AGRONEGÓCIO

Futuros de Açúcar Recuam em NY à Espera de Balanço da Safra

Publicado em

Os contratos futuros de açúcar encerraram a última sexta-feira (9) em baixa na Bolsa de Nova York, em meio à expectativa pelos números do balanço de safra da segunda quinzena de julho de 2024, que serão divulgados em breve pela Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia).

De acordo com a Reuters, uma pesquisa realizada pela S&P Global Commodity Insights indicou uma previsão mediana de produção de 3,6 milhões de toneladas de açúcar na segunda metade de julho, representando uma queda de 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A persistente seca na principal região produtora de cana-de-açúcar do Brasil continua a acelerar a colheita, gerando preocupações com o desenvolvimento das soqueiras e aumentando o risco de incêndios.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato de açúcar bruto para outubro de 2024 foi negociado a 18,48 centavos de dólar por libra-peso, registrando uma queda de 9 pontos em comparação com o dia anterior. O contrato para março de 2025 recuou 7 pontos, sendo negociado a 18,77 centavos de dólar por libra-peso. Os demais contratos apresentaram quedas entre 4 e 12 pontos.

Leia Também:  Mercado de trigo em espera: Produtores avaliam cenário na entressafra
Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, a maioria dos contratos de açúcar branco também fechou em baixa. O único contrato a registrar alta foi o de dezembro de 2024, que subiu 60 centavos de dólar, sendo negociado a US$ 518,30 por tonelada. O contrato de maior liquidez, com vencimento em outubro de 2024, foi negociado a US$ 526,00 por tonelada, com uma queda de 60 centavos de dólar. Os demais contratos registraram quedas entre 20 centavos e 2,90 dólares.

Mercado Doméstico

No mercado interno, a sexta-feira também foi marcada por queda nas cotações do açúcar cristal, conforme o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 130,76, contra R$ 132,52 na quinta-feira, uma desvalorização de 1,33% entre os dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mercado do açúcar segue pressionado no Brasil com compradores retraídos e liquidez baixa no spot paulista

Published

on

O mercado brasileiro de açúcar iniciou a semana em ritmo moderado, mantendo o cenário de baixa liquidez observado nos últimos dias no mercado spot paulista. A combinação entre avanço da safra 2026/27 no Centro-Sul, expectativa de maior oferta e postura cautelosa dos compradores continua limitando os negócios envolvendo o açúcar cristal.

De acordo com levantamentos do Cepea, os compradores seguem retraídos nas negociações, aguardando possíveis novas quedas nos preços nas próximas semanas. Esse comportamento contribuiu para a manutenção do ritmo lento no mercado físico durante a semana passada e também marcou o início desta semana.

No mercado doméstico, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou leve alta de 0,14% na segunda-feira (25), com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,69. Apesar da pequena recuperação diária, o indicador ainda acumula queda de 4,31% ao longo de maio.

Segundo analistas do setor, a pressão sobre os preços está diretamente ligada ao avanço da moagem da cana-de-açúcar e ao aumento da disponibilidade do produto no mercado interno. Ainda assim, alguns fatores podem limitar uma pressão mais intensa sobre as cotações no curto prazo.

Leia Também:  Vegetação Nativa Pode Gerar R$ 4 Bilhões Anuais ao Agro Paulista

Pesquisadores do Cepea destacam que projeções recentes apontam redução no ATR médio da cana — indicador que mede a quantidade de açúcar recuperável — além de um mix de produção mais direcionado ao etanol. Esse cenário pode restringir parcialmente a oferta de açúcar ao longo dos próximos meses.

Mercado internacional acompanha exportações da Tailândia

No cenário externo, os contratos futuros do açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) perderam força na última semana, influenciados principalmente pelo avanço das exportações da Tailândia nos primeiros quatro meses de 2026.

O aumento da oferta asiática reforçou o sentimento de maior disponibilidade global da commodity, pressionando os preços internacionais e contribuindo para um ambiente mais cauteloso entre os agentes do mercado.

Nesta segunda-feira (25), porém, não houve negociações nas bolsas internacionais devido ao feriado externo, o que reduziu temporariamente a volatilidade e fez o mercado concentrar atenção nos indicadores brasileiros e no andamento da safra no Centro-Sul.

Etanol segue estável em Paulínia

No mercado de combustíveis, o etanol hidratado também apresentou comportamento estável no início da semana.

Leia Também:  Desvalorização Expressiva: Contratos futuros de açúcar registram queda acentuada

O Indicador Diário Paulínia mostrou o biocombustível negociado a R$ 2.357,00 por metro cúbico, registrando leve recuo de 0,02% na comparação diária.

Mesmo com a estabilidade observada nas últimas sessões, o indicador ainda acumula desvalorização de 2,04% em maio, refletindo o aumento da oferta e o comportamento mais cauteloso das distribuidoras.

O setor sucroenergético segue acompanhando o avanço da colheita no Centro-Sul, as condições climáticas e a definição do mix entre açúcar e etanol, fatores que devem continuar influenciando os preços e a liquidez do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA