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Futura Casa do Autista funcionará no antigo colégio Nilo Póvoas

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, anunciou nesta quarta-feira (23) que a futura Casa do Autista da capital mato-grossense será instalada no tradicional prédio do antigo Colégio Estadual Nilo Póvoas, no coração da cidade. A decisão foi viabilizada por meio de articulação da primeira-dama e vereadora, Samantha Iris, que conduziu as tratativas junto ao Governo do Estado para garantir a cessão do imóvel à Prefeitura de Cuiabá.

O prédio, atualmente desativado, pertence ao Governo Estadual, mas foi oficialmente cedido ao município após negociação direta entre Samantha e o governador Mauro Mendes (União). A nova proposta é transformar o espaço, conhecido por sua localização estratégica e arquitetura histórica, em uma unidade de referência para atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Samantha compartilhou o anúncio por meio das redes sociais e celebrou a conquista, destacando o potencial da estrutura. “A casa tem que ser aqui. Ao invés de fazer a Casa do Autista lá na Barão, a gente quer fazer aqui, no antigo Nilo Póvoas. Sei que tem um pouco de coisa pra fazer, mas se a gente conseguir, vai ficar muito melhor. O local é no coração de Cuiabá, pertinho do Morro da Luz. Muita gente estudou aqui, mas está fechado há algum tempo. Agora o Governo do Estado cedeu para o município e a gente tá pensando no que pode ser feito com um espaço tão bonito”, disse.

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A primeira-dama destacou ainda que o prédio possui dois pavimentos, dezenas de salas, um anfiteatro, quadra esportiva e amplo terreno externo, o que o torna ideal para abrigar não apenas a Casa do Autista, mas também outras ações voltadas à inclusão e assistência. “Vamos atrás de outras parcerias pra requalificar esse espaço e usar da melhor forma para Cuiabá. Se a gente planejar com carinho, dá pra fazer muita coisa aqui”, completou.

O anúncio vem na esteira da recente visita técnica de Samantha Iris a Balneário Camboriú, onde conheceu a estrutura da associação Amor pra Down e a Casa do Autista local. A viagem teve como objetivo buscar boas práticas no atendimento a pessoas com deficiência, que agora começam a ser implementadas na capital mato-grossense.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Etanol despenca com avanço da safra de cana e registra menor preço de 2026 no Brasil

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O avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil já começa a provocar impactos diretos no mercado de combustíveis. Com aumento da oferta de biocombustível, o preço do etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis na segunda semana de maio e atingiu o menor patamar de 2026.

Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, mostra que o litro do etanol caiu 3,83% em relação à última semana de abril, passando para R$ 4,48 na média nacional.

O movimento reforça a pressão baixista provocada pela intensificação da moagem de cana-de-açúcar e pela maior disponibilidade do produto no mercado interno.

Etanol amplia vantagem frente à gasolina

Enquanto o etanol apresentou forte retração, os demais combustíveis tiveram comportamento mais moderado no período analisado.

A gasolina comum recuou 0,27%, para R$ 6,76 por litro, enquanto o diesel S-10 caiu 1,27%, chegando a R$ 7,21 por litro.

Preços médios nacionais – 2ª semana de maio de 2026
  • Gasolina comum: R$ 6,76/litro (-0,27%)
  • Etanol hidratado: R$ 4,48/litro (-3,83%)
  • Diesel S-10: R$ 7,21/litro (-1,27%)

Desde o pico registrado em meados de abril, o etanol já acumula queda próxima de 7%, com redução de R$ 0,34 por litro no período.

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Além de aliviar parcialmente o bolso do consumidor, o movimento também aumentou a competitividade do biocombustível frente à gasolina.

A relação de preços entre etanol e gasolina caiu de 71,7% no fim de abril para 69,7% na segunda semana de maio, retornando ao nível considerado economicamente vantajoso para veículos flex.

Tradicionalmente, o mercado utiliza o percentual de 70% como referência para indicar quando o etanol se torna mais atrativo em relação à gasolina, embora a eficiência varie conforme o modelo do veículo e as condições regionais.

Centro-Sul lidera queda nos preços do etanol

Os maiores recuos no preço do etanol foram observados em estados ligados diretamente à produção sucroenergética do Centro-Sul brasileiro.

Estados com maiores quedas no preço do etanol
  • Goiás: -R$ 0,24 por litro (-4,9%)
  • Distrito Federal: -R$ 0,22 (-4,6%)
  • São Paulo: -R$ 0,21 (-4,7%)
  • Minas Gerais: -R$ 0,20 (-4,2%)
  • Mato Grosso: -R$ 0,19 (-4,1%)

A presença de importantes polos produtores entre as maiores quedas reforça o impacto direto da ampliação da moagem de cana sobre os preços finais ao consumidor.

Safra de cana aumenta pressão sobre o mercado

O mercado acompanha de perto a evolução da safra 2026/27 no Centro-Sul, principal região produtora de cana-de-açúcar do país.

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Com o avanço da colheita e da moagem nas usinas, cresce a disponibilidade de etanol hidratado, ampliando a pressão baixista sobre o combustível renovável.

Além da safra brasileira, investidores e agentes do setor monitoram outros fatores que influenciam os preços:

  • comportamento do petróleo no mercado internacional;
  • oscilações do dólar;
  • demanda doméstica por combustíveis;
  • estratégia das usinas entre produção de açúcar e etanol.

A definição do mix de produção continua sendo um dos principais pontos de atenção do setor sucroenergético, especialmente diante das oscilações nos preços globais do açúcar e da energia.

Mercado de combustíveis segue em ajuste

Analistas avaliam que o comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá principalmente do ritmo da safra no Centro-Sul e das condições internacionais do petróleo.

Caso a oferta de etanol continue avançando acima da demanda, o mercado pode registrar novas reduções nos preços do biocombustível ao longo do segundo trimestre.

Para o consumidor, o atual cenário aumenta a competitividade do etanol e reforça a importância do biocombustível na matriz energética brasileira, especialmente em um momento de maior volatilidade no mercado global de energia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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