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Fruit Attraction 2025: Lançamento Oficial Acontece em 31 de Janeiro na Secretaria de Agricultura de São Paulo

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No próximo dia 31 de janeiro, às 10h, será realizado o lançamento oficial da Fruit Attraction São Paulo 2025, em uma cerimônia que ocorrerá na sede da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O evento será marcado por uma coletiva de imprensa, com a presença de autoridades e representantes do setor.

Entre os participantes, estarão os secretários Guilherme Piai, da Secretaria da Agricultura, e Roberto de Lucena, da Secretaria de Turismo, além do presidente da ABRAFRUTAS, Guilherme Coelho; do CEO da Fiera Milano Brasil, Maurício Duval Macedo; e diretores da IFEMA – Instituição de Feiras de Madrid, co-realizadora da feira.

A segunda edição da Fruit Attraction São Paulo será realizada de 25 a 27 de março no São Paulo Expo, consolidando-se como uma das principais plataformas para o setor de frutas e hortaliças na América Latina. A primeira edição, em 2024, teve grande sucesso, reunindo mais de 12 mil visitantes de 45 países, além de 300 expositores de 15 países e representantes de oito estados brasileiros. O evento gerou um impacto significativo para o setor, com um volume de negócios superior a R$ 1 bilhão.

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Para a edição de 2025, as expectativas são altas, com a meta de superar os números do ano anterior, reafirmando a feira como uma referência no segmento de frutas e hortaliças no Hemisfério Sul.

Além da exposição de produtos, tecnologia e serviços, a programação contará com o congresso “Fruit Fórum” e uma rodada de negócios entre exportadores e compradores, promovida pela Apex Brasil. Durante o lançamento, serão divulgados detalhes sobre as novidades planejadas para este ano e o impacto positivo esperado para o setor.

O Brasil, como um dos principais produtores e exportadores de frutas do mundo, segue apresentando números expressivos. Em 2024, as exportações brasileiras ultrapassaram 1 milhão de toneladas, gerando um faturamento de U$S 1,38 bilhão, com um crescimento de 2,04% em relação ao ano anterior. Os principais produtos exportados incluem mangas, melões, limas, limões, uvas, mamões e melancias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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