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Feriado nos EUA influencia mercado doméstico de café, expectativa de retorno da volatilidade

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O mercado físico de café no Brasil enfrenta uma semana inicial marcada por negócios estagnados, influenciados pelo feriado nos Estados Unidos, que levou ao fechamento da Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devido ao Dia de Martin Luther King. A estabilidade do dólar também contribui para uma expectativa de retomada dos negócios apenas com o retorno do referencial norte-americano.

Na última sexta-feira (12), houve alguma movimentação no mercado brasileiro de café durante a manhã. De acordo com informações da Consultoria SAFRAS & Mercado, os preços permaneceram firmes pela manhã, mantendo-se no mesmo patamar do dia anterior. Contudo, à tarde, a presença de compradores derrubou as bases, resultando na estagnação e esvaziamento do mercado.

Os preços do café arábica, com 15% de catação, variaram entre R$ 940,00/945,00 a saca, enquanto no cerrado mineiro, o arábica com a mesma qualidade foi cotado entre R$ 945,00/950,00 a saca. Por outro lado, o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 815,00/820,00 a saca.

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O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 785,00/790,00 a saca, enquanto o 7/8 foi cotado a R$ 780,00/785,00, ambos sem alterações.

A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) divulgou o relatório de compromissos dos traders, com dados até 9 de janeiro, indicando que grandes fundos e especuladores mantinham uma posição líquida comprada de 45.588 contratos, um aumento em relação à semana anterior. Já as empresas comerciais apresentaram uma posição líquida vendida de 47.708 contratos, enquanto as posições não reportáveis indicavam uma posição líquida comprada de 2.120 contratos.

Até a última terça-feira, o mercado futuro de café arábica da ICE Futures US tinha 220.376 contratos em aberto, com uma queda de 2.923 lotes na semana.

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) não opera hoje devido ao feriado do Dia de Martin Luther King. A posição março/2024 fechou a sexta-feira a 180,00 centavos de dólar por libra-peso, registrando uma queda de 4,05 centavos, ou 2,2%.

No cenário cambial, o dólar comercial apresenta uma leve baixa de 0,05%, cotado a R$ 4,8527, enquanto o Dollar Index registra uma alta de 0,18%, atingindo 102,59 pontos.

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Quanto aos indicadores financeiros globais, as principais bolsas da Ásia encerraram em alta, com Xangai subindo 0,15% e o Japão 0,91%. Na Europa, as bolsas operam em baixa, com Paris registrando -0,41%, Frankfurt -0,29% e Londres -0,25%. Quanto ao petróleo, o WTI em NY para fevereiro opera em baixa, cotado a US$ 71,70 o barril, apresentando uma queda de 1,34%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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