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Fapesp destaca avanços no controle biológico de pragas durante encontro do Centro de Pesquisa CEMASU

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CEMASU consolida protagonismo no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis

O Centro de Manejo Sustentável de Pragas, Doenças e Plantas Daninhas (CEMASU), um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), realizou seu segundo encontro anual, reunindo pesquisadores, estudantes e especialistas internacionais.

O evento destacou o papel do CEMASU como um polo estratégico de inovação científica voltada à agricultura sustentável, promovendo a integração entre pesquisa acadêmica e o setor produtivo para gerar soluções de baixo impacto ambiental no controle de pragas.

Produtos biológicos mostram eficácia no combate a pragas de solo

Durante as apresentações, os pesquisadores exibiram resultados promissores com agentes biológicos utilizados no controle de pragas de solo, reforçando o potencial dessas tecnologias como alternativas aos defensivos químicos tradicionais.

As discussões também abordaram a importância da aproximação com empresas do setor agrícola, especialmente para o desenvolvimento de equipamentos de alta pressão voltados à aplicação eficiente desses biocontroladores em campo, ampliando sua viabilidade técnica e econômica.

Participação estudantil se destaca com projetos de alta tecnologia

Um dos pontos altos do encontro foi a atuação dos estudantes da Fatec Pompeia “Shunji Nishimura”, que participam do projeto em parceria com o CEMASU.

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Segundo o professor e pesquisador Dr. Hannes Fischer, da Fatec Pompeia, as apresentações dos alunos foram de alto nível técnico e inovador, com destaque para projetos que unem inteligência artificial e agricultura, como o NemaVision, voltado à identificação automática de pragas e insetos.

“O desempenho dos estudantes chamou atenção dos diretores executivos e pesquisadores internacionais, resultando em convites para programas de mestrado e novas bolsas de iniciação científica, o que reforça a excelência da formação da Fatec e a relevância do trabalho desenvolvido no CEMASU”, afirmou Fischer.

Parceria científica busca alternativas ao controle químico

O CEMASU atua em um dos maiores desafios da agricultura moderna: o controle de pragas, doenças e plantas daninhas. A forte dependência de defensivos químicos, somada à resistência das pragas, aos riscos de contaminação e aos impactos ambientais, tem impulsionado a busca por soluções mais seguras e sustentáveis.

Nesse contexto, o centro reúne pesquisadores do Instituto Biológico de São Paulo e instituições parceiras no Brasil e no exterior para desenvolver estratégias de manejo biológico, variedades de plantas resistentes e tecnologias complementares, como o uso de extratos vegetais e RNAi (interferência por RNA).

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Entre as principais frentes de pesquisa do CEMASU estão a criação de biopesticidas, a avaliação de impactos ambientais e o monitoramento dos efeitos econômicos e sociais no agronegócio paulista.

Integração entre ciência e mercado impulsiona inovação no agro

Os resultados de laboratório e campo apresentados durante o encontro demonstram potencial expressivo para a criação de biotecnologias e startups ligadas à cadeia produtiva agrícola, além de oportunidades para formação de novos talentos científicos.

Com a presença de especialistas internacionais e o envolvimento de jovens pesquisadores, o segundo encontro do CEMASU reforçou o avanço da agricultura sustentável no Brasil, evidenciando que a inovação nasce da integração entre ciência, tecnologia e educação.

Fatec Pompeia amplia oportunidades de pesquisa e inovação

Parceira estratégica do CEMASU, a Fatec Pompeia “Shunji Nishimura” tem se destacado por oferecer bolsas de pesquisa da Fapesp e de empresas privadas, permitindo que alunos e docentes participem de projetos científicos de alto impacto.

A instituição vem se consolidando como um centro de excelência na formação de profissionais para o agronegócio, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e soluções de manejo inteligente para o campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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