AGRONEGÓCIO

‘FarmCommand’ Entre os Principais Apps Agrícolas do Mundo, Segundo Grupo de Mídia dos EUA

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O aplicativo FarmCommand, desenvolvido pela Farmers Edge, foi destacado como um dos melhores aplicativos para agricultura em 2024 pelo Grupo de Agronegócios da Meister Media Wordwolde (MMW), uma renomada organização de mídia dos Estados Unidos que engloba diversas marcas influentes no setor. Essa seleção, realizada pelo editor sênior Matt Hopkins, incluiu mais de 30 recursos semelhantes de todo o mundo, demonstrando o reconhecimento internacional da qualidade e eficácia do FarmCommand.

Tecnologia de Ponta

O FarmCommand integra imagens de satélite, dados meteorológicos e análises baseadas em inteligência artificial (IA) para oferecer uma solução completa de digitalização das safras agrícolas. Segundo Celso Macedo, vice-presidente da Farmers Edge para a América Latina, essa tecnologia já está disponível para produtores e empresas no Brasil. O objetivo principal é digitalizar aproximadamente 8 milhões de hectares de terras agrícolas no país, abrangendo cultivos como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.

Benefícios para Agricultores e Empresas

O FarmCommand é utilizado por cerca de 300 produtores brasileiros com sucesso, oferecendo monitoramento em tempo real de equipamentos agrícolas, detecção de falhas no plantio, otimização da operação de máquinas e muito mais. Essa tecnologia possibilita uma gestão mais eficiente das propriedades, permitindo identificar áreas de maior emissão de carbono e planejar ações para reduzir esses índices, promovendo assim a sustentabilidade ambiental e facilitando o cumprimento de certificações e regulamentações do setor.

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Futuro Sustentável

Para Celso Macedo, o reconhecimento do FarmCommand como um dos principais aplicativos agrícolas do mundo destaca a importância crescente da coleta de dados na agricultura moderna. Ele ressalta que a rastreabilidade e a sustentabilidade são aspectos fundamentais na produção agrícola atual, e o FarmCommand desempenha um papel essencial ao fornecer dados precisos e acessíveis para os agricultores planejarem e implementarem práticas mais sustentáveis em suas operações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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