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Fusões e Aquisições no Setor Agropecuário Registram Crescimento de 140% em 2024

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Em 2024, o agronegócio brasileiro registrou o maior número de fusões e aquisições (F&A) dos últimos cinco anos, com um total de 12 operações, um aumento significativo de 140% em relação ao ano anterior, quando foram realizadas cinco transações. O destaque recai sobre os setores sucroalcooleiro e de fertilizantes, conforme o relatório anual da KPMG.

O crescimento no número de operações reflete uma recuperação do setor, especialmente em um contexto de intensificação de investimentos em áreas estratégicas e de alto valor agregado, como fertilizantes, que são de capital intensivo e enfrentam riscos elevados devido a fatores como o aumento de recuperações judiciais no setor agropecuário. Segundo Giovana Araújo, sócia-líder de agronegócio da KPMG, a performance do segmento de fertilizantes era esperada dado esse cenário de riscos elevados.

Entre as transações mais significativas, destaca-se a aquisição, em junho, pela BP, do restante de 50% da Bunge na joint venture BP Bunge Bioenergia, atuante no Brasil. Outra operação relevante foi a compra pela gestora Aqua Capital, em agosto, do controle da Solubio, empresa do setor de agricultura regenerativa, por R$ 100 milhões.

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Além disso, a empresa israelense ICL, especializada em minerais e fertilizantes especiais, adquiriu a brasileira Nitro 1000, por US$ 30 milhões no início do ano. Também em agosto, a Agrion fechou uma captação de até US$ 50 milhões com o Fundo Global para Recifes de Corais, e a Agrogalaxy aumentou sua participação na Agrocat, empresa de insumos agrícolas, de 80% para 90%.

De acordo com a KPMG, o Brasil registrou um total de 1.582 fusões e aquisições em 2024, abrangendo empresas de todos os setores da economia. Esse número representa um aumento de 5% em relação ao ano passado. As operações domésticas, entre empresas brasileiras, foram as mais frequentes, com 981 transações, seguidas pelas aquisições de empresas brasileiras por estrangeiros, que somaram 394 operações.

O crescimento no número de F&As reflete a evolução do mercado, com destaque para a concentração de investimentos nas áreas de maior relevância estratégica para o agronegócio brasileiro. A expectativa é de que o movimento de fusões e aquisições continue a crescer nos próximos anos, consolidando o setor agropecuário como um dos mais dinâmicos da economia nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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