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Gadolando reconhece esforços do setor leiteiro em ano de adversidades

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A Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) realizará no próximo dia 14 de dezembro o tradicional Almoço dos Destaques Holandês 2024, no Pavilhão de Bovinos de Leite do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O evento, com início às 11h, será uma oportunidade para celebrar e homenagear aqueles que contribuíram para o fortalecimento do setor leiteiro em um ano marcado por desafios extremos.

Homenagens a quem fez a diferença

Serão reconhecidos criadores, entidades parceiras, cooperativas, representantes do poder público e veículos de imprensa que desempenharam papel relevante no apoio ao setor. Em 2024, o setor enfrentou não apenas a dificuldade em produzir alimento para o gado, após anos de estiagem, mas também os impactos de chuvas intensas e alagamentos que prejudicaram ainda mais a atividade, arrastando suprimentos e causando prejuízos significativos.

De acordo com o presidente da Gadolando, Marcos Tang, a intenção do evento não é premiar heróis, mas valorizar aqueles que, com dedicação diária, fizeram a diferença para a atividade leiteira, para o bem-estar de seus animais e, muitas vezes, para suas comunidades. “Estamos reconhecendo quem, de maneira exemplar, trabalhou para superar os desafios enfrentados pelo setor neste ano tão difícil”, explicou Tang.

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Solidariedade em tempos difíceis

Tang também ressaltou a importância da solidariedade que emergiu após as enchentes, que além de prejuízos materiais, causaram perdas irreparáveis de vidas humanas. “É um momento de lamentar as tragédias, mas também de enaltecer a união e o espírito de colaboração que se formaram para ajudar os atingidos. Reconhecer essas iniciativas é um passo para fortalecer ações democráticas, amplas e bem distribuídas no setor”, acrescentou.

Valorização da atividade leiteira familiar

Com foco na confraternização e no fortalecimento das relações, o evento busca reunir toda a “família do Gado Holandês”. “Cerca de 80% da produção leiteira é familiar. Queremos todos juntos para celebrar as conquistas e reconhecer os esforços que mantiveram o setor de pé, mesmo diante de tantas adversidades”, destacou Tang.

O Almoço dos Destaques Holandês 2024 promete ser mais que um momento de celebração: será um tributo à resiliência e à dedicação de todos que ajudaram a preservar e impulsionar o setor leiteiro do Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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