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Feijão registra preços variados entre regiões e desânimo no plantio da primeira safra, aponta Cepea

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Os preços do feijão vêm apresentando movimentos diferentes entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o levantamento, o feijão-carioca de melhor qualidade tem enfrentado maior pressão nas cotações, enquanto os grãos de notas 8,0 e 8,5 mantêm-se mais firmes, sustentados por uma demanda crescente por lotes sem defeitos.

Demanda influencia sustentação de preços

A procura por feijão de boa aparência e livre de avarias tem ajudado a equilibrar o mercado nas praças em que há oferta desse tipo de produto. Já os grãos de qualidade superior enfrentam retração de preços, reflexo da maior disponibilidade e da seletividade dos compradores.

Condições climáticas e preços baixos desanimam produtores

No campo, os valores reduzidos e as condições climáticas adversas em determinadas regiões têm desestimulado os produtores a investir na primeira safra de feijão. Esse cenário de desânimo levou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a revisar suas projeções para baixo.

Conab reduz estimativa de área e produção da safra 2025/26

Segundo a estatal, a nova previsão indica uma oferta agregada de 3 milhões de toneladas para a temporada 2025/26, que será colhida em 2026. O volume representa uma redução de 2,3% em relação à estimativa anterior e queda de 1,8% na comparação com a safra 2024/25.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frente fria traz geada ao Sul e atrasa colheita da safrinha no Centro-Sul

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O avanço de uma massa de ar polar de grande magnitude mantém o Centro-Sul do Brasil em alerta nesta quarta-feira (24.06). O que os meteorologistas chamam de “sistema frontal”, se desloca pelo território nacional, provocabo uma queda brusca nas temperaturas e temporais em áreas estratégicas para a produção agrícola, desafiando o cronograma da colheita do milho segunda safra (safrinha), que opera abaixo da média histórica.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar frio deve levar geadas amplas a partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as mínimas podem atingir valores negativos nas áreas de serra. No Sudeste e Centro-Oeste, o impacto é sentido através de chuvas moderadas a fortes, que elevam o índice de umidade em regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Para o setor, a instabilidade climática chega em um momento sensível. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita do milho 2025/26 alcançou 11% da área cultivada. O ritmo atual, embora supere o registrado no mesmo período da safra passada (10,3%), ainda é inferior à média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 15%. A precipitação inesperada nestas áreas produtoras pode retardar a entrada de máquinas nas lavouras e impactar a umidade dos grãos, elevando os custos de secagem pós-colheita.

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Além do milho, a pecuária é um dos segmentos mais expostos à virada climática. Em sistemas de produção de aves e suínos, a queda acentuada nos termômetros exige reforço imediato no manejo de conforto térmico para evitar perdas de produtividade e mortalidade de animais jovens.

No Mato Grosso, onde a colheita avançava de forma mais dinâmica, o monitoramento das condições de tráfego nas rotas de escoamento é a prioridade dos exportadores. O solo encharcado, aliado às temperaturas baixas, pode complicar o fluxo logístico para os portos do Arco Norte e do Sudeste.

Enquanto o Centro-Sul enfrenta o frio rigoroso, o Norte e o Nordeste mantêm um cenário meteorológico díspar. No Tocantins, o tempo permanece firme, com termômetros alcançando até 35°C, permitindo a continuidade plena dos trabalhos. No extremo Norte, contudo, a persistência de chuvas volumosas no Amapá e no Pará mantém o estado de alerta para produtores locais.

A meteorologia indica que o núcleo do ar frio deve se posicionar sobre o Sudeste nesta quinta-feira, 25, mantendo o risco de geadas em áreas produtoras de café e hortifrúti em Minas Gerais e São Paulo. Produtores devem focar, nas próximas 48 horas, na proteção de culturas sensíveis ao frio e na gestão da logística para minimizar os efeitos da instabilidade sobre a qualidade final do produto colhido.

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Fonte: Pensar Agro

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