AGRONEGÓCIO

Futuros do milho abrem a 4ªfeira estendo as perdas na B3

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A quarta-feira (27) começa com os preços futuros do milho estendendo as movimentações negativas registradas no pregão anterior da Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 59,35 e R$ 63,38 por volta das 10h14 (horário de Brasília).

O vencimento maio/24 era cortado à R$ 59,36 com queda de 0,77%, o julho/24 valia R$ 59,35 com desvalorização de 0,84%, o setembro/24 era negociado por R$ 60,73 com perda de 0,23% e o novembro/24 tinha valor de R$ 63,88 com baixa de 0,03%.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também abriu as atividades desta quarta-feira com os preços internacionais do milho futuro operando no campo negativo por volta das 09h44 (horário de Brasília).

O vencimento maio/24 era cotado à US$ 4,28 com desvalorização de 4,50 pontos, o julho/24 valia US$ 4,40 com queda de 4,50 pontos, o setembro/24 era negociado por US$ 4,49 com baixa de 4,50 pontos e o dezembro/24 tinha valor de US$ 4,63 com perda de 4,50 pontos.

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Segundo informações do site internacional Successful Farming, os futuros do milho caíram nas negociações da madrugada em meio ao clima favorável no Brasil e com o início do plantio nos estados do sul dos Estados Unidos.

“As chuvas desta semana ficaram próximas das expectativas, já que a precipitação caiu em vários estados brasileiros, incluindo Mato Grosso, Goiás e São Paulo. As chuvas continuarão esta semana, dando um impulso à segunda safra de milho”, disse Don Keeney, meteorologista agrícola da Maxar.

A publicação destaca ainda que, o plantio está avançando no Texas, com 46% da safra do estado plantada até o último domingo, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Além disso, 4% da safra de milho do Arkansas já foi semeada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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