AGRONEGÓCIO

Fatores conflitantes devem esvaziar negócios de café no Brasil

Publicado em

Na segunda-feira, o mercado brasileiro de café apresentou preços mais altos. Com o feriado em algumas regiões de café (Dia da Consciência Negra), como São Paulo e Minas Gerais, o mercado perdeu liquidez. Os preços subiram bem por conta da alta do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), mas o dólar em baixa e a oferta curta limitaram as negociações. O conilon teve preços estáveis diante das perdas do robusta em Londres e no dólar.

O café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 900,00/905,00 a saca, no comparativo com R$ 880,00/885,00 a saca do dia anterior. No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 905,00/910,00 a saca, contra R$ 885,00/890,00 do dia anterior.

Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 755,00/760,00 a saca, contra R$ 740,00/745,00 anteriormente.

O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 655,00/660,00 a saca e o 7/8 em R$ 650,00/655,00.

Leia Também:  Avanço da transparência pública no Brasil é destaque durante IX Encontro Nacional dos Tribunais de Contas
NOVA YORK
  • Os contratos com entrega em março/24 registram baixa de 0,70%na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), cotados a 169,95 centavos de dólar por libra-peso.
  • Os contratos com entrega em março/2024 do café arábica encerraram a sessão negociados a 170,40 centavos (+2,3%).
CÂMBIO
  • O dólar comercial opera com alta de 0,49% a R$ 4,8749.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa. Xangai, -0,01%; Tóquio, -0,10%
  • As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, -0,23%; Frankfurt, +0,23%; Londres, -0,49%.
  • O petróleo registra cotações mais baixas. O WTI para janeiro recua 0,52%, a US$ 77,42 o barril.
AGENDA
  • Terça-feira (21/11)
    • EUA: A ata da última reunião de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), realizada entre os dias 31 de outubro e 1 de novembro, serão divulgadas às 16h pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
    • Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
  • Quarta-feira (22/11)
    • EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE).
  • Quinta-feira (23/11)
    • Feriado nos EUA – Dia de Ação de Graças.
    • Eurozona: O Banco Central Europeu (BCE) publicará a ata da última reunião de política monetária às 9h30.
    • Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
    • Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
    • Dados sobre o desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
  • Sexta-feira (24/11)
    • Japão: O índice de preços ao consumidor de outubro será divulgado às 20h30 pelo departamento nacional de estatísticas.
    • Alemanha: O Produto Interno Bruto (PIB) do 3T23 será divulgado às 4h pelo Destatis.
    • Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
    • O Imea divulga relatório sobre a evolução das lavouras no Mato Grosso.
Leia Também:  Avanço da Colheita Impulsiona Mercado de Feijão Carioca, com Desafios para Lotes Comerciais

Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

Published

on

Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

Leia Também:  Milho: Chicago sobe com tensão no Oriente Médio e clima nos EUA, enquanto colheita da safrinha pressiona preços no Brasil

A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

Leia Também:  Brasil e mais 23 países da Celac pedem cessar-fogo imediato em Gaza

Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA