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Fertilizante natural promete impulsionar a produtividade do algodão no Brasil

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Produção de algodão cresce com uso de tecnologias sustentáveis

A produção brasileira de algodão deve alcançar mais de 3,9 milhões de toneladas de pluma nesta safra, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um aumento de 5,5% em relação ao ciclo anterior e reflete a expansão da cultura no País, impulsionada pelo uso de tecnologias voltadas à agricultura regenerativa e produtiva.

Especialista destaca benefícios do remineralizador de solo

De acordo com o engenheiro agrônomo André Dias, especialista em fertilidade do solo e integrante da equipe da Vulcano Agrominerais — empresa que atua na extração e produção de remineralizadores —, os resultados com o uso do produto têm sido animadores. Já são mais de 100 produtores utilizando a tecnologia em cerca de 8 mil hectares em diversas regiões do Brasil.

Melhoria na produtividade e qualidade da fibra

Segundo Dias, o remineralizador tem demonstrado impactos positivos não apenas na produtividade, mas também na qualidade da fibra do algodão. “Esse tipo de fertilizante natural age diretamente nas propriedades físico-químicas do solo, de dentro para fora, promovendo resultados perceptíveis já no primeiro ciclo de aplicação”, explica.

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Tecnologia sustentável com base em rochas silicáticas

O remineralizador de solo é um insumo natural extraído de rochas silicáticas e faz parte da categoria dos agrominerais. Esses produtos vêm ganhando espaço na agricultura brasileira desde 2022, em resposta à crise de importação de fertilizantes químicos e à crescente demanda por soluções sustentáveis.

Nutrição contínua e melhora da estrutura do solo

Os agrominerais fornecem macro e micronutrientes de maneira gradual, promovendo uma série de benefícios ao solo, como aumento da fertilidade, melhor estrutura física, estímulo à atividade microbiana, maior retenção de água e melhor enraizamento das plantas.

Resultados positivos em diversas culturas

O algodão é apenas uma das culturas que têm se beneficiado da aplicação do remineralizador. Cana-de-açúcar, milho, café, soja, frutas e até o eucalipto também já apresentaram bons resultados. “Na cana-de-açúcar, por exemplo, observamos incremento de até 16 toneladas por hectare e um aumento de mais de R$ 3 mil na lucratividade”, destaca André Dias.

Potencial nacional e futuro promissor

Com abundância de rochas silicáticas, o Brasil tem grande potencial para ampliar o uso de agrominerais, reduzindo a dependência de insumos importados e promovendo uma agricultura mais sustentável e rentável.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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