AGRONEGÓCIO
Exportações do Brasil para o Canadá batem recorde em 2023 e ultrapassam US$ 5,7 bilhões
Publicado em
29 de janeiro de 2024por
Da RedaçãoAs exportações do Brasil para o Canadá atingiram seu maior nível, pelo segundo ano consecutivo, superando a cifra de US$ 5,7 bilhões (FOB) pela primeira vez na história da relação bilateral. É o que apontam dados copilados pelo estudo Quick Trade Facts, elaborado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).
Os embarques ao Canadá totalizaram US$ 5,771 bilhões (FOB) no acumulado de 2023, o que representa um avanço de 7% em comparação aos 12 meses de 2022, quando foram registradas vendas externas de US$ 5,396 bilhões (FOB).
O avanço colaborou para que a balança bilateral terminasse o ano passado com um saldo positivo para o Brasil de US$ 2,386 bilhões (FOB). A cifra representa um salto de 928% sobre igual intervalo de 2022, quando o resultado havia sido de apenas US$ 232,096 milhões.

“O crescimento das exportações do Brasil para o Canadá deve seguir firme e contínuo. Esse resultado reflete uma extensiva agenda de encontros e iniciativas realizadas nos últimos anos para fortalecer ainda mais os negócios entre os dois países”, afirma Ronaldo Ramos, presidente da CCBC.
O Canadá terminou 2023 superando a Alemanha e a Coreia do Sul no ranking dos principais destinos das exportações brasileiras, figurando agora na 10ª posição. Em 2022, o país ocupava o 13º lugar. Já no ranking das importações, o país da América do Norte se manteve no 15º lugar.
Entre janeiro e dezembro de 2023, a corrente de comércio – que representa a soma das importações e exportações – totalizou US$ 9,15 bilhões (FOB), uma queda de 13,30% frente aos US$ 10,56 bilhões (FOB) alcançados em igual período do ano anterior. O acumulado de 2022 representou um recorde histórico, quando a cifra de US$ 10 bilhões (FOB) foi ultrapassada pela primeira vez no intervalo de um ano.
Maior presença brasileira no Canadá
“O Canadá já é um grande parceiro do Brasil, com investimentos expressivos em setores estratégicos como: agronegócio, infraestrutura, mineração, aeroespacial e defesa, entre outros. Temos visto que o comércio bilateral vem crescendo significativamente e, ainda assim, existe um enorme potencial a ser explorado”, explica Paulo de Castro Reis, diretor de Relações Institucionais da CCBC.
Em média, a CCBC realiza oito missões comerciais do Brasil para o Canadá a cada ano, relacionadas a temas como: inteligência artificial, alimentos e bebidas, mineração, Indústria 4.0, cidades inteligentes, inovação em saúde e sistema médico-hospitalar, tecnologias limpas, transição energética e até economia criativa.
Para 2024, a expectativa é de uma agenda de encontros ainda mais intensa. “São oportunidades únicas, em que os empresários brasileiros ganham todo auxílio e suporte para internacionalizem seus negócios, além de poderem utilizar o Canadá como porta de entrada para produtos na América do Norte, Europa e. até mesmo, Ásia”, destaca Daniella Leite, diretora de Associados e Novos Negócios da CCBC.
Destaques das exportações
Os principais destaques nas exportações brasileiras ao Canadá e com maior peso na balança comercial no período foram: pedras e metais preciosos, incluindo ouro (28% do total exportado); produtos químicos inorgânicos e compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos, representando 22% do total; aeronaves e equipamentos, incluindo suas partes (12,3%); e açúcares e produtos de confeitaria (11%).
Em 2023, as exportações da categoria “aeronaves e equipamentos (incluindo suas partes)” atingiram um avanço de 452%, totalizando US$ 712,1 milhões (FOB), influenciadas positivamente por conta de acordos firmados no setor aéreo.
Em um negócio avaliado em US$ 2,1 bilhões que foi divulgado em novembro, a Embraer anunciou a venda de 25 aviões da família E195-E2 para a companhia canadense Porter Airlines. O montante se soma aos 50 jatos que já tinham sido encomendados anteriormente pela aérea canadense. A aeronave tem capacidade para até 146 assentos cada. Com a aquisição, a Porter Airlines visa ampliar a operação em toda a América do Norte.
Surpresas nas importações
As compras de produtos canadenses totalizaram US$ 3,38 bilhões (FOB) entre janeiro-dezembro de 2023, recuando 34% frente a igual período de 2022, quando somaram US$ 5,16 bilhões (FOB). A queda, em especial, está atribuída a compra de adubos e fertilizantes, que ganharam destaque em 2022 por conta do início do conflito entre Rússia e Ucrânia.
As importações desta categoria totalizaram US$ 1,96 bilhão (FOB) no acumulado de 2023. O valor total é 47% menor em relação aos US$ 3,71 bilhões vistos em 2022. Apesar do recuo, adubos e fertilizantes continuam na liderança dos produtos mais comprados do Canadá, com um peso de 58% no total das importações.
Acesse dados completos e análises no estudo da CCBC: Quick Trade Facts
Fonte: Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC)
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês
Published
12 minutos agoon
11 de junho de 2026By
Da Redação
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.
Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas
O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.
Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.
O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.
Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.
Carnes ampliam participação no mercado internacional
O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.
A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.
Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.
Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador
Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.
As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.
O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.
No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.
Milho, algodão e suco de laranja registram avanços
Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.
Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.
O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.
O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio
Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.
Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.
Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.
As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.
Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.
Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.
Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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