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G.O.A.T.: O vinho que promete se tornar o mais valioso do Brasil

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O G.O.A.T. (Greatest of All Time) é mais do que um vinho; é um segredo elaborado pelas mãos de enólogos e pela natureza, a ser compartilhado a cada garrafa aberta. Esse projeto ambicioso da vinícola Foppa & Ambrosi, situada no Vale dos Vinhedos, se restringe a apenas duas edições: 2022 e 2024. Estas safras permitiram a seleção de uvas provenientes de três terroirs gaúchos: Bento Gonçalves e Guaporé, na Serra Gaúcha, e Pinheiro Machado, na Serra do Sudeste. O resultado é um vinho singular, cujo blend e as castas utilizadas permanecem um mistério, revelado apenas àqueles que apresentarem o certificado de autenticidade do G.O.A.T. na vinícola. Este vinho foi concebido para se tornar o rótulo mais valioso do Brasil.

Lucas Foppa e Ricardo Ambrosi, jovens enólogos à frente da Foppa & Ambrosi por sete anos, têm elevado o reconhecimento dos vinhos sul-americanos, especialmente brasileiros. A escolha das uvas e dos terroirs foi realizada com rigor. A inclusão de Pinheiro Machado, por exemplo, acrescenta taninos maduros que conferem estrutura e suavidade ao vinho. Guaporé contribui com polifenóis que garantem longevidade e uma cor atraente, enquanto Bento Gonçalves proporciona frescor e um caráter frutado.

A atenção aos detalhes estende-se também ao amadurecimento em madeira, utilizando barricas das renomadas tanoarias Nadalie, Seguin Moreau e Cadus, predominantemente francesas, para oferecer volume em boca, complexidade e taninos aveludados. Uma pequena parcela do vinho foi envelhecida em carvalho americano, enriquecendo seu perfil aromático. Parte do produto final foi mantida em tanques de aço inox, adicionando frescor e notas de frutas maduras ao corte. O G.O.A.T. The Second já está disponível no mercado, com preço sugerido de R$ 1.000 por garrafa.

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Uma jornada de sucesso

A história do G.O.A.T. começou com quatro caixas de 15 quilos da uva Marselan, que resultaram em 45 garrafas de um vinho sem nome, mas que se tornou um marco para os jovens enólogos na safra de 2017, quando tinham apenas 21 anos. Animados com a experiência, decidiram empreender e lançaram sua produção comercial com 300 garrafas de um Cabernet Sauvignon 2017, sob a marca Tra Nodo. Em seis anos, a vinícola já conta com mais de 30 rótulos autorais Super Premium e prevê um aumento de 20% na produção até o final de 2024. Lucas e Ricardo, agora com 28 anos, não imaginavam a transformação que a jovem vinícola Foppa & Ambrosi teria, tornando-se a primeira brasileira a produzir vinhos no Napa Valley, na Califórnia, em 2021.

Com um conceito de descentralização de terroir, a vinícola obtém suas uvas de viticultores das regiões da Serra Gaúcha, Serra do Sudeste e Campanha Gaúcha. A empresa mantém parcerias colaborativas para o uso de maquinário, viabilizando todo o processo produtivo. Os visitantes da Foppa & Ambrosi encontram um ambiente propício à cultura do vinho, com espaços para degustações e experiências enogastronômicas, além da possibilidade de agendar almoços e jantares elaborados por chefs. O portfólio atual da vinícola inclui cinco espumantes, 19 vinhos tintos, seis brancos e um rosé, todos produzidos em pequenos lotes, com o maior lote, da linha Reserva, contendo 6.000 garrafas de cada variedade.

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Embora ainda jovens, Foppa e Ambrosi demonstraram maturidade no mercado ao avaliar rapidamente o cenário. Em uma iniciativa histórica, lançaram, em 2021, a versão americana da Foppa & Ambrosi nos Estados Unidos, em parceria com Alberto Mendoza e Miguel Cará. A produção é realizada sob a supervisão dos dois enólogos brasileiros, enquanto Mendoza cuida da operação e Cará da parte corporativa. Atualmente, Foppa e Ambrosi dividem sua rotina entre as safras no Brasil e na Califórnia, além de contarem com uma unidade em São Paulo, que serve como base para a distribuição e atendimento aos clientes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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