AGRONEGÓCIO

Final da estação de monta amplia oportunidades para elevar taxa de prenhez e rentabilidade do rebanho

Publicado em

Encerramento da estação de monta exige decisões estratégicas no manejo reprodutivo

Com a estação de monta chegando ao fim em boa parte do Brasil, o momento é decisivo para os pecuaristas que buscam aumentar a taxa de prenhez final e melhorar a eficiência produtiva do rebanho.

Mais do que encerrar o ciclo reprodutivo, o período é estratégico para intensificar o manejo, realizar o diagnóstico de gestação precoce — por meio de ultrassonografia — e, quando necessário, aplicar protocolos de ressincronização para inseminar novamente as vacas que ainda não conceberam.

Em muitas regiões, a estação de monta coincide com o período chuvoso, que normalmente ocorre entre outubro e fevereiro, tornando o diagnóstico precoce ainda mais relevante no calendário da pecuária de corte e leite.

Eficiência reprodutiva impacta diretamente na produtividade e nos lucros

De acordo com dados da Embrapa Gado de Corte, a taxa média de prenhez final nos sistemas de cria brasileiros varia entre 55% e 65%, dependendo da região e do nível tecnológico adotado.

Isso significa que uma parcela importante das fêmeas permanece vazia ao final da estação — o que reduz o número de bezerros nascidos e compromete a rentabilidade da fazenda.

Em um rebanho com mil matrizes, cada 1% a mais de prenhez final representa cerca de 10 bezerros adicionais na safra seguinte. Esse ganho se traduz em melhor aproveitamento da estrutura produtiva, redução de custos fixos por animal e maior produtividade por hectare.

Leia Também:  Exportações do agro paulista para a União Europeia somam US$ 4,14 bilhões em 2025 e abrem caminho para nova expansão em 2026
Diagnóstico precoce de gestação é fator decisivo para o sucesso do manejo

O diagnóstico de gestação precoce é uma das etapas mais importantes do manejo reprodutivo e deve ser feito o quanto antes após a Inseminação Artificial em Tempo Fixo ou ao término da estação de monta.

Segundo o médico-veterinário Bruno Freitas, da Ourofino Saúde Animal, o tempo é um recurso valioso na reprodução bovina:

“Se a vaca estiver prenhe, ela deve ser direcionada para um lote específico, com manejo nutricional adequado. Se estiver vazia, ainda há tempo de intervir e aumentar as chances de concepção dentro da mesma estação”, explica.

Com o auxílio da ultrassonografia, o diagnóstico pode ser feito a partir de 30 dias após a inseminação.

Freitas alerta que muitos produtores adiam o diagnóstico para o final da estação e acabam perdendo a oportunidade de realizar uma nova IATF.

“O tempo reprodutivo da vaca não espera. Quanto antes for feita a avaliação, maiores são as chances de sucesso”, reforça o especialista.

IATF, diagnóstico e ressincronização formam estratégia integrada de resultados

O manejo reprodutivo eficiente deve seguir três etapas complementares:

  1. Realização da IATF durante a estação de monta;
  2. Diagnóstico precoce de gestação para identificar vacas prenhes e vazias;
  3. Ressincronização das vacas não prenhes, permitindo nova inseminação no mesmo ciclo.
Leia Também:  Produtividade deve sustentar safra de inverno no Brasil, mesmo com área menor

A ressincronização é uma ferramenta que maximiza o aproveitamento reprodutivo do rebanho, aumentando o número final de vacas prenhes na mesma temporada.

“Cada vaca vazia representa um ano produtivo perdido. Em larga escala, isso impacta diretamente o fluxo de caixa e os índices zootécnicos da fazenda”, observa Freitas.

Tecnologia e inovação aumentam a eficiência dos programas reprodutivos

Para auxiliar o produtor neste período estratégico, a Ourofino Saúde Animal oferece protocolos completos de manejo reprodutivo, com soluções voltadas à IATF, diagnóstico e ressincronização.

Entre os destaques está o Sincromais®, produto que atua na melhoria da fertilidade e padronização dos resultados reprodutivos.

Integrado à linha de reprodução da empresa, o Sincromais® auxilia na elevação dos índices de concepção, especialmente em sistemas de alta exigência produtiva.

“Nosso objetivo é fornecer ferramentas que ajudem o pecuarista a aproveitar cada oportunidade dentro da estação de monta. Diagnóstico precoce e ressincronização são decisões técnicas que se traduzem em resultado econômico”, ressalta Freitas.

Planejamento e decisão técnica garantem maior produtividade

Ao encerrar a estação de monta com diagnóstico e planejamento reprodutivo, o produtor transforma o fim do ciclo em uma oportunidade de ganho real.

Essa estratégia contribui para aumentar a taxa de prenhez final, reduzir perdas reprodutivas e fortalecer a base produtiva para a próxima safra de bezerros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

Published

on

O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

Leia Também:  Atenção Redobrada: Controle de Parasitas na Pecuária com a Chegada das Chuvas

A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

Leia Também:  Garrotilho segue como desafio sanitário e impacta desempenho de equinos no Brasil

Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA