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Fugini Conclui Projeto-Piloto com Drones para Cultivo de Milho Doce em Goiás

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A Fugini Alimentos, líder no mercado brasileiro de molhos de tomate e milho, concluiu com sucesso um projeto-piloto inovador para o cultivo de milho doce em Goiás. Desenvolvido em colaboração com um produtor parceiro, o projeto utilizou drones para realizar aplicações de inseticidas, fungicidas e herbicidas, marcando a primeira vez que essa tecnologia foi empregada de forma completa nas lavouras.

A propriedade parceira, localizada em Cristalina (GO), apresentou resultados positivos significativos, incluindo um aumento na eficiência e qualidade dos alimentos produzidos. Marcos Gottselig, coordenador agrícola especializado em milho doce da Fugini Alimentos, revela que a empresa está considerando expandir a tecnologia para outras áreas de Goiás, onde cerca de 35 produtores fornecedores estão localizados.

“O uso de drones assegurou uma aplicação precisa e eficiente dos insumos, preservando a integridade das plantas e maximizando o rendimento e a qualidade da colheita. Foram realizadas 12 aplicações durante o ciclo da cultura, e uma das principais vantagens da tecnologia é a eliminação do rastro de amassamento típico das máquinas de pulverização, resultando em um aproveitamento adicional de 3,5% por hectare. Além disso, a redução na quantidade de insumos necessários ajudou a diminuir custos e minimizar impactos ambientais”, explica Gottselig.

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A Fugini Alimentos, comprometida com a sustentabilidade e a inovação na agricultura, projeta processar 150 mil toneladas de milho doce até o final de 2024. Este objetivo será alcançado por meio de parcerias com produtores que adotam novas tecnologias para otimizar diferentes etapas do cultivo.

Paulo Mira, gerente agrícola da Fugini, destaca que o Brasil possui condições ideais para o cultivo de milho doce ao longo do ano, diferentemente de muitos países com safras limitadas. A empresa possui uma planta em Cristalina, escolhida pela altitude adequada para o cultivo e pela presença de importantes produtores do setor.

“Atualmente, temos parcerias que somam mais de 9 mil hectares plantados. Se nos últimos cinco anos conseguimos aumentar em 200% a quantidade de milho processado e comercializado, as expectativas de crescimento são ainda mais promissoras com a adoção em larga escala dessas novas tecnologias”, conclui Mira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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