AGRONEGÓCIO
Feno se consolida como ferramenta estratégica para a pecuária enfrentar a seca e manter produtividade
Publicado em
11 de julho de 2025por
Da Redação
Desafio sazonal da pecuária brasileira: a seca entre abril e setembro
Durante os meses mais secos do ano, especialmente entre abril e setembro, boa parte do Brasil enfrenta queda drástica nas chuvas, comprometendo a disponibilidade de pastagem – base da alimentação bovina. Essa sazonalidade representa um dos principais gargalos da pecuária nacional, afetando diretamente a produção de leite, carne e o desempenho reprodutivo dos animais.
Feno: alternativa tradicional e eficaz para a conservação de forragem
Para mitigar os impactos da estiagem, o uso de estratégias de conservação da forragem é fundamental. Entre elas, o feno se destaca como uma das soluções mais tradicionais, eficazes e versáteis. Segundo Thiago Neves Teixeira, engenheiro agrônomo e técnico da Soesp (Sementes Oeste Paulista), o feno garante alimentação segura e de qualidade para o rebanho quando a pastagem natural não responde, além de permitir aproveitar oportunidades de mercado, como a compra de animais a preços mais baixos durante a seca.
Impactos da escassez de forragem e o processo de produção do feno
De acordo com a Embrapa, a falta de forragem natural durante a seca pode causar perdas de até 30% na produção de leite e queda significativa no ganho de peso dos bovinos de corte, além de aumentar os riscos de doenças por deficiência nutricional.
A fenação consiste no corte, desidratação e armazenamento de capins com alto teor de matéria seca para preservar o valor nutritivo da planta e garantir alimento volumoso de qualidade por vários meses. O processo inicia-se com o corte do capim no ponto ideal de maturação, seguido da secagem ao sol até atingir entre 85% e 90% de matéria seca. Posteriormente, a forragem é compactada em fardos para reduzir a atividade da água, evitando a proliferação de microrganismos e prolongando a conservação.
Thiago Teixeira ressalta a importância do manejo correto, destacando que o excesso de umidade pode comprometer a qualidade do feno.
Capins indicados e armazenamento
Os capins mais adequados para fenação são Tifton 85, Coast-cross, Panicum maximum (cultivares Tamani e Aruana), além de algumas leguminosas, que se destacam pela alta produtividade, boa proporção entre folhas e colmos e facilidade de secagem. Quando armazenado corretamente, o feno pode ser mantido por mais de seis meses, desde que protegido da umidade.
Crescimento do uso do feno no Brasil e suas vantagens
A adoção do feno tem crescido, especialmente entre produtores mais tecnificados. Segundo a Scot Consultoria, o uso de forragens conservadas aumenta cerca de 6% ao ano no país. O feno é valorizado por sua portabilidade, estabilidade nutricional e por permitir o planejamento alimentar ao longo do ano.
“O feno possibilita melhor equilíbrio da dieta dos animais, controle da proporção entre volumoso e concentrado e manutenção do desempenho produtivo mesmo na entressafra”, destaca o técnico da Soesp.
O custo médio da tonelada de feno de alta qualidade varia entre R$ 700 e R$ 950, tornando-o competitivo frente a outras fontes volumosas, como silagem de milho ou pré-secado, principalmente em propriedades com estrutura adequada e mão de obra treinada.
Além disso, o feno se adapta bem a sistemas intensivos, como confinamento e semiconfinamento, podendo ser usado emergencialmente em períodos de seca prolongada ou falhas no fornecimento de ração. A facilidade de transporte e comercialização também pode gerar renda extra para propriedades com excedente na produção.
Desafios na produção e perspectivas para o futuro
Apesar dos benefícios, o uso do feno enfrenta desafios, principalmente o custo elevado para propriedades que não possuem maquinário próprio (segadoras, ancinhos, enfardadeiras) e a necessidade de mão de obra qualificada. A produção depende ainda de condições climáticas favoráveis, com dias secos e ensolarados essenciais para a secagem adequada da forragem.
Outro obstáculo é a falta de assistência técnica e conhecimento sobre manejo correto, sobretudo entre pequenos e médios produtores. “Ainda há um longo caminho para difundir a técnica, pois muitos produtores desconhecem o potencial do feno e acabam optando por alternativas menos eficientes ou mais caras durante a seca”, avalia o agrônomo Thiago Teixeira.
Com as mudanças climáticas e maior pressão por produtividade e sustentabilidade, a fenação tende a se tornar cada vez mais indispensável para a pecuária moderna. Investir na conservação de forragens é uma forma eficiente de proteger a produção contra riscos climáticos e garantir rentabilidade o ano inteiro.
“O feno deixou de ser uma solução emergencial para virar uma ferramenta estratégica. Pecuaristas que planejam e investem na produção de feno ganham mais controle, segurança e lucro, mesmo em períodos críticos”, conclui Teixeira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Embrapa desenvolve tecnologia inédita que identifica carnes de diferentes espécies em apenas 20 minutos
Published
18 minutos agoon
9 de julho de 2026By
Da Redação
Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros promete revolucionar a rastreabilidade e o controle de qualidade da carne. Cientistas da Embrapa Gado de Corte, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram uma metodologia inédita capaz de identificar carnes de diferentes espécies animais utilizando a espectrometria de massas MALDI-TOF.
Além de distinguir carnes bovinas, suínas, de frango e de tilápia, o método também consegue diferenciar amostras das raças bovinas Nelore e Angus, ampliando as possibilidades de certificação de produtos premium e fortalecendo o combate às fraudes na cadeia da proteína animal.
Tecnologia inédita acelera identificação de carnes
Embora a espectrometria de massas já seja amplamente utilizada em pesquisas científicas e no diagnóstico de doenças causadas por microrganismos, esta é a primeira vez que a tecnologia é aplicada no Brasil para diferenciar tecidos de diferentes espécies animais destinados ao consumo humano.
Outro diferencial é que o sistema mantém elevada precisão mesmo quando as carnes foram congeladas ou submetidas ao preparo térmico, como a fritura, ampliando sua aplicação em processos de fiscalização e controle de qualidade.
Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Newton Verbisck, coordenador do estudo, cada espécie animal apresenta um perfil exclusivo de proteínas, funcionando como uma verdadeira “impressão digital molecular”.
A partir dessas informações foi possível construir um banco de dados capaz de identificar automaticamente diferentes tipos de carne, além de auxiliar na certificação de produtos e na fiscalização da autenticidade dos alimentos.
Método reduz custos e aumenta a rapidez das análises
Uma das principais vantagens da metodologia está na agilidade do processo.
Enquanto métodos genéticos tradicionais exigem maior tempo de processamento e apresentam custos mais elevados, o protocolo desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros realiza toda a análise em aproximadamente 20 minutos.
O sistema utiliza um protocolo simplificado de extração das proteínas, preservando a precisão dos resultados e reduzindo significativamente o tempo necessário para a identificação das amostras.
Segundo os pesquisadores, a tecnologia representa uma alternativa mais rápida, econômica e eficiente para laboratórios, frigoríficos e órgãos de fiscalização.
Ferramenta fortalece rastreabilidade e combate a fraudes
Os resultados demonstram que a espectrometria de massas pode se tornar uma importante aliada da segurança dos alimentos.
Entre as principais aplicações da nova metodologia estão:
- identificação de fraudes por substituição de espécies;
- certificação de carnes de maior valor agregado;
- rastreabilidade da produção pecuária;
- controle de qualidade industrial;
- fiscalização sanitária;
- combate à adulteração de produtos cárneos;
- apoio às inspeções oficiais.
A tecnologia contribui para aumentar a transparência da cadeia produtiva e oferece maior proteção ao consumidor, especialmente em mercados que exigem elevados padrões de qualidade e rastreabilidade.
Como funciona a tecnologia MALDI-TOF
A metodologia utiliza a espectrometria de massas MALDI-TOF (Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization – Time of Flight), considerada uma das técnicas mais modernas para análise de moléculas biológicas.
O processo consiste em extrair proteínas presentes na carne e submetê-las à ação de um laser. As proteínas são ionizadas e aceleradas dentro do equipamento, que mede com elevada precisão o tempo necessário para que cada molécula percorra o sistema.
Como proteínas de diferentes espécies possuem massas específicas, o equipamento gera um perfil molecular exclusivo para cada carne analisada.
Esse perfil funciona como uma assinatura biológica, permitindo identificar rapidamente a origem da amostra.
Processo completo leva cerca de 20 minutos
A identificação ocorre em cinco etapas principais:
- Coleta da amostra: pequenos fragmentos são retirados da parte interna da carne para evitar contaminações.
- Extração das proteínas: o material é preparado em solução específica contendo solventes de alta pureza.
- Preparação e ionização: uma pequena quantidade do extrato é misturada à matriz química e submetida ao laser no espectrômetro.
- Aquisição dos dados: o equipamento mede o tempo de voo dos íons e calcula instantaneamente a massa das proteínas.
- Classificação: softwares especializados comparam os resultados ao banco de dados e identificam automaticamente a espécie ou raça da carne.
Tecnologia pode ampliar segurança alimentar no Brasil
Atualmente, o equipamento utilizado na pesquisa está operacional na Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul.
A expectativa é que a metodologia possa futuramente ser incorporada por laboratórios oficiais, frigoríficos, universidades e órgãos de inspeção, ampliando a capacidade de monitoramento da qualidade da carne produzida no Brasil.
Além de fortalecer a rastreabilidade e a certificação de produtos, a inovação poderá contribuir para elevar a confiança dos consumidores, reduzir fraudes comerciais e agregar valor à carne brasileira nos mercados nacional e internacional.
Com a crescente exigência por transparência na cadeia de alimentos, tecnologias como a espectrometria de massas MALDI-TOF despontam como ferramentas estratégicas para garantir autenticidade, segurança alimentar e competitividade ao agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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