é 3,9 milhões de toneladas inferior ao previsto em abril, mas ainda representa crescimento de 4,7% em relação ao ciclo passado.

O segundo levantamento, divulgado nesta quinta-feira (20.08), também reforçou a expectativa de maior direcionamento da matéria-prima ao etanol. A produção brasileira de açúcar foi estimada em 42,89 milhões de toneladas, enquanto a fabricação total de etanol deverá alcançar o recorde de 41,88 bilhões de litros.

Os novos números mostram uma mudança em relação à primeira estimativa. Em abril, a Conab previa uma colheita de 709,1 milhões de toneladas de cana e uma produção de 43,95 milhões de toneladas de açúcar. A projeção para o adoçante, portanto, foi reduzida em 1,06 milhão de toneladas.

A área destinada à colheita deverá alcançar 9,1 milhões de hectares, expansão de 1,1%. A produtividade média foi calculada em 77,9 toneladas por hectare, aumento de 3,6% sobre a temporada anterior. Segundo a Conab, as condições climáticas registradas desde o início do ciclo favoreceram o desenvolvimento dos canaviais.

A produção de açúcar deverá cair 2,9% em relação à safra passada. Para a Conab, o mercado mais favorável ao etanol deverá levar as usinas a destinar uma parcela maior da cana à fabricação do biocombustível.

Essa avaliação difere das projeções apresentadas pela Hedgepoint Global Markets. A consultoria calcula que as usinas do Centro-Sul poderão elevar para 47,7% a parcela da cana destinada ao açúcar ainda na safra 2026/27, acima dos 47,3% previstos anteriormente. O chamado mix açucareiro indica quanto da matéria-prima processada é direcionado ao adoçante, em vez do etanol.

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A diferença não significa necessariamente que uma das estimativas esteja errada. A Conab calcula a produção de todo o Brasil, enquanto a Hedgepoint analisa principalmente o Centro-Sul e trabalha com cenários de mercado sujeitos a mudanças de preços, clima e decisões das usinas ao longo da moagem.

Para a safra 2027/28, a Hedgepoint estima que o Centro-Sul poderá processar 655 milhões de toneladas de cana, incluindo 5 milhões de toneladas que poderão permanecer nos campos ao fim do ciclo atual. Com um mix de 50% para o açúcar, a região produziria aproximadamente 43 milhões de toneladas do produto.

A consultoria avalia que o aumento da oferta brasileira será suficiente para compensar perdas em importantes países produtores. A previsão considera quedas de 20% na Tailândia, 15% no México e na Europa, 10% em Guatemala e El Salvador, 3% na Índia e 2% nos Estados Unidos.

Mesmo diante dessas reduções, a Hedgepoint projeta um superávit mundial de açúcar de 3 milhões de toneladas no ciclo 2026/27. A estimativa contraria parte das consultorias privadas, que passou a prever déficit devido aos possíveis efeitos do El Niño sobre Índia, Tailândia, México e América Central.

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Em um cenário mais desfavorável, com o mix açucareiro do Centro-Sul limitado a 47,1%, a oferta brasileira seria reduzida em cerca de 500 mil toneladas. Se a Índia também importar 1 milhão de toneladas, o excedente mundial cairia pela metade, mas ainda alcançaria 1,5 milhão de toneladas.

No mercado de etanol, a Conab elevou a previsão total em 1,19 bilhão de litros frente ao levantamento de abril. A produção a partir da cana deverá alcançar 29,98 bilhões de litros, alta de 9,7%. Desse volume, 19,6 bilhões serão de etanol hidratado, vendido diretamente nos postos, e 10,38 bilhões de litros de anidro, misturado à gasolina.

O etanol de milho deverá atingir o recorde de 11,91 bilhões de litros, crescimento de 17%. O Centro-Oeste continua como principal região produtora, enquanto o Nordeste amplia sua participação com a instalação de novas unidades.

O Sudeste deverá colher 451,4 milhões de toneladas de cana, aumento de 5%, seguido pelo Centro-Oeste, com 157 milhões de toneladas e avanço de 4,6%. A produção foi estimada em 55,5 milhões de toneladas no Nordeste, 37,3 milhões no Sul e 4,1 milhões no Norte.

Fonte: Pensar Agro

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