AGRONEGÓCIO

Feicorte 2026 terá painel feminino sobre evolução e benefícios da carne na cadeia produtiva

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Mulheres lideram debate técnico sobre o futuro da carne na Feicorte 2026

A evolução da cadeia produtiva da carne bovina, do campo ao consumidor final, será tema de um painel formado exclusivamente por mulheres na Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne 2026. O evento será realizado entre os dias 23 e 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP).

O painel, intitulado “O DNA Feminino da Carne”, abrirá a programação técnica da feira no dia 23 e reunirá especialistas de diferentes áreas, incluindo pecuária, genética, gastronomia e nutrição. A proposta é conectar tecnologia, produção e consumo, destacando o papel estratégico da mulher no agronegócio moderno.

Segundo a CEO da Verum e organizadora da feira, Carla Tuccilio, a iniciativa reflete a consolidação feminina em posições de liderança técnica e de mercado no setor. “As mulheres trazem um olhar integrador para o agronegócio”, destaca.

Tecnologia e genética são pilares da evolução da pecuária

A discussão técnica do painel será conduzida pela diretora técnica da DGT Brasil, Liliane Suguisawa, referência nacional em ultrassonografia de carcaça. A tecnologia, aplicada na seleção de rebanhos, já atende diferentes raças e ultrapassa a marca de um milhão de animais avaliados no Brasil e em outros países da América Latina.

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Para a especialista, o avanço tecnológico é decisivo para a valorização da pecuária brasileira. “A ultrassonografia de carcaça vai levar a pecuária brasileira para o último passo, que é a produção de carne de valor agregado”, afirma.

Gestão no campo destaca eficiência e melhoramento genético

A realidade da produção será representada pela pecuarista Clélia Pacheco, da Fazenda Santa Silvéria (Piratininga/SP), referência na seleção da raça Bonsmara no Brasil. A produtora assumiu a gestão da propriedade em 1990, promovendo a transição da cafeicultura para a pecuária de corte de alta performance.

Com foco em melhoramento genético e adaptação ao clima tropical, o trabalho desenvolvido na fazenda busca animais mais rústicos e produtivos, com melhor qualidade de carcaça e desempenho em cruzamentos industriais.

Do campo ao consumo: percepção do mercado e valorização da carne

O elo entre produção e consumo será abordado pela sommelière de carnes Larissa Morales, criadora do canal “Larica na Brasa” e referência na comunicação sobre churrasco e gastronomia.

A especialista destaca a importância de compreender toda a cadeia produtiva para valorizar o produto final. “A carne de qualidade começa muito antes de chegar ao prato”, afirma.

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Segundo ela, o entendimento do processo produtivo fortalece a valorização do trabalho no campo e amplia a percepção do consumidor sobre qualidade e origem dos alimentos.

Nutrição e ciência reforçam papel da carne na saúde humana

A abordagem nutricional ficará a cargo da nutricionista Letícia Moreira, coautora do livro “O Poder da Carne” e com ampla atuação na área de nutrição esportiva.

A profissional defende o consumo de carne vermelha com base científica e destaca seu papel na saúde pública. “A carne de qualidade é capaz de reverter quadros de anemia, obesidade e resistência insulínica”, afirma.

Letícia também participará da Feicorte Run Sportime, corrida que integra a programação do evento e reforça a conexão entre esporte, saúde e alimentação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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