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Feira atrai público na 13 de Junho e prefeito estuda nova edição em outro ponto do Centro

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A “Feira do Centro”, realizada neste sábado (4) na Rua 13 de Junho, chegou à terceira edição com muita animação, público expressivo e boas expectativas tanto para os comerciantes quanto para os visitantes em busca de lazer, cultura e boas compras. A programação contou com apresentação de siriri do grupo Laura de Vicunã, do bairro Pedra 90, e show do músico Neto Moraes, que embalaram quem passou pelo local.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, conversou com comerciantes ambulantes, lojistas e consumidores, acompanhando de perto a receptividade da população ao projeto. Ele adiantou que a próxima edição será em outro ponto da cidade.

“Foi muito bom. Sábado que vem a gente vai experimentar em outra rua. Acredito que tivemos uma atração de público excelente, mas queremos levar esse movimento também para outras ruas do Centro. A Rua 13 de Junho está superaquecida, então vamos liberar para os veículos e fazer esse teste em outro trecho”, afirmou Abilio.

O secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Fernando Medeiros, destacou a organização do evento. “Já cadastramos mais de 70 feirantes, com feira livre, hortifruti, artesanato, antiguidades, além dos ambulantes. A ideia é que esse movimento gere desenvolvimento. Agora estamos avaliando os pontos positivos e negativos para aprimorar cada vez mais o formato”, explicou.

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Para os comerciantes, a feira tem sido sinônimo de boas vendas. “Graças a Deus está muito legal, estou vendendo bastante. Os clientes procuram de tudo, desde meias até peças íntimas. Para mim está sendo ótimo”, relatou a vendedora ambulante Anette Zephirin.

Cirlene Maria Salles Soares, que levou produtos caseiros para a feira, também comemorou os resultados. “Eu vendo pão, peta, pão caseiro, bolo, bala baiana e bolo gelado — todos os meus produtos são caseiros. O movimento está muito bom, até 30% acima do normal. Essa foi minha primeira vez aqui, mas já participo da Feira da Agricultura Familiar às segundas-feiras. Estou muito feliz com a saída dos produtos”, contou.

O morador do Jardim Vitória, Charlie Hudson, que fazia compras com a família, elogiou a variedade e o horário do evento. “Gostei da quantidade de lojas abertas hoje e da disposição para atender a população. Durante a semana é difícil porque saímos tarde do serviço, então o sábado é propício para compras e também para passear com a família”, comentou.

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Segurança e organização

A segurança no local foi garantida pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, com apoio de agentes de trânsito e policiais militares que atuam por meio do Programa Atividade Delegada.

Durante o evento, o trecho entre as avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas é fechado para veículos das 7h às 16h, transformando a via em espaço exclusivo para pedestres. A medida garante mais segurança ao público e fortalece o comércio local.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) também participa da ação garantindo fluidez e segurança para quem transita nas ruas interditadas e nos passeios públicos. “Oferecemos conforto e tranquilidade aos visitantes”, destacou o secretário-adjunto Robson Pereira.

#PraCegoVer

A foto mostra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, conversando com comerciantes ambulantes na Feira do Centro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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