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FONAC 2025 já tem Capital definida e organizadores se esforçarão para superar o sucesso da edição realizada em Cuiabá

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A 83ª edição do Fórum Nacional de Secretários de Administração das Capitais (FONAC), realizada em Cuiabá, nos dias 12 e 13 foi um sucesso, marcando um momento de grande relevância para a administração pública. O evento trouxe à tona temas essenciais e atuais, como a inteligência artificial nas licitações e os desafios das reformas previdenciárias, sempre com o intuito de promover melhorias na gestão pública. E entre tantas tratativas importantes, a capital da Paraíba, João Pessoa, foi escolhida para sediar o próximo e primeiro evento de 2025.

A ideia de levar o próximo FONAC para João Pessoa, entre final de abril ou início de maio de 2025, gerou grande expectativa entre os participantes. O Secretário de Administração de João Pessoa, Naldo Alves, expressou grande entusiasmo com a escolha da nova sede e a preparação para receber os participantes com muito carinho, buscando superar o evento realizado em Cuiabá. Ele ressaltou a importância de continuar o crescimento do FONAC, envolvendo mais lideranças, secretários e municípios.

“Estou disposto a recebê-los e vamos preparar o evento com o maior carinho. E se Deus quiser, vai ser tão bacana, tão importante, como esse em Cuiabá, que foi maravilhoso. Foi um grande FONAC e vamos trabalhar para que o de João Pessoa seja melhor ainda e assim por diante. Temos que buscar sempre o crescimento do nosso fórum e agregando mais lideranças, mais secretários, mais municípios. E eu quero ressaltar que a gente foi muito bem recebido aqui em Cuiabá, pela secretária de Gestão do município, Ellaine Mendes, que nos atendeu muito bem, muito carinhosa e se colocou à disposição e fizemos um grande evento. Isso nos deixa muito feliz e motivado para dar seguimento ao trabalho”, destacou Naldo.

O FONAC abordou questões como a gestão pública e a implementação de novas tecnologias, e também foi uma oportunidade para troca de experiências. As discussões ajudaram a criar novas diretrizes e a fortalecer a gestão pública em diversas áreas, com especial atenção ao aprimoramento da gestão de recursos humanos, patrimônio e inovação tecnológica. A presença de gestores de diversos municípios, incluindo alguns da Baixada Cuiabana, ampliou o debate, enriquecendo a troca de práticas e soluções para os desafios municipais.

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A Agente de Contratações e Pregoeira do município de Nossa Senhora do Livramento (MT), Leonildes Benevides participou pela primeira vez e ressaltou o quanto enriquecedor foi o debate, com temas da atualidade. “Uma coisa que eu gostei muito foi a questão da inteligência artificial nas licitações, que é uma área em que eu atuo. Achei bem interessante e é uma coisa que eu quero implementar no meu setor. Será um desafio, um assunto ainda a ser estudado, mas com todas as informações parece bem acessível”, pontuou.

O evento foi elogiado pela sua organização, que permitiu um ambiente propício para a interação entre os participantes, promovendo um debate produtivo e a implementação de soluções inovadoras para a gestão pública. O compromisso dos gestores, ao deixarem suas cidades para participar dessas discussões demonstra o empenho em modernizar e aprimorar os serviços oferecidos, visando sempre o bem-estar da população.

A edição em Cuiabá cumpriu as expectativas e serviu de preparativo para o próximo encontro, onde as conversas continuarão a girar em torno de temas fundamentais para a administração pública moderna e eficaz.

“Eu considero uma preciosidade a valiosidade do evento. É um evento onde se trata do aprimoramento da gestão pública. E a forma, esse método do evento, dessa troca de experiência entre os órgãos, é fundamental. Até como Controlador Geral e como servidor da Controladoria Geral do Município, é uma coisa que tem até uma consonância com aquilo que a Controladoria faz. De certa forma, quando a gente vai nos órgãos fazer auditoria e detecta alguma fragilidade, às vezes algum processo, na gestão de alguma política pública, e a gente vê que de certa forma é meio embrionária, meio deficiente, a gente vai pesquisar em outros órgãos que estejam mais avançados naquilo, para trazer para a gestão, como modelo para ser implantado também em Cuiabá. O Fonac, de certa forma, veio trazer essa convergência com essa visão que a Controladoria faz. Para mim foi enriquecedor. Por si só, o evento já é importante e para a administração pública é maravilhoso”, pontuou Hélio Souza, controlador Geral do Município de Cuiabá.

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Em suas considerações, a secretária de Gestão de Cuiabá, e anfitriã do evento, Ellaine Mendes rememorou as edições que já participou e a gratidão pela oportunidade de estar à frente desta última edição do ano. “O FONAC é gigante nesse contexto das discussões e experiências que nos fazem refletir na melhoria do nosso trabalho, como entender esse novo momento que a gestão pública está vivendo e capacitar para a devida compreensão. Foi extraordinário especialmente por ter agregado valor ao dia a dia desses gestores que estão aqui em busca de modernizar, aprimorar e, acima de tudo, potencializar o serviço público que é entregue na ponta para cada cidadão”, disse Ellaine.

“É o formato, é o protocolo do FONAC, promover o debate, promover a discussão, promover a deliberação, ouvir as ideias, trocar experiências e melhores práticas. É além de debater política pública, é você levar para a sua cidade uma solução que está acontecendo em outra ponta, em outro local. Então essa interação é o normal deles e aqui em Cuiabá não foi diferente, foi interativo com a presença de outros municípios mato-grossenses, isso fez com que o debate ficasse mais rico. Estamos muito felizes, alcançamos todos os objetivos colocados para esse evento. Gostei de ver a participação dos municípios da Baixada Cuiabana porque acaba expandindo e isso vai ao encontro também da diretriz que nós temos de expandir a marca FONAC, o modelo FONAC de discussão para o Brasil não ficar restrito às capitais”, conclui o secretário executivo do Fonac, Tiago Bongiovani, em comum acordo com o presidente do Fonac e secretário Municipal de Administração e Patrimônio, de Porto Alegre (RS), André Barbosa.

Com apoio dos diversos parceiros do evento, foram sorteados diversos brindes entre os parceiros no final da programação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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