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Fertilizantes e bioinsumos impulsionam produtividade e tecnologia no campo brasileiro em 2025

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Fertilizantes atingem recorde e fortalecem produção agrícola

O agronegócio brasileiro registrou em 2025 um avanço significativo em produtividade, impulsionado pelo uso intensivo de fertilizantes e bioinsumos. Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) mostram que, entre janeiro e setembro, o consumo de fertilizantes atingiu 35,86 milhões de toneladas, alta de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024.

Essa evolução mantém o Brasil como quarto maior mercado mundial de fertilizantes, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos, respondendo por cerca de 8% da demanda global. Soja, milho e cana-de-açúcar foram responsáveis por mais de 70% do consumo, refletindo sua importância estratégica para a produção nacional.

Tecnologias aplicadas ao solo aumentam eficiência e produtividade

A combinação de manejo por talhão, recomendações precisas de adubação e ferramentas digitais de monitoramento reduziu desperdícios e elevou a eficiência no uso de nutrientes. Projeções para a safra 2025/26 de milho de verão indicam aumento de produtividade aliado à expansão da área cultivada, mesmo diante de desafios climáticos regionais.

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Além disso, a previsibilidade na oferta de fertilizantes, com reforço das importações e implementação gradual do Plano Nacional de Fertilizantes, proporcionou aos produtores maior segurança para planejar investimentos e otimizar o pacote tecnológico, mesmo em um cenário de margens mais apertadas.

Bioinsumos registram crescimento acelerado

O segmento de produtos biológicos também teve desempenho expressivo em 2025. O mercado de bioinsumos cresceu 13% em área tratada, alcançando cerca de 156 milhões de hectares, equivalentes a um quarto da área cultivada do país. Em valor, as vendas atingiram R$ 4,35 bilhões, alta de 18%.

O avanço foi acompanhado de evolução tecnológica, com formulações mais estáveis, produtos direcionados para pragas específicas e utilização de drones e aplicações de alta concentração, permitindo adoção em larga escala, inclusive em culturas de grande extensão.

Perspectivas para 2026 e agricultura sustentável

As projeções para o próximo ano indicam maior consolidação dos bioinsumos, impulsionada por uma agenda regulatória mais clara e crescente demanda por práticas agrícolas sustentáveis. A expectativa é que a integração de fertilizantes e produtos biológicos proporcione maior eficiência produtiva, aliada à redução da pegada ambiental, atendendo às exigências de mercados consumidores.

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Empresas nacionais reforçam protagonismo no setor

Neste contexto, GIROAgro e VIVAbio, empresas 100% nacionais, destacaram-se em 2025 ao oferecer soluções qualificadas em nutrição vegetal e bioinsumos, com suporte técnico especializado. A atuação junto aos produtores foi fundamental para adotar práticas mais eficientes, consolidando a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fertilizantes e bioinsumos como motores da transformação

O balanço de 2025 evidencia que fertilizantes e bioinsumos deixaram de ser apenas insumos essenciais e passaram a ser motores de uma nova fase do agronegócio brasileiro, sustentada por tecnologia, eficiência e visão de futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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