AGRONEGÓCIO

Fórum de Abatedouros Ceva em Belo Horizonte reafirmou sua importância no progresso sustentável da avicultura

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A Ceva Saúde Animal, multinacional francesa líder em soluções de vacinas para a avicultura, reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento do setor através de uma iniciativa destinada a elevar a biossegurança das granjas, maximizar a produção e aumentar a rentabilidade de todos os elos envolvidos na atividade: o Fórum de Abatedouros Ceva.

“Após o sucesso do evento em Toledo, que ocorreu em 4 de outubro, a jornada de conhecimento chegou a Belo Horizonte no dia 26 do mesmo mês, onde o Hotel Cesar Business serviu como palco para um painel de alto nível que contou com a presença de palestrantes proeminentes da indústria avícola”, destacou Tharley Carvalho, Gerente de Marketing Aves de Ciclo Curto da Ceva Saúde Animal Brasil.

O encontro, que reuniu mais de 100 profissionais, incluiu gestores, técnicos especializados em processamento e produção, bem como especialistas em sanidade de frango de corte de Minas Gerais e estados vizinhos. “O sucesso na realização de mais uma edição do renomado Fórum de Abatedouros reforça e concretiza a assinatura da Ceva, uma empresa que se destaca como uma parceira que vai além da saúde animal”, descreveu Tharley.

Cristiano Troncoso, Gerente Regional de Serviços Veterinários da Ceva Saúde Animal, compartilhou suas impressões sobre o fórum. Ele destacou a presença das principais integradoras da região, proprietários, diretores e gerentes de indústrias e agropecuárias, enfatizando a valiosa ligação entre ambos os setores em um mesmo ambiente. “As palestras apresentaram temas abrangentes, desde o início da cadeia da agropecuária até a fase final de produtos processados, promovendo uma interação enriquecedora entre os participantes”, enalteceu.

Ele enfatizou a importância de todos estarem na mesma sala para discutir questões pertinentes, visando a otimização de carcaças e rendimentos. Além disso, ele ressaltou o suporte da Ceva por meio de ferramentas e profissionais renomados. “O evento reuniu mais de 100 participantes, incluindo representantes de diversas regiões do país, o que demonstra sua ampla aceitação.”

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Com a casa cheia, Tharley destacou que, da mesma forma que ocorreu no Paraná, o ambiente contribuiu para elevar a qualidade do evento e influenciou a alta participação e envolvimento do público nos tópicos discutidos durante o fórum. “As apresentações feitas pelos especialistas que compuseram a programação do fórum desempenharam um papel fundamental na interação dos profissionais que participaram do evento”, considerou Tharley Carvalho.

Temas cruciais da atividade relacionados à cadeia produtiva de carne de frango, como autocontrole, estratégias para reduzir os impactos de condenações, controle de doenças respiratórias, gestão de dados e controle integrado da qualidade, foram parte central da proposta, com o objetivo principal de fomentar o debate sobre temas considerados de grande relevância e que afetam todos os elos da cadeia produtiva, conforme revelado pelo porta-voz.

A Gerente Nacional de Vendas da Ceva Saúde Animal, Polyana Arruda, lembrou que o fórum abordou as últimas inovações na área de abatedouros, com palestrantes renomados discutindo desde a produção e manejo integrado na cadeia de frango de corte até estratégias para um abate mais eficiente. “Exposições sobre questões relacionadas às condenações sanitárias, os impactos da Bronquite Infecciosa no abatedouro, além de uma brilhante apresentação sobre análise de dados e os desafios para a implementação do programa de autocontrole evidenciaram a riqueza de informações compartilhadas e networking proporcionados pelo evento”, afirmou.

Priscilla Rocha, Gerente Nacional de Distribuição Aves da Ceva Saúde Animal Brasil, destacou que o Fórum de Abatedouro em BH passou a fazer parte do calendário da avicultura em Minas Gerais. “Contamos com a presença e participação ativa de diversas empresas da região e seus corpos técnicos, ressaltando a importância do tema abatedouro para as agroindústrias”, lembrou.

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Ela sublinhou que o processamento é a etapa final da cadeia produtiva, porém não menos crucial, sendo uma oportunidade valiosa para agregar valor ao frango produzido no campo. “A presença da Mixxnova, com Vitor Lago, Michelle Marx e Leandro Moreira, juntamente com clientes significativos de Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba e São Paulo, reforçam a abrangência e relevância do evento”, concluiu.

Dado o sucesso de mais uma etapa do fórum, o Diretor da Unidade de Negócios Avicultura da Ceva Brasil, Branko Alva, avaliou o resultado como extremamente positivo e considera a iniciativa como um ponto de apoio técnico para os profissionais de avicultura de todo o Brasil para a promoção do conhecimento técnico-científico e o aprimoramento da indústria de abatedouros e produção de carne de frango, de ponta a ponta.

Para Branko Alva, Diretor de Avicultura Brasil da multinacional, a inciativa reafirma o compromisso contínuo da Ceva Saúde Animal com o setor e seguirá promovendo eventos que estimulem a troca de conhecimento e melhores práticas na cadeia de produção de carne de frango. “Estamos orgulhosos e agradecemos a todos os profissionais presentes. Reunimos profissionais de diversas áreas dedicados a um dia completo de aprimoramento técnico e à busca de soluções para a produção sustentável de carne de frango neste grande encontro assinado pela Ceva Saúde Animal traduzindo a nossa visão de ir ‘Juntos, Além da Saúde Animal’”, disse o executivo.

Fonte: Assessoria de Imprensa Ceva Saúde Animal

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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