AGRONEGÓCIO

FMC marca presença no Dia de Campo Copagril

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Entre 10 e 12 de janeiro, a FMC, empresa de ciências para agricultura, estará presente no Dia de Campo Copagril, um dos principais eventos do agronegócio, realizado em Marechal Cândido Rondon, região Oeste do Paraná. Comprometida com a descoberta de novos ingredientes ativos, formulações de produtos e tecnologias de aplicação, a empresa apresentará seu portfólio direcionado para as culturas de soja e milho com os lançamentos Onsuva®, Premio® Star, Reator® e Presence® Full.

O fungicida Onsuva® é um produto exclusivo da FMC com uma carboxamida inédita no Brasil, o fluindapir, e um triazol, o difenoconazol em alta concentração e efetividade, e é recomendado para o controle das principais doenças na soja, milho e algodão. Além do amplo espectro, a solução é reconhecida e recomendada por diversas consultorias e institutos de pesquisa pela eficiência em manchas foliares e alta seletividade para as culturas desde as primeiras aplicações.

O inseticida Premio® Star oferece proteção para 50 alvos biológicos em mais de 50 culturas, sendo o único produto do mercado que oferece controle simultâneo contra as principais pragas como as lagartas Spodoptera, helicoverpa e falsa-medideira, e dos percevejos, e outros alvos secundários das plantações de soja e milho.

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Outro produto com alta tecnologia que será demonstrado durante o Dia de Campo Copagril é o herbicida Reator®, que tem liberação prolongada e é voltado para o manejo de plantas daninhas, como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa) na soja.

“Este é um herbicida pré-emergente seletivo à soja, que traz alta flexibilidade ao agricultor, estendendo a janela de aplicação, mesmo em períodos secos ou com a soja recém emergida. A tecnologia, também exclusiva da FMC, oferece uma otimização operacional devido às microcápsulas, que permanecem intactas no solo até encontrar condições adequadas de umidade para liberação do ingrediente ativo e posterior controle da sementeira das plantas daninhas”, explica Fabio Lemos, gerente de culturas da FMC.

Na linha de biológicos, a FMC atualizou um de seus produtos, o Presence®, para Presence® Full. O bionematicida é indicado para tratamento de sementes e, agora, também é recomendado para o sulco de plantio em culturas como soja, milho, feijão e algodão. O produto é indicado para controle do nematoide das galhas (Meloidogyne incognita, Meloidogyne javanica), nematoide das lesões (Pratylenchus brachyurus, Pratylenchus zeae) e nematoide do cisto (Heterodera glycines) na soja.

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“A FMC tem soluções para suprir todas as necessidades na jornada do agricultor. O robusto portfólio traduz nossa paixão pelo agro e dedicação diária para estarmos cada vez mais próximos dos produtores e contribuindo para a produtividade e rentabilidade do campo”, diz Fábio.

Fonte: FMC

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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