AGRONEGÓCIO

Famato reforça atuação técnica e diálogo na implantação do CAR Digital 2.0 em Mato Grosso

Publicado em

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), que representa mais de 33 mil produtores rurais de todas as cadeias produtivas do estado, divulgou posicionamento oficial sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), destacando sua atuação técnica e firme em defesa da segurança jurídica e da regularização ambiental no campo.

Legitimidade institucional e atuação ampla

Com assento e direito a voz e voto nos principais conselhos deliberativos e consultivos do setor agropecuário em Mato Grosso, a Famato possui legitimidade para representar produtores de diferentes regiões, tamanhos de propriedade e culturas, fortalecendo sua presença institucional no debate sobre questões ambientais.

Trabalho conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT)

A federação atua diretamente com a Sema-MT para superar os desafios enfrentados pelos produtores na validação do CAR. Além de participar de mutirões rurais, a Famato lidera discussões para modernizar o sistema, sempre com foco na construção de soluções práticas para o setor.

Análise e sugestões para o CAR Digital 2.0

Uma das prioridades atuais é o CAR Digital 2.0, ferramenta proposta pela Sema para agilizar e tornar mais eficiente a análise dos cadastros. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à Famato, tem avaliado tecnicamente a minuta do decreto que institui a nova plataforma, apresentando sugestões fundamentadas nas demandas dos produtores.

Leia Também:  A 29 dias úteis do encerramento de 2023, embarques de carne de frango alcançam 96% do total exportado em 2022
Principais apontamentos feitos à Sema

Entre as contribuições da Famato estão:

  • Divergências nas bases de referência utilizadas no sistema
  • Necessidade de testes completos da plataforma CAR Digital 2.0
  • Elaboração das Notas Metodológicas e do Manual do CAR Digital

Dois temas merecem destaque especial, ambos já tratados diretamente com a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti:

  • Prazo para envio do PRA: Inicialmente previsto em 90 dias para apresentação do Programa de Regularização Ambiental após validação do CAR com passivo, o prazo foi solicitado para ampliação devido ao alto volume de propriedades. A proposta foi aceita, com compromisso de prorrogação por igual período.
  • Retificação do CAR validado: A Famato questionou a necessidade de análise prévia da Sema para que o produtor possa corrigir seu CAR após validação, apontando riscos de burocracia excessiva. A secretária acolheu o ponto, buscando um equilíbrio entre rigor técnico e celeridade no processo.
Diálogo ampliado com o setor agropecuário

Por meio do Fórum Agro — que reúne entidades como Acrimat, Aprosmat, Acrismat, Aprofir, OCB-MT e Ampa — a Famato organizou uma reunião com diversas associações de cadeias produtivas para discutir o avanço do CAR Digital 2.0 e o Termo de Cooperação Técnica para o acesso à plataforma SIMCAR Parceiros. O encontro, realizado na sede da Famato, contou com a presença da secretária Mauren Lazzaretti e reafirmou o papel da federação como articuladora do setor no estado.

Leia Também:  Exportações do agronegócio crescem no 1º quadrimestre de 2025, apesar de novas tarifas dos EUA
Compromisso com legalidade, transparência e sustentabilidade

A Famato reforça seu compromisso com a legalidade, a transparência e a preservação ambiental, atuando como ponte entre produtores rurais e poder público. A entidade mantém o foco em garantir a regularização ambiental sem prejudicar o desenvolvimento sustentável e a produtividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Etanol recua 14% em maio com aumento da oferta e usinas priorizando produção de biocombustível no Centro-Sul

Published

on

O mercado brasileiro de etanol registrou forte retração nos preços durante o mês de maio, refletindo o aumento da oferta no Centro-Sul do país e a estratégia das usinas de direcionar uma parcela maior da moagem de cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que as cotações do etanol hidratado e do etanol anidro acumularam queda de aproximadamente 14% no mês, em um movimento impulsionado pelo avanço da safra 2026/27 e pela maior disponibilidade do produto no mercado.

Os dados indicam que os dois primeiros meses da nova temporada foram marcados por um perfil mais alcooleiro das usinas do Centro-Sul, principal região produtora do país. Diante das condições de mercado e das margens observadas no setor, as indústrias optaram por aumentar a produção de etanol em detrimento da fabricação de açúcar.

Maior oferta pressiona mercado

Segundo pesquisadores do Cepea, a ampliação da oferta foi o principal fator responsável pela pressão sobre os preços. Mesmo com as chuvas registradas na segunda quinzena de maio, que provocaram interrupções pontuais na colheita e na moagem da cana, o volume disponível continuou elevado, influenciando as negociações.

Leia Também:  Preços dos lácteos recuam em julho diante de maior oferta e importações

Além disso, parte das usinas intensificou a participação no mercado spot ao longo do mês, contribuindo para aumentar a liquidez e reforçar o movimento de baixa nas cotações.

Necessidade financeira impulsiona vendas

De acordo com o Cepea, algumas unidades produtoras aceleraram as vendas por necessidade de geração de caixa, em um cenário considerado desafiador tanto para o mercado de etanol quanto para o de açúcar.

Com preços menos atrativos para ambos os produtos, diversas usinas optaram por comercializar maiores volumes no curto prazo, elevando a concorrência entre vendedores.

Por outro lado, algumas empresas mantiveram postura mais cautelosa e buscaram limitar as vendas na tentativa de sustentar os preços e evitar quedas mais acentuadas.

Distribuidoras pressionam por valores menores

Do lado da demanda, o comportamento das distribuidoras também contribuiu para o enfraquecimento do mercado.

Compradores atuaram de forma mais agressiva nas negociações, buscando adquirir o produto a preços mais baixos. Em várias regiões produtoras, especialmente em São Paulo e em outros estados do Centro-Sul, as distribuidoras conseguiram fechar negócios em patamares inferiores aos praticados anteriormente.

Leia Também:  Ibovespa inicia ano com recuo diante de cenário global, mas commodities minimizam perdas

Essa combinação entre oferta elevada e demanda cautelosa ampliou a pressão sobre os preços ao longo de maio.

Perspectivas para a safra

O mercado segue acompanhando o ritmo da moagem, as condições climáticas e a definição do mix de produção das usinas ao longo da safra 2026/27.

Especialistas destacam que a evolução dos preços do açúcar no mercado internacional, o comportamento das cotações do petróleo e a demanda doméstica por combustíveis continuarão sendo fatores decisivos para a estratégia das usinas e para a formação dos preços do etanol nos próximos meses.

Enquanto isso, o setor mantém atenção ao avanço da oferta no Centro-Sul, que segue como principal vetor de influência sobre o mercado brasileiro de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA