AGRONEGÓCIO

FORTALECIMENTO DO AGRO: Ministro Fávaro anuncia medidas em apoio ao agronegócio em Mato Grosso

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Nesta terça-feira (19), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou visita aos estandes da Show Safra, uma das maiores feiras do agronegócio do país, e conheceu, também, a fábrica da BRF S.A., ambas em Lucas do Rio Verde (MT). Na ocasião, destacou a expansão de mercados no exterior para exportação de produtos do agro.

“Batemos o recorde de abertura de mercados. Hoje completamos 100 novos mercados. São novas oportunidades de negócio em 49 países. Retomamos as parcerias comerciais no exterior e aumentamos as perspectivas para o setor”, informou Fávaro. Até ontem (18), o Brasil acumulava 98 novos mercados, hoje (19) foram mais dois novos no Egito, para a exportação de carnes, produtos cárneos e miúdos de caprinos e ovinos.

Ainda, o ministro Carlos Fávaro anunciou a habilitação da planta frigorífica da BRF para exportação de carne de aves para o Reino Unido. “Estamos trazendo hoje uma novidade. Botamos de volta o pé na Europa. O Brasil lidera a comercialização de carne no mundo, quase 40% do consumo de carne de frango no mundo é produzido aqui no Brasil. Temos potencial para crescer ainda mais”, pontuou o ministro.

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A planta frigorífica também voltou a ser habilitada para exportação da China. “A BRF de Lucas do Rio Verde estava com sua habilitação de exportação para China suspensa, que é um ótimo mercado consumidor e um bom remunerador. Com a ajuda do presidente Lula, que fez a interlocução de alto nível, nós entramos com muito trabalho e dedicação, para ampliar as oportunidades de negócio aqui”, explicou o ministro Fávaro.

O CEO da BRF, Miguel Gularte, informou que a nova oportunidade no Reino Unido irá ampliar a demanda da planta de Lucas do Rio Verde e ampliar as oportunidades na região. A expectativa é que aumente em 50% o número de abate de frango, saindo de 300 mil animais por dia para 450 mil. Ainda, ocorrerá investimentos na produção de processados, que agregam valor na produção.

Também foi pautado pelo ministro Fávaro os avanços na certificação eletrônica para proteínas animais. “Isso vai superar a burocracia, vai ganhar tempo com as exportações brasileiras e vamos poder avançar ainda mais no mercado externo”, reforçou Fávaro. Está previsto, ainda, o desenvolvimento de uma certificação digital para a exportação de grãos, para ajudar o setor.

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Fonte: MAPA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Café: safra robusta derruba preços do arábica enquanto exportações de robusta ganham força, aponta Rabobank

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O mercado brasileiro de café atravessa um momento de transição marcado pelo avanço da colheita, expectativa de safra elevada e mudanças importantes no comércio internacional. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, a combinação entre maior oferta e ajustes na demanda global tem pressionado os preços do café arábica, enquanto o robusta (conilon) ganha espaço nas exportações e nos blends utilizados pela indústria mundial.

Segundo o banco, a colheita segue avançando em ritmo satisfatório nas principais regiões produtoras do país. As condições climáticas têm favorecido os trabalhos tanto nas áreas de arábica quanto de robusta, sem impactos relevantes na qualidade dos grãos em secagem, apesar de registros pontuais de chuvas e episódios isolados de granizo no Sul de Minas Gerais.

Produção brasileira deve alcançar 73,3 milhões de sacas

A expectativa do RaboResearch é de uma produção total de 73,3 milhões de sacas de café na safra brasileira de 2026, sendo 46,7 milhões de sacas de arábica e 26,6 milhões de sacas de robusta. O volume reforça a perspectiva de uma oferta significativa no mercado, fator que vem contribuindo para a pressão sobre os preços nos últimos meses.

O banco observa que, no início da colheita, alguns produtores relataram rendimentos abaixo do esperado, situação considerada comum nessa fase dos trabalhos. A tendência, entretanto, é de normalização à medida que a colheita avança e os volumes efetivos da safra sejam confirmados.

Preços do café arábica acumulam forte queda

O cenário de maior oferta tem impactado diretamente as cotações internacionais. O contrato futuro do café arábica com vencimento em julho de 2026 registrou desvalorização de 16,5%, recuando de aproximadamente US$ 2,40 por libra-peso para níveis próximos de US$ 2,00 por libra-peso.

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Já o robusta apresentou comportamento mais resiliente. O contrato negociado na Bolsa de Londres caiu apenas 2,4% no mesmo período, passando de cerca de US$ 3.800 por tonelada para a faixa de US$ 3.700 por tonelada. Mesmo assim, o mercado físico também registrou recuos nos preços da variedade.

Exportações mostram movimentos opostos entre arábica e robusta

Os embarques brasileiros revelam uma mudança importante na dinâmica do comércio internacional de café.

Em maio, as exportações de café arábica somaram 2,12 milhões de sacas, queda de 5,9% em relação a abril. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a retração foi de 11,9%.

Por outro lado, o robusta apresentou forte crescimento. Os embarques alcançaram 601 mil sacas em maio, avanço de 21% sobre abril e impressionante alta de 195% frente ao mesmo período do ano passado.

Na avaliação do Rabobank, esse movimento reflete uma mudança temporária na composição dos blends utilizados pela indústria global, com maior participação do robusta. Entretanto, a recente desvalorização do arábica e a entrada da nova safra brasileira tendem a favorecer uma retomada gradual da participação dessa variedade nas misturas internacionais.

Europa segue liderando compras de arábica brasileiro

O relatório mostra que os principais destinos do café arábica brasileiro continuam concentrados na Europa, com destaque para a Alemanha. Os Estados Unidos aparecem como o segundo maior comprador da variedade.

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No caso do robusta, os principais mercados atualmente são Colômbia, México e Reino Unido, refletindo o aumento da demanda internacional por essa categoria de café.

Possível tarifa dos EUA preocupa indústria de café solúvel

Entre os fatores de atenção para os próximos meses está a proposta anunciada pelos Estados Unidos de elevar a tarifa de importação sobre o café solúvel de 10% para 25%.

Embora a medida ainda esteja em discussão e não tenha sido oficialmente implementada, o Rabobank alerta que uma eventual aprovação poderá reduzir a competitividade da indústria brasileira de café solúvel no mercado norte-americano.

Além disso, dados do Cecafé apontam queda de 17,2% nas exportações brasileiras de café para os Estados Unidos entre abril e maio de 2026. Na comparação anual, a retração chegou a 25,2%.

Clima e El Niño permanecem no radar do setor

Outro fator que continua sendo monitorado pelo mercado é a possível formação de um evento El Niño nos próximos meses. Segundo o Rabobank, as baixas temperaturas e as chuvas registradas na primeira quinzena de junho desaceleraram parte dos trabalhos de colheita, mas a expectativa é de normalização das condições climáticas nas próximas semanas.

Com a safra avançando e os preços pressionados, o mercado de café deverá continuar acompanhando de perto o comportamento da demanda internacional, a evolução das exportações brasileiras e os impactos climáticos sobre a produção futura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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