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Exportadores russos de grãos vislumbram crescimento na índia e china

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Os exportadores de grãos da Rússia estão otimistas quanto à expansão do fornecimento de leguminosas e cereais para a Índia e a China. Paralelamente, continuam a focar em seus mercados tradicionais no Oriente Médio e no norte da África, conforme informou o Ministério da Agricultura russo na última terça-feira.

Mesmo com a recente decisão da Turquia de suspender as importações de trigo, o Ministério da Agricultura da Rússia garantiu que essa medida não afetará o nível das exportações russas. Em um comunicado após reuniões entre a ministra da Agricultura, Oksana Lut, e os exportadores de grãos, foi afirmado que a Rússia planeja reduzir o fornecimento global de grãos para 60 milhões de toneladas na nova temporada (2024/25).

“Os participantes da reunião chegaram ao consenso de que a recusa da Turquia em importar não afetará o potencial de exportação de nosso país”, destacou o ministério. “No ambiente atual, os exportadores nacionais se concentrarão nos principais mercados do Oriente Médio e do Norte da África, bem como no desenvolvimento de relações com a Índia e a China, onde há progresso no fornecimento de leguminosas e amplas perspectivas para as safras de grãos.”

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A Turquia anunciou na semana passada a suspensão das importações de trigo de 21 de junho até pelo menos 15 de outubro. A medida visa proteger os agricultores locais das flutuações de preços, garantir a aquisição doméstica de matérias-primas e criar um mercado favorável para os produtores internos. Tradicionalmente, a Turquia e o Egito são os principais importadores do trigo russo.

Oksana Lut ressaltou na semana passada que, apesar da suspensão, a Turquia continuará sendo um parceiro estratégico da Rússia e que essa decisão não apresenta dificuldades significativas para o país. “Aqui não vemos nenhuma dificuldade. Para nós, de modo geral, considerando que a colheita será significativamente menor do que nos últimos dois anos, não haverá impacto negativo. Comercializamos com um grande número de países, nosso trigo é necessário em um grande número de países”, afirmou.

As geadas da primavera, seguidas por uma seca, já causaram danos significativos à safra de 2024 na Rússia. O Ministério da Agricultura mantém sua previsão de colheita de 132 milhões de toneladas, mas indica que poderá ajustá-la se a seca em várias regiões persistir. Consultorias agrícolas já reduziram suas previsões para o componente de trigo da safra: a IKAR para 81,5 milhões de toneladas e a Sovecon para 80,5 milhões.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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