AGRONEGÓCIO

Framboesa passa por edição genética sem uso de DNA externo e abre novas possibilidades para cultivo

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Cientistas da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, anunciaram o desenvolvimento do primeiro método validado para editar o genoma da framboesa sem a introdução de DNA externo. O estudo, publicado na Frontiers in Genome Editing e divulgado pelo ChileBio em 9 de setembro de 2025, utilizou a tecnologia CRISPR-Cas9 em células isoladas da fruta, permitindo alterações precisas e controladas no genoma.

Variedades mais resistentes e duradouras

Essa inovação cria oportunidades para desenvolver framboesas mais resistentes a fungos, com maior firmeza e prazo de validade prolongado, garantindo frutos em melhores condições para o consumidor e reduzindo perdas ao longo da cadeia produtiva. Além disso, a tecnologia pode melhorar características como doçura, tamanho, número de sementes e tolerância a ondas de calor, aumentando a qualidade, produtividade e sustentabilidade da produção.

Ciclos de melhoramento acelerados

De acordo com a equipe de pesquisa, cultivares de elite aprimoradas podem ser geradas em cerca de 12 meses, muito mais rápido do que os ciclos tradicionais de melhoramento, que normalmente levam uma década ou mais. Esse avanço representa um marco na biotecnologia vegetal, abrindo caminho para o desenvolvimento rápido de frutas de alto valor comercial.

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Próximos passos para avaliação dos frutos

O estudo destaca que o próximo passo é regenerar plantas inteiras a partir das células geneticamente editadas. Só após essa etapa será possível avaliar os frutos quanto às características desejadas, consolidando o potencial da edição genética como ferramenta inovadora para transformar o cultivo de framboesas e oferecer produtos de melhor qualidade aos consumidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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