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Faesc Celebra Decisão Favorável da Justiça Federal Sobre Campos de Altitude

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) comemorou a recente decisão da Justiça Federal, que determinou a suspensão das multas aplicadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) a duas empresas de reflorestamento localizadas em Otacílio Costa. As multas, no total de R$ 7,4 milhões, foram impostas por suposta supressão de Mata Atlântica em áreas que o Ibama considerava como “campos de altitude” em Coxilha Rica, município de Lages.

Clemerson Argenton Pedrozo, vice-presidente executivo da Faesc, elogiou a decisão do juiz Marcelo Krás Borges, da 6ª Vara Federal de Florianópolis (Ambiental), que interpretou de forma justa e coerente o conceito de “campos de altitude” definido pelo Código do Meio Ambiente de Santa Catarina. Segundo o juiz, essa definição inclui áreas situadas acima de 1.500 metros acima do nível do mar, enquanto as propriedades das empresas autuadas estão abaixo desse limite.

O magistrado destacou que, apesar da existência de estudos que sugerem a presença de vegetação nativa em altitudes inferiores, a legislação estadual prevalece até que uma norma federal estabeleça um conceito diferente. “Até que sobrevenha norma geral da União definindo ‘campos de altitude’ de maneira distinta, prevalece o conceito estabelecido na Lei Estadual nº 14.675/2009, que se refere a áreas acima de 1.500 metros”, concluiu o juiz Krás Borges.

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Pedrozo também ressaltou que a Lei Federal nº 11.428/2006, base para a atuação do Ibama, não define claramente o que constitui “campos de altitude”, uma lacuna que foi preenchida pela legislação catarinense.

Decisão Considerada Ilegal e Abusiva

Além de suspender o pagamento das multas, a liminar também determina a liberação das áreas embargadas e a devolução dos equipamentos apreendidos. Para Argenton Pedrozo, a decisão da Justiça Federal não apenas garantiu segurança jurídica, mas também restaurou a confiança dos empresários do agronegócio, um setor frequentemente vulnerável a diversas adversidades. O juiz considerou a atuação do Ibama como “ilegal e abusiva” por estar em desacordo com a legislação estadual e as decisões judiciais pertinentes.

A questão foi destacada pela Faesc em fevereiro de 2019, quando uma comitiva liderada pela entidade foi a Brasília para denunciar os excessos cometidos pelo Ibama contra produtores da Serra Catarinense. Naquela ocasião, as reivindicações dos produtores foram apresentadas ao órgão, que havia imposto multas pesadas e embargado áreas na região de Coxilha Rica.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá realiza captação de órgãos no HMC e beneficia pacientes de três estados

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou nesta segunda-feira (27), por volta das 12h, um procedimento de captação de órgãos no Hospital Municipal de Cuiabá – HMC (Dr. Leony Palma de Carvalho). A ação mobilizou equipes especializadas de diferentes regiões do país e resultou na doação de fígado e rins, destinados a pacientes que aguardavam na fila por transplante.

O caso envolveu uma paciente com diagnóstico confirmado de morte encefálica, seguindo rigorosamente todos os protocolos clínicos e legais exigidos. Após a confirmação, a família autorizou a doação de órgãos, permitindo que o gesto de solidariedade se transformasse em oportunidade de vida para outras pessoas.

O fígado foi destinado a um paciente em Manaus, enquanto os rins foram encaminhados para São Paulo (rim direito) e Brasília (rim esquerdo). As equipes de captação vieram desses estados especialmente para realizar os procedimentos, reforçando a integração nacional do sistema de transplantes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou a importância da estrutura e da qualificação das equipes envolvidas no processo. “O Hospital Municipal de Cuiabá está preparado para realizar o diagnóstico de morte encefálica com agilidade e segurança, seguindo todos os critérios técnicos. Esse trabalho permite que a doação aconteça dentro do tempo adequado, salvando vidas em diferentes partes do país”, afirmou.

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A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, ressaltou o papel da equipe multiprofissional no sucesso da captação. “Todo o processo exige organização, sensibilidade e preparo técnico. Desde a confirmação do diagnóstico até a logística para a retirada e transporte dos órgãos, há um esforço conjunto para garantir que tudo ocorra de forma eficiente e respeitosa”, pontuou.

O procedimento contou com a atuação integrada da equipe do HMC, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das equipes de transplante dos estados envolvidos. A destinação dos órgãos segue critérios do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que considera compatibilidade e gravidade dos pacientes na fila. A Prefeitura reforça a importância de conversar com a família sobre a doação de órgãos. A autorização familiar é indispensável para que o processo ocorra e possa transformar perdas em esperança para outras vidas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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