AGRONEGÓCIO

Fenicafé divulga programação de 2024

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A Fenicafé – Feira de Irrigação em Cafeicultura será somente em abril, mas sua preparação começa meses antes de sua realização. A Fenicafé faz parte da Café Agro, que soma mais de uma semana de atrações com a Expo Araguari. Este ano, a Fenicafé será de 16 a 18 de abril, no Parque de Exposições Ministro Rondon Pacheco, em Araguari, no Triângulo Mineiro. Dividido em duas etapas, a Café Agro começa com realização de palestras, workshops e seminários relacionados à cafeicultura irrigada.

Em sua 27ª edição, serão seis workshops com palestras voltadas para o mercado de café, para a irrigação e também serão apresentadas novas formas para maximizar a produção. A organização está atenta a cada detalhe, desde a montagem até o conteúdo programático, que é estudado pela equipe técnica para levar aos visitantes o melhor conteúdo sobre as inovações do setor da irrigação e também do agronegócio café. Este ano, mulheres de sucesso na cafeicultura fazem a abertura da programação: Vanessa Vilella, C.E.O. da Kapeh, Simone de Moraes Sousa – presidente da Amecafé e Valéria Vidigal – artista e produtora de café na região do Planalto de Conquista – BA, falam sobre o sucesso no café em novas perspectivas: empreendedorismo e inovação. Também entre os destaques a palestra do professor Dr. João Carlos de Moraes Sá, da Ohio State University, que aborda o tema: “Agricultura de baixo carbono em sistemas de produção resilientes, rentáveis e com baixas emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE).

A Fenicafé é promovida pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) e a Federação dos Cafeicultores do Cerrado com apoio da Embrapa Café e Prefeitura Municipal de Araguari.

Confira a programação completa
  • Segunda-feira, 15 de abril de 2024 – 18:30h – Solenidade de abertura com a participação de lideranças da região e classe política
      • 19:30h – Coquetel de abertura – Terça-feira, 16 de abril de 2024
      • 08:30 às 10:00h – Inscrições e entrega dos materiais
    • Workshop 1 – Sucesso no café em novas perspectivas: Empreendedorismo e Inovação
      • 10:00 às 10:45h – Palestra: Como transformar um sonho na arte de empreender – Palestrante: Vanessa Vilella – Fundadora e C.E.O. da Kapeh
      • 10:45 às 11:45h – Palestra: Empreendedorismo na Amecafé: uma Associação de QUALIDADE e sucesso – Palestrante: Simone de Moraes Sousa – presidente da Amecafé
      • 11:45 às 12:30h – Palestra: Café & Arte: empreendendo no café de uma forma inovadora – Palestrante: Valéria Vidigal – artista e produtora de café na região do Planalto de Conquista – BA
    • Workshop 2 – Panorama da Cafeicultura Nacional
      • 14:00 às 16:15 – Panorama da cafeicultura nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as safras 2023/2024 e 2024/2025
      • 16:15 às 17:15h – Palestra: Cafeicultura Mundial: Perspectivas futuras num ambiente de mudanças climáticas e exigências de qualidade e sustentabilidade (ESG) – Palestrante: Carlos Brando – P&A Marketing Ltda.
  • Quarta-feira, 17 de abril de 2024 – 08:00 às 08:30h
      • 08:30 às 9:00h – Abertura do Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada Prof. Dr. André Luís Teixeira Fernandes – Pró Reitor de Pesquisa, Pós Graduação e Extensão – UNIUBE e Sócio proprietário da C3 Consultoria e Pesquisa – Dr. Sílvio Carlos – Presidente da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID) – Cláudio Morales Garcia – Presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) – Dr. Antonio Fernando Guerra – Gerente Geral da Embrapa Café
    • Workshop 3 – Irrigação, detalhes para o sucesso: Implantação, Operação e Técnicas de Manejo
      • 09:00 às 10:00h – Palestra: Irrigação de café: a importância dos dados básicos para o sucesso de um projeto – Palestrante: Eng. Agrônomo Márcio Carvalho
      • 10:00 às 11:00h – Palestra: Novas tecnologias para os projetos de irrigação na cafeicultura – Palestrante: Rodrigo Franco Vieira – CODEVASF
      • 11:00 às 12:30h – Palestra: Manejo da irrigação do cafeeiro: Uma ciência que envolve clima, solo, planta e sustentabilidade – Palestrantes: Prof. Dr. José Alves Júnior – Universidade Federal de Goiás (UFG) e Prof. Dr. Eusímio F. Fraga Júnior – Universidade Federal de Uberlândia (UFU/Monte Carmelo)
    • Workshop 4 – Fisiologia do Cafeeiro: Produtividade minimizando estresses bióticos e abióticos
      • 14:00 às 15:00h – Palestra: Produtividade: Como mitigar o estresse do cafeeiro utilizando a irrigação – Palestrante: Prof. Dr. Prof André Reis – Departamento de Engenharia de Biossistemas – UNESP/Tupã
      • 15:00 às 16:00h – Palestra: A importância da interação entre os nutrientes e as oportunidades de aplicação: o momento é mais importante que a quantidade. – Palestrante: Prof Dr Tiago Tezotto – Departamento de Ciência do Solo – Universidade de São Paulo (Esalq/USP)
      • 16:00h às 17:00h – Palestra: A fisiologia do cafeeiro num contexto de mudanças climáticas: estratégias fisiológicas e agronômicas para mitigação dos efeitos de estresses abióticos – Palestrante: Prof. Dr. Fábio Murilo da Matta – Universidade Federal de Viçosa (UFV)
  • Quinta-feira, 18 de abril de 2024
    • Workshop 5 – Cafeicultura de baixo carbono: Estratégias para agregar valor ao agronegócio café
      • 09:00 às 10:00h – Palestra: Panorama da Agricultura de Baixo Carbono no Brasil – Palestrante: João Adrien – Banco Itaú / BBA
      • 10:00 às 11:00h- Palestra: Agricultura de baixo carbono em sistemas de produção resilientes, rentáveis e com baixas emissões Gases do Efeito Estufa (GEE) – Palestrante: Prof. Dr. João Carlos de Moraes Sá – Ohio State University
      • 11:00 às 12:00h – Palestra: Impactos do uso de fertilizantes na emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) e na pegada de carbono – Palestrante: Prof. Dr. Douglas Ramos Guelfi Silva – Departamento de Ciência do Solo – Universidade Federal de Lavras (UFLA)
    • Workshop 6 – Interação: Uso de técnicas e estratégias para maximizar a produtividades do Café
      • 13:30h às 14:30h – Palestra: Manejo do cafeeiro conilon: práticas para altas produtividades – Palestrante: Eng.º Agr.º Edmar Tessarolo – Consultor
      • 14:30h às 15:30h – Palestra: Uso de hormônios na cultura do café: uma ciência além de citocinina, giberelina e auxina – Palestrante: Prof. Dr. Evandro Binotto Fagan – Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)
      • 15:30 às 16:30h – Palestra: Efeito fruticultura no uso de hormônios: tecnologia do manejo hormonal da fruticultura para a cultura do café – Palestrante: Eng.º Agr.º Eduardo Ferraz – Consultor
      • 18:00h Encerramento da Fenicafé 2024 – Cláudio Morales Garcia – Presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA)
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Fenicafé 2024 – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura

  • Dias: 16 a 18 de abril de 2024
  • Local: Parque de Exposições Ministro Rondon Pacheco

Para conhecer mais sobre a feira, visite as páginas do evento na internet e nas redes sociais: @fenicafewww.fenicafe.com.br. @fenicafe – www.youtube.com/fenicafeari

Fonte: Lilian Rodrigues – Assessoria de Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Granizo ameaça cafezais em Minas Gerais: especialistas orientam produtores sobre recuperação e prevenção de perdas

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As recentes chuvas acompanhadas de granizo em diversas regiões de Minas Gerais acenderam um sinal de alerta para os produtores de café. O fenômeno climático provocou danos significativos em áreas produtoras, causando desfolhamento, quebra de ramos, lesões nos frutos e comprometimento do potencial produtivo das lavouras.

Os impactos ocorrem em um momento estratégico para a cafeicultura, justamente durante a fase de recuperação das plantas após a colheita, etapa fundamental para a formação da próxima safra.

Sul de Minas e Zona da Mata concentram maior risco de granizo

De acordo com informações meteorológicas, as regiões do Sul de Minas e da Zona da Mata apresentam maior incidência desse tipo de ocorrência devido às características do relevo, que favorecem a formação de tempestades severas.

Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, o comportamento climático registrado neste período foge do padrão esperado para a estação seca.

“Estamos vivendo uma condição atípica para esta época do ano. Ainda existe possibilidade de chuvas acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo em municípios do Sul de Minas e da Zona da Mata nos próximos dias”, explica.

Recuperação dos cafezais exige diagnóstico técnico antes de qualquer intervenção

Diante dos prejuízos causados pelo granizo, especialistas recomendam que os produtores evitem ações imediatas sem uma avaliação técnica detalhada dos danos.

Orientações do Conselho Nacional do Café (CNC) indicam que o primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da lavoura para definir as estratégias de recuperação mais adequadas.

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Nas áreas com danos leves, caracterizados por perda parcial de folhas e pequenos ferimentos nos ramos, a recomendação é manter os tratos culturais normalmente, reforçando a adubação, a nutrição das plantas e o monitoramento fitossanitário.

Já nos cafezais que sofreram danos severos, com quebra significativa de ramos produtivos e comprometimento estrutural das plantas, pode ser necessária a realização de podas seletivas para estimular a brotação e recuperar o potencial produtivo.

Ferimentos aumentam risco de doenças nas lavouras

Outro fator que exige atenção dos cafeicultores é o aumento da vulnerabilidade das plantas a doenças.

Os ferimentos provocados pelo impacto das pedras de gelo facilitam a entrada de fungos e bactérias, elevando o risco de infecções que podem comprometer ainda mais a produtividade da lavoura.

Por isso, técnicos recomendam monitoramento constante e adoção rápida de medidas fitossanitárias sempre que houver identificação de focos de doenças.

El Niño pode aumentar desafios para a cafeicultura brasileira

Além dos prejuízos imediatos provocados pelo granizo, o setor cafeeiro acompanha com atenção a evolução das condições climáticas para o segundo semestre de 2026.

A intensificação do fenômeno El Niño poderá alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do país, trazendo riscos adicionais para a produção agrícola.

No caso da cafeicultura mineira, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem afetar etapas decisivas do ciclo produtivo, como a floração, o desenvolvimento dos frutos e o enchimento dos grãos, com reflexos diretos sobre produtividade e qualidade da bebida.

Planejamento e conservação da água ganham importância nas propriedades rurais

Diante do cenário de maior instabilidade climática, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) orienta os produtores a intensificarem o planejamento da próxima safra.

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Entre as principais recomendações estão:

  • Uso de cobertura vegetal para conservação da umidade do solo;
  • Adoção de práticas de plantio conservacionistas;
  • Escolha de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico;
  • Planejamento eficiente da irrigação;
  • Investimentos em gestão sustentável dos recursos hídricos.

Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, a assistência técnica será fundamental para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção rural.

“Diante das perspectivas relacionadas ao El Niño, nosso trabalho é orientar agricultores e pecuaristas sobre estratégias capazes de minimizar os efeitos do fenômeno climático e preservar a sustentabilidade das atividades agropecuárias”, afirma.

Cafeicultura precisa investir em resiliência climática

Especialistas destacam que a frequência crescente de eventos extremos exige uma mudança de postura no campo, com foco não apenas na recuperação dos danos, mas também na prevenção.

Programas de irrigação sustentável, revitalização de bacias hidrográficas, certificações de boas práticas agrícolas e ferramentas de planejamento territorial estão entre as iniciativas que podem fortalecer a resiliência das propriedades rurais.

Para a cafeicultura mineira, líder nacional na produção de café, a combinação entre assistência técnica, manejo adequado e planejamento climático será cada vez mais decisiva para garantir produtividade, qualidade e competitividade diante dos desafios impostos pelas mudanças no clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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