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Frutas do outono fortalecem a imunidade e ajudam o organismo na mudança de estação

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Mudança de estação exige atenção à alimentação

Com a chegada do outono, as mudanças climáticas e de rotina — como variações no sono, na hidratação e no apetite — impactam diretamente o funcionamento do organismo. Além disso, a maior circulação de vírus nesse período aumenta a necessidade de reforçar a imunidade.

Nesse contexto, as frutas da estação ganham destaque por ajudarem o corpo a se adaptar ao novo clima e por contribuírem para uma alimentação mais equilibrada e rica em nutrientes.

Frutas da safra são mais nutritivas e acessíveis

As frutas colhidas na época certa tendem a apresentar melhor qualidade nutricional, já que são consumidas mais próximas do ponto ideal de maturação. Isso favorece a preservação de nutrientes importantes, como vitamina C e antioxidantes.

Outro benefício é o custo mais acessível, o que incentiva o consumo frequente e amplia a diversidade alimentar, essencial para o equilíbrio da dieta.

Segundo o nutricionista Diego Righi, as frutas da estação são estratégicas para a saúde:

“Elas oferecem vitaminas, minerais e fibras justamente quando o corpo começa a sentir os efeitos das mudanças climáticas, ajudando na imunidade e no funcionamento intestinal.”

Benefícios vão além da imunidade

Do ponto de vista fisiológico, o consumo regular de frutas contribui para diversos processos no organismo:

  • Regulação do intestino por meio das fibras
  • Fortalecimento da microbiota intestinal
  • Produção de compostos benéficos, como ácidos graxos de cadeia curta
  • Redução do estresse oxidativo
  • Apoio ao sistema imunológico
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Nutrientes como vitamina C, vitamina E, carotenoides, folato e polifenóis desempenham papel importante na proteção das células e no equilíbrio do organismo.

De acordo com a médica Sandra Fernandes, o impacto vai além da nutrição básica:

“O consumo de frutas da estação contribui para a modulação da microbiota intestinal e para o controle da resposta inflamatória, especialmente em períodos de transição climática.”

Alimentação equilibrada é fundamental

Especialistas destacam que não existe uma única fruta capaz de “blindar” o organismo. O efeito protetor é resultado de um padrão alimentar equilibrado, com variedade de alimentos e hábitos saudáveis, como sono adequado.

Por terem alta densidade nutricional e baixa densidade calórica, as frutas também ajudam na saciedade e podem substituir alimentos ultraprocessados no dia a dia.

Sustentabilidade também é vantagem

Além dos benefícios à saúde, o consumo de frutas da estação contribui para um sistema alimentar mais sustentável.

Isso ocorre porque esses alimentos demandam menos transporte e armazenamento prolongado, além de favorecerem a produção local.

Cinco frutas do outono e seus principais benefícios
  • Abacate
    • O abacate é rico em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a melhorar o perfil cardiometabólico. Também contém fibras, potássio e folato, contribuindo para a saciedade e o bom funcionamento intestinal. Por ser mais calórico, o consumo deve ser moderado.
  • Caqui
    • O caqui é fonte de fibras e carotenoides, importantes para a saúde da pele e da visão. Quando maduro, auxilia no trânsito intestinal, mas, ainda verde, pode causar efeito contrário devido à presença de taninos.
  • Laranja
    • A laranja é conhecida pelo alto teor de vitamina C, essencial para a imunidade. Também contém flavonoides antioxidantes e contribui para a hidratação. O ideal é consumir a fruta inteira para aproveitar melhor as fibras.
  • Kiwi
    • O kiwi se destaca pela alta concentração de vitamina C, além de fornecer fibras, vitamina E e potássio. Pode auxiliar no funcionamento intestinal, mas exige atenção em casos de alergia.
  • Figo
    • O figo é fonte de fibras e polifenóis, ajudando na saúde intestinal e no combate ao estresse oxidativo. A versão seca possui maior concentração de açúcares, devendo ser consumida com moderação.
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Outono pede variedade e equilíbrio na alimentação

A inclusão de frutas da estação na rotina alimentar é uma estratégia simples e eficiente para fortalecer o organismo durante o outono.

Aliadas a uma dieta equilibrada e hábitos saudáveis, essas opções contribuem para a imunidade, o bem-estar e a adaptação do corpo às mudanças típicas dessa época do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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