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Frigoríficos recuam nas negociações e pressionam preços da carne suína para baixo

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Postura cautelosa dos frigoríficos influencia o mercado

O mercado de carne suína encerrou a semana com queda nos preços, tanto para o quilo do suíno vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Allan Maia, os frigoríficos adotaram uma postura mais retraída nas negociações, avaliando uma oferta considerada desequilibrada em relação à demanda.

Maia aponta que o consumo no mercado interno ainda não demonstra sinais de recuperação no curto prazo. Segundo ele, o processo de descapitalização da população e a competitividade com outras proteínas, como frango e carne bovina, têm pesado nas decisões de compra do consumidor final. Por outro lado, o analista destaca que o custo com nutrição animal permanece estável, o que representa um alívio para a suinocultura nacional.

Preços em queda no mercado nacional

Levantamento da Safras & Mercado revela recuos generalizados nos preços da carne suína no país:

  • Suíno vivo: a média nacional caiu de R$ 7,55 para R$ 7,41 o quilo.
  • Corte de pernil no atacado: passou de R$ 13,38 para R$ 13,13 o quilo.
  • Carcaça suína: recuou de R$ 12,09 para R$ 11,92 o quilo.
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Confira a variação de preços por região:

  • São Paulo: arroba suína caiu de R$ 156,00 para R$ 152,00.
  • Rio Grande do Sul: o quilo vivo manteve-se em R$ 6,60 na integração; no interior, recuou de R$ 7,95 para R$ 7,80.
  • Santa Catarina: estabilidade na integração (R$ 6,60) e queda de R$ 7,80 para R$ 7,65 no interior.
  • Paraná: o quilo vivo caiu de R$ 7,90 para R$ 7,70 no mercado livre; na integração, seguiu em R$ 6,65.
  • Mato Grosso do Sul: em Campo Grande, o preço recuou de R$ 7,60 para R$ 7,35; na integração, permaneceu em R$ 6,60.
  • Goiás (Goiânia): preço do quilo caiu de R$ 7,95 para R$ 7,70.
  • Minas Gerais (interior): valores caíram de R$ 8,00 para R$ 7,80; no mercado independente, de R$ 8,20 para R$ 8,00.
  • Mato Grosso (Rondonópolis): o quilo vivo recuou de R$ 7,60 para R$ 7,40; na integração, permaneceu em R$ 7,05.
Exportações de carne suína também registram queda

No cenário externo, as exportações brasileiras de carne suína “in natura” somaram US$ 162,617 milhões nos primeiros 14 dias úteis de julho. Isso representa uma média diária de US$ 11,615 milhões. O volume total embarcado foi de 61,666 mil toneladas, com média diária de 4,404 mil toneladas. O preço médio por tonelada ficou em US$ 2.637,10.

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Na comparação com julho de 2024, os resultados indicam:

  • Queda de 7% na média diária em valor.
  • Recuo de 15% na quantidade média exportada por dia.
  • Alta de 9,4% no preço médio por tonelada.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embrapa desenvolve tecnologia inédita que identifica carnes de diferentes espécies em apenas 20 minutos

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Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros promete revolucionar a rastreabilidade e o controle de qualidade da carne. Cientistas da Embrapa Gado de Corte, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram uma metodologia inédita capaz de identificar carnes de diferentes espécies animais utilizando a espectrometria de massas MALDI-TOF.

Além de distinguir carnes bovinas, suínas, de frango e de tilápia, o método também consegue diferenciar amostras das raças bovinas Nelore e Angus, ampliando as possibilidades de certificação de produtos premium e fortalecendo o combate às fraudes na cadeia da proteína animal.

Tecnologia inédita acelera identificação de carnes

Embora a espectrometria de massas já seja amplamente utilizada em pesquisas científicas e no diagnóstico de doenças causadas por microrganismos, esta é a primeira vez que a tecnologia é aplicada no Brasil para diferenciar tecidos de diferentes espécies animais destinados ao consumo humano.

Outro diferencial é que o sistema mantém elevada precisão mesmo quando as carnes foram congeladas ou submetidas ao preparo térmico, como a fritura, ampliando sua aplicação em processos de fiscalização e controle de qualidade.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Newton Verbisck, coordenador do estudo, cada espécie animal apresenta um perfil exclusivo de proteínas, funcionando como uma verdadeira “impressão digital molecular”.

A partir dessas informações foi possível construir um banco de dados capaz de identificar automaticamente diferentes tipos de carne, além de auxiliar na certificação de produtos e na fiscalização da autenticidade dos alimentos.

Método reduz custos e aumenta a rapidez das análises

Uma das principais vantagens da metodologia está na agilidade do processo.

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Enquanto métodos genéticos tradicionais exigem maior tempo de processamento e apresentam custos mais elevados, o protocolo desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros realiza toda a análise em aproximadamente 20 minutos.

O sistema utiliza um protocolo simplificado de extração das proteínas, preservando a precisão dos resultados e reduzindo significativamente o tempo necessário para a identificação das amostras.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia representa uma alternativa mais rápida, econômica e eficiente para laboratórios, frigoríficos e órgãos de fiscalização.

Ferramenta fortalece rastreabilidade e combate a fraudes

Os resultados demonstram que a espectrometria de massas pode se tornar uma importante aliada da segurança dos alimentos.

Entre as principais aplicações da nova metodologia estão:

  • identificação de fraudes por substituição de espécies;
  • certificação de carnes de maior valor agregado;
  • rastreabilidade da produção pecuária;
  • controle de qualidade industrial;
  • fiscalização sanitária;
  • combate à adulteração de produtos cárneos;
  • apoio às inspeções oficiais.

A tecnologia contribui para aumentar a transparência da cadeia produtiva e oferece maior proteção ao consumidor, especialmente em mercados que exigem elevados padrões de qualidade e rastreabilidade.

Como funciona a tecnologia MALDI-TOF

A metodologia utiliza a espectrometria de massas MALDI-TOF (Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization – Time of Flight), considerada uma das técnicas mais modernas para análise de moléculas biológicas.

O processo consiste em extrair proteínas presentes na carne e submetê-las à ação de um laser. As proteínas são ionizadas e aceleradas dentro do equipamento, que mede com elevada precisão o tempo necessário para que cada molécula percorra o sistema.

Como proteínas de diferentes espécies possuem massas específicas, o equipamento gera um perfil molecular exclusivo para cada carne analisada.

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Esse perfil funciona como uma assinatura biológica, permitindo identificar rapidamente a origem da amostra.

Processo completo leva cerca de 20 minutos

A identificação ocorre em cinco etapas principais:

  • Coleta da amostra: pequenos fragmentos são retirados da parte interna da carne para evitar contaminações.
  • Extração das proteínas: o material é preparado em solução específica contendo solventes de alta pureza.
  • Preparação e ionização: uma pequena quantidade do extrato é misturada à matriz química e submetida ao laser no espectrômetro.
  • Aquisição dos dados: o equipamento mede o tempo de voo dos íons e calcula instantaneamente a massa das proteínas.
  • Classificação: softwares especializados comparam os resultados ao banco de dados e identificam automaticamente a espécie ou raça da carne.
Tecnologia pode ampliar segurança alimentar no Brasil

Atualmente, o equipamento utilizado na pesquisa está operacional na Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul.

A expectativa é que a metodologia possa futuramente ser incorporada por laboratórios oficiais, frigoríficos, universidades e órgãos de inspeção, ampliando a capacidade de monitoramento da qualidade da carne produzida no Brasil.

Além de fortalecer a rastreabilidade e a certificação de produtos, a inovação poderá contribuir para elevar a confiança dos consumidores, reduzir fraudes comerciais e agregar valor à carne brasileira nos mercados nacional e internacional.

Com a crescente exigência por transparência na cadeia de alimentos, tecnologias como a espectrometria de massas MALDI-TOF despontam como ferramentas estratégicas para garantir autenticidade, segurança alimentar e competitividade ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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