AGRONEGÓCIO

Festival Gastronômico de Caibi Celebra a Cultura Italiana com Parceria de Sucesso

Publicado em

A recente estreia do Festival Gastronômico de Caibi, uma iniciativa promovida pela Associação de Turismo de Caibi em parceria com o Sebrae/SC por meio do Programa Cidade Empreendedora, revelou a riqueza da gastronomia local e o potencial turístico da cidade. Na última semana, o evento trouxe uma mesa farta de iguarias italianas preparadas por quatro estabelecimentos locais – Sítio Verde Aroma, Restaurante Divino Sabor, Pizzaria Donatello e Cabana Dal Cero. O festival atraiu visitantes e apreciadores da boa comida, contribuindo significativamente para o desenvolvimento econômico e para a valorização da cultura regional.

Os próximos finais de semana prometem uma experiência gastronômica autêntica em Caibi. O Sítio Verde Aroma convida os visitantes a saborear sua tradicional sopa no pão, uma verdadeira explosão de sabor. A Cabana Dal Cero oferece agnolini caseiro com um molho irresistível. O Restaurante Divino Sabor apresenta um clássico da culinária italiana com um toque especial: espaguete com gorgonzola e medalhão de filé mignon. E para encerrar, a Pizzaria Donatello transporta os clientes à Itália com suas pizzas artesanais de massa leve e sabor marcante.

Leia Também:  Investimentos em AgTechs somam R$ 1,13 bilhão em 2024, com foco em startups em estágio inicial

Miguel Angelo Gómez Garrido, analista de negócios do Sebrae/SC, destacou a importância do investimento no turismo local. “Estamos comprometidos em apoiar os empreendedores de Caibi. Este festival é apenas o começo de uma jornada promissora para o turismo gastronômico da região. Agradecemos aos empreendedores que acreditam e participam ativamente da evolução da cidade”, ressaltou.

Silmara Bratz, diretora de Desenvolvimento Econômico e Turismo, celebrou o sucesso do evento. “A colaboração com o Sebrae/SC, através do Programa Cidade Empreendedora, foi essencial para capacitar nossos empreendedores e transformar essa ideia em realidade. O Festival Gastronômico já se consolidou como um sucesso, posicionando Caibi como um dos destinos gastronômicos do estado. Com eventos como o Doce Natal e essa nova iniciativa, nossa cidade está ganhando cada vez mais destaque no turismo”, afirmou.

Inovação e Capacitação

Ilani Toigo e seu esposo Leonoir, proprietários do Sítio Verde Aroma, destacaram os benefícios das capacitações oferecidas pelo Sebrae/SC, que incluíram cursos sobre decoração e atendimento ao público. “O Festival tem sido um grande impulso para a renda dos nossos estabelecimentos. Com o apoio da consultora Karla Hall, desenvolvemos a tradicional sopa no pão, que combina perfeitamente com a época fria do ano. O entusiasmo dos participantes é contagiante, e estamos animados para os próximos passos do Festival”, afirmou Ilani.

Leia Também:  Rock in Rio quer reduzir 14 toneladas de resíduos no festival em 2024

Ela enfatizou que, embora tenham sempre trabalhado de forma independente, o suporte do Sebrae/SC os deixou mais preparados para enfrentar novos desafios. “Estamos renovados e motivados a continuar no setor gastronômico, promovendo a rica cultura italiana de Caibi.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Tarifaço vigora a partir de hoje e põe o agro no centro de disputa que vai além do comércio

Published

on

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22.07) colocando cadeias do agronegócio no centro de uma disputa que começou longe das lavouras. Mais do que corrigir supostos desequilíbrios comerciais, a medida é utilizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como instrumento de pressão política sobre o Brasil, tendo como pano de fundo temas como regulação das plataformas digitais, sistemas de pagamento (o nosso Pix), propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

A sobretaxa será cobrada dos importadores norte-americanos e se soma às tarifas que já incidiam sobre cada mercadoria. Na prática, o custo adicional pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, provocar o cancelamento de encomendas e pressionar empresas exportadoras a renegociar preços.

A investigação que deu origem à medida foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de adotar práticas que restringiriam o comércio, especialmente no ambiente digital.

O próprio documento que oficializou a tarifa, porém, deixa claro que a legislação permite atingir setores que não tenham relação direta com as práticas questionadas. A justificativa é que uma tarifa abrangente amplia o poder de negociação dos Estados Unidos e cria pressão para que o país investigado modifique suas políticas.

É nesse ponto que o agronegócio passa a funcionar como instrumento de barganha. Enquanto parte da investigação trata de plataformas digitais e meios de pagamento, segmentos como máquinas agrícolas, papel, açúcar e outros produtos agroindustriais ficaram sujeitos à cobrança. Pedidos para retirar esses setores da medida foram rejeitados, embora não haja relação direta entre a produção dessas mercadorias e as regras brasileiras para empresas de tecnologia.

Leia Também:  Desafios e Perspectivas na Cadeia do Trigo Brasileira

O etanol é a exceção mais evidente, porque aparece diretamente no contencioso comercial. Produtores norte-americanos alegam enfrentar dificuldades de acesso ao mercado brasileiro e pressionam pela redução das tarifas aplicadas pelo Brasil ao biocombustível importado. A sobretaxa sobre o produto brasileiro, portanto, também atende a interesses da indústria de etanol dos Estados Unidos.

O desenho das exceções mostra que Washington procurou preservar mercadorias consideradas necessárias à própria economia. Produtos que poderiam causar desabastecimento, pressionar a inflação ou que não são produzidos em quantidade suficiente pelos Estados Unidos foram poupados. Já cadeias nas quais há concorrência com produtores norte-americanos ou capacidade de exercer pressão sobre Brasília permaneceram expostas.

Para pesquisadores das áreas de comércio e regulação digital, as críticas às regras brasileiras para plataformas também revelam uma disputa por soberania regulatória. O governo norte-americano sustenta que decisões judiciais e novas obrigações impostas às empresas de tecnologia ameaçam a liberdade de expressão. Especialistas brasileiros contestam essa interpretação e afirmam que o país está estabelecendo responsabilidades semelhantes às já adotadas em outros mercados, especialmente na União Europeia.

Nessa leitura, os Estados Unidos procuram proteger empresas de tecnologia sediadas no país contra controles nacionais sobre conteúdo, concorrência, uso de dados e funcionamento dos algoritmos. O Brasil também seria estratégico por seu tamanho e pela influência que suas decisões regulatórias podem exercer sobre outros países da América Latina. Trata-se, contudo, de uma interpretação sobre os interesses envolvidos, e não da justificativa formal apresentada pelo USTR.

Leia Também:  Encontro Estadual reforça importância da cultura de paz nas escolas 

Para o agro, a consequência mais imediata não é apenas a cobrança na alfândega. A redução das compras norte-americanas pode alcançar indústrias, usinas, fabricantes de máquinas e fornecedores de matérias-primas. Dependendo da duração da medida, o efeito poderá chegar ao produtor por meio de menor demanda, pressão sobre preços e adiamento de investimentos.

O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e considera que temas internos, como decisões judiciais e regulação de empresas, não devem ser utilizados para impor sanções comerciais. As negociações continuam, mas Washington sinalizou que pretende manter a cobrança enquanto não houver mudanças nas políticas questionadas.

A entrada em vigor da tarifa, portanto, é apenas o começo do impasse. O que está em discussão não é somente quanto os Estados Unidos comprarão do Brasil, mas até que ponto o acesso ao maior mercado consumidor do mundo será usado para influenciar decisões regulatórias brasileiras. Nesse confronto, o agronegócio tornou-se um dos principais pontos de pressão — mesmo quando pouco tem a ver com a origem da disputa.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA