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FAESP solicita revisão dos valores para armazenagem de grãos à CEAGESP

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Atendendo às demandas do setor agropecuário, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) solicitou à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) a revisão dos valores cobrados pelos serviços de armazenagem. Após questionamentos de diversos sindicatos rurais filiados, o departamento econômico da FAESP realizou um levantamento dos preços praticados pela CEAGESP e outros concorrentes do mercado privado.

“Notamos que alguns valores cobrados pelos serviços não diferenciam o produto objeto de prestação de serviço, de modo que os produtores de milho e soja, por exemplo, pagam o mesmo valor pelos serviços de armazenagem. Desse modo, embora haja competitividade no caso do milho, os preços praticados pela CEAGESP na soja são superiores aos concorrentes do mercado”, destacou Tirso Meirelles, vice-presidente da FAESP.

Para a entidade, essa discrepância de preços tem afastado os produtores paulistas de soja das unidades da CEAGESP. Considerando que, historicamente, os gastos para a estocagem do milho são maiores que os da soja pelas próprias características intrínsecas dos produtos, normalmente há uma diferenciação dos preços.

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A sugestão da Federação é que a CEAGESP revise os valores cobrados desde a recepção, limpeza, secagem e armazenagem dos produtos, diferenciando os preços por commodities. Essa iniciativa refletiria em uma tabela de preços mais competitiva junto ao mercado de armazenagem privado.

Outro ponto reivindicado pela FAESP é a produção de um estudo para a reativação das unidades ociosas na rede armazenadora da CEAGESP. Atualmente, as unidades da CEAGESP de Ourinhos, Ribeirão Preto, Barra Funda e Rincão se encontram desativadas, enquanto a unidade de Itapeva está sendo utilizada com outro propósito.

As solicitações da entidade são fundamentais, considerando que o Estado de São Paulo registrou nos últimos anos elevação na produção de grãos, em especial nos cultivos de soja e milho. A agropecuária paulista necessita de expansão na capacidade estática de armazenagem de grãos.

“Nosso objetivo é contribuir com a CEAGESP, de forma a oferecer serviços, preços e armazenamento adequados, que otimizem a comercialização da produção. A FAESP sublinhou ainda que os estudos devem prever tanto a exploração direta pela companhia como a concessão da operação para a iniciativa privada”, reforçou Meirelles.

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Fonte: FAESP

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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