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Exportações globais de café crescem 10,4% em dezembro, aponta OIC

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Exportações mundiais de café registram forte crescimento em dezembro

As exportações globais de café — incluindo países membros e não membros da Organização Internacional do Café (OIC) — atingiram 11,94 milhões de sacas de 60 quilos em dezembro de 2025, o terceiro mês da safra mundial 2025/26. O resultado representa um crescimento de 10,45% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 10,81 milhões de sacas.

O desempenho reflete a recuperação gradual do comércio internacional e a forte demanda em mercados consumidores, especialmente na Europa e na Ásia.

Exportações acumuladas crescem 5,5% no início da safra 2025/26

Entre outubro e dezembro de 2025, os três primeiros meses da atual temporada, o volume total exportado chegou a 33,76 milhões de sacas, alta de 5,5% frente às 31,99 milhões registradas no mesmo intervalo da safra anterior (2024/25).

De acordo com a OIC, o resultado confirma uma tendência de recuperação nas exportações globais após um período de retração causado por oscilações de produção e custos logísticos mais elevados.

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Robusta ganha espaço e impulsiona alta nas exportações globais

Em 2025, o café arábica registrou uma leve queda de 1,2% nas exportações, totalizando 84,67 milhões de sacas, ante 85,72 milhões embarcadas em 2024.

Já o robusta (conilon) foi o destaque do mercado internacional, com 57,56 milhões de sacas exportadas — um avanço de 8,8% frente às 52,89 milhões do ano anterior.

O crescimento da variedade robusta está ligado ao aumento da produção no Vietnã, Brasil e Indonésia, além do maior consumo de blends e cafés solúveis, que utilizam predominantemente esse tipo de grão.

Perspectiva positiva para 2026

Com o aquecimento do comércio global e estoques internacionais reduzidos, a OIC projeta que as exportações devem manter ritmo de crescimento moderado ao longo de 2026. A tendência é que o robusta continue sustentando o avanço, enquanto o arábica se estabiliza após a bienalidade negativa em alguns países produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Granja mineira é a primeira do Brasil a conquistar certificação de alto padrão em bem-estar animal na suinocultura

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Certificação inédita marca avanço do bem-estar animal na suinocultura brasileira

A granja de suínos da Auma Agronegócios, localizada em Patos de Minas (MG), tornou-se a primeira do Brasil a receber a certificação de bem-estar animal da Produtor do Bem. O reconhecimento abrange todas as etapas da produção — gestação, maternidade, creche e terminação — e considera critérios técnicos amplos relacionados à ambiência, sanidade, manejo, alimentação e gestão operacional.

O selo possui validade de um ano e representa a primeira certificação concedida pela entidade no setor suinícola brasileiro, estabelecendo um novo marco de exigência técnica no país.

Protocolo mais rigoroso redefine práticas de manejo no país

O diferencial do modelo está no nível de exigência superior aos protocolos tradicionais utilizados no Brasil e em parte dos sistemas internacionais.

Um dos principais destaques é a adoção do sistema “cobre-solta”, em que as matrizes são inseminadas e, na sequência, alojadas em grupo. A prática elimina o período de permanência em gaiolas após a inseminação — etapa que ainda é comum em diversos sistemas, onde as fêmeas podem permanecer confinadas por até 35 dias.

Segundo especialistas, o modelo favorece maior liberdade de movimento e expressão de comportamentos naturais, sendo considerado uma das práticas mais avançadas em bem-estar animal na suinocultura moderna.

Empresa reforça estratégia de produção responsável e sustentável

Para a CEO da Auma Agronegócios, Lucimar Silva, a certificação consolida o posicionamento da empresa em relação à sustentabilidade e à responsabilidade produtiva.

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O bem-estar animal é tratado como pilar estratégico, diretamente ligado à eficiência produtiva, qualidade dos alimentos e sustentabilidade da cadeia. A executiva destaca que o reconhecimento valida práticas já incorporadas à cultura organizacional e fortalece a governança dos processos.

A Auma já possui outras certificações socioambientais em diferentes atividades agrícolas, e a nova conquista reforça o histórico de produção consciente do grupo.

Melhorias operacionais impactam diretamente os indicadores produtivos

De acordo com o gerente de produção do Ecossistema Auma, Baltazar Vieira, o bem-estar animal é tratado como valor estrutural da operação, com implementação iniciada em 2022.

Entre os resultados já observados estão:

Redução da taxa de natimortos de 8% para 3% após três meses de adoção de enriquecimento ambiental

  • Fim do uso de ocitocina há dois anos
  • Eliminação do corte de dentes
  • Redução do corte de cauda sem aumento de canibalismo

Segundo o gestor, as melhorias em nutrição, sanidade, infraestrutura e capacitação das equipes refletem diretamente no desempenho zootécnico e no valor agregado da produção.

Mercado pressiona por padrões mais elevados de bem-estar animal

A certificação ocorre em um cenário de crescente exigência de mercados nacionais e internacionais por padrões mais rigorosos de bem-estar animal, especialmente em cadeias voltadas à exportação e ao varejo institucional.

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Embora o Brasil ainda adote amplamente sistemas híbridos, a transição para modelos com soltura precoce de matrizes vem avançando, em linha com práticas já consolidadas em mercados europeus.

Soluções como alimentação individualizada em sistemas coletivos também têm sido incorporadas para reduzir disputas e melhorar o desempenho produtivo.

Certificação inédita traz modelo técnico e transparente para o setor

Segundo o diretor-executivo da Produtor do Bem, José Ciocca, o modelo de certificação é estruturado em critérios multinível, com avaliação independente, acompanhamento técnico e apoio ao produtor durante a implementação das melhorias.

O sistema busca garantir não apenas a conformidade, mas também a evolução contínua das práticas de manejo.

“A conquista demonstra que é possível conciliar produtividade com manejo tecnicamente fundamentado. O Grupo Auma avançou além do convencional e se torna referência para o setor”, destacou Ciocca.

Suinocultura brasileira entra em nova fase de exigência técnica

A certificação da Auma Agronegócios sinaliza uma mudança relevante na suinocultura nacional, com maior integração entre produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal.

O avanço reforça a tendência de profissionalização do setor e aproxima o Brasil de padrões internacionais cada vez mais exigentes, especialmente em mercados premium e cadeias exportadoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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