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Fechamento de Fábrica Ilegal de Fertilizantes em São Roque

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Fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizaram a interdição de uma fábrica clandestina de fertilizantes localizada em São Roque, no interior de São Paulo, durante uma operação realizada nos dias 8 e 9 de outubro. A ação contou com a participação de fiscais da regional de Araraquara, a qual foi desencadeada a partir de uma denúncia recebida pela Ouvidoria do Ministério.

A fábrica em questão operava sem o devido registro junto ao Mapa, não possuía licença ambiental e não dispunha de equipamentos apropriados para a produção de fertilizantes minerais mistos. Diante dessas irregularidades, a fiscalização apreendeu 40 toneladas de fertilizantes a granel, que serviam como matéria-prima, além de 500 sacas de 25 quilos já embaladas e prontas para comercialização, e todo o estoque de embalagens e rótulos. A empresa terá um prazo de 30 dias para regularizar sua situação junto aos órgãos competentes.

Os fiscais do Mapa relataram que, além de embalar fertilizantes sem a devida habilitação, havia indícios de fraude, uma vez que as embalagens indicavam tratar-se de fertilizantes minerais mistos, quando, na realidade, os produtos apreendidos eram fertilizantes minerais simples.

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Os fertilizantes produzidos sem registro junto ao Mapa não garantem a qualidade e podem causar prejuízos aos agricultores devido a formulações desequilibradas, resultando em desequilíbrios fisiológicos nas plantas. Ademais, a ausência de licença ambiental levanta preocupações sobre os possíveis danos ao meio ambiente decorrentes da produção.

A ação dos fiscais foi fundamentada na lei n. 14.515/22 e no decreto federal 4.954/2004, alterado pelo decreto federal 8.384/2014, que regulamentam a lei 6.894, de 15 de dezembro de 1980, e suas legislações complementares.

A Ouvidoria do Mapa opera por meio da plataforma Fala BR, disponível no site do Ministério. Essa ferramenta, criada pela Controladoria Geral da União, permite que cidadãos façam denúncias, elogios, solicitações ou sugestões de forma anônima ou identificada, contribuindo significativamente para as ações de fiscalização do Mapa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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