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Frente fria derruba temperaturas em boa parte do país

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O avanço de uma massa de ar polar derrubou as temperaturas em grande parte do país. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, que indica perigo, para produtores rurais em nove estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo. O alerta abrange quase 2 mil municípios.

A previsão é de queda brusca de mais de 5 °C nas temperaturas, com risco à saúde, formação de geada e impactos diretos nas lavouras, especialmente em áreas de café, hortaliças, pastagens e pecuária de leite.

Além do frio, a frente fria traz chuvas fortes para partes do norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo. Há ainda previsão de neve nas serras gaúcha e catarinense.

Região Sul

O frio é mais intenso no Sul. As serras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem registrar neve e temperaturas abaixo de 0°C. Em cidades como São José dos Ausentes (RS) e Urupema (SC), os termômetros podem ficar entre -2°C e -4°C. Além do risco de geada, o excesso de umidade mantém alerta para erosão, perdas em pastagens e impacto sobre a pecuária.

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Centro-Oeste

No Mato Grosso do Sul, especialmente no sul e na fronteira com o Paraguai, a queda nas temperaturas será acentuada, com mínimas próximas de 5°C e chance de geada em áreas agrícolas. No Mato Grosso, especialmente na região sul, o frio chega, mas com menor intensidade, e pode afetar lavouras de milho safrinha, cana-de-açúcar e pastagens. Goiás também entra na rota do frio, com mínimas entre 6°C e 8°C no sudoeste e sul do estado.

Sudeste

Em São Paulo, o frio se intensifica no interior, principalmente no sul e sudoeste, com mínimas abaixo de 5°C e risco de geada. No Triângulo Mineiro, sudoeste e sul de Minas Gerais, há previsão de mínimas de até 3°C e risco moderado de geada nas madrugadas. As regiões cafeeiras de Minas devem ficar em alerta.

Norte

O frio atípico avança até Rondônia, com mínimas previstas entre 10°C e 12°C no sul do estado. O fenômeno, conhecido como friagem, afeta principalmente a pecuária e as pastagens, reduzindo o desenvolvimento de capim e exigindo maior cuidado com o manejo dos animais.

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A tendência para o final de junho e início de julho é de manhãs ainda frias no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mas sem extremos como os registrados nesta semana.

O frio intenso exige atenção redobrada, especialmente dos produtores de café, hortifrútis, milho safrinha e pecuária de leite, além, claro dos criadores de gado já que os animais são muito suscetíveis ao frio – ano passado mais de 2 mil animais morreram de frio em Mato Grosso do Sul.

A previsão de geadas também pode gerar perdas localizadas, além de impacto no desenvolvimento das pastagens, exigindo suplementação alimentar no caso da pecuária.

Fonte: Pensar Agro

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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