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Exportações do agronegócio somam US$ 82 bilhões no 1º semestre de 2025 e mantêm protagonismo na balança comercial

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Balança comercial do agro mantém superávit robusto

As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 82,1 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento da Consultoria Agro do Itaú BBA, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mesmo período, as importações do setor somaram US$ 10,1 bilhões, resultando em um superávit de US$ 71,9 bilhões — uma leve retração de 1,1% em comparação a 2024.

A queda se deve a uma leve redução nas exportações (-0,2%) e aumento nas importações (+5,9%), impulsionadas principalmente pelos desembarques de cacau (319%), óleo de palma (48%) e trigo (3%).

Setor agro mantém quase metade da receita das exportações brasileiras

O agronegócio foi responsável por 49% de toda a receita das exportações do Brasil entre janeiro e junho de 2025, mesma participação registrada no mesmo período de 2024. O índice segue em linha com a média dos últimos cinco anos, consolidando o papel do setor como principal motor da balança comercial brasileira.

Junho fecha em leve queda, mas semestre é o terceiro melhor da história

Em junho, o setor exportou US$ 14,61 bilhões, valor 1,2% inferior ao de maio e 1,3% abaixo do mesmo mês de 2024. Ainda assim, o desempenho do semestre em dólares foi o terceiro melhor da história. A valorização cambial também favoreceu a receita em reais, com o dólar cotado, em média, a R$ 5,76 — alta de 13,27% na comparação anual.

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Carnes ganham espaço; soja mantém liderança

A soja em grãos continuou liderando a pauta de exportações, com 31% de participação no total exportado — ligeira queda em relação aos 34% de 2024. Essa redução foi compensada por ganhos nas exportações de carne bovina, cuja participação subiu de 6% para 8%, com avanços em volume e preço. As carnes suína e de frango também apresentaram bom desempenho, embora esta última tenha sido impactada pela gripe aviária no Rio Grande do Sul a partir de maio.

No setor sucroenergético, os embarques de açúcar e etanol caíram em razão da antecipação da safra em 2024, o que distorce a base de comparação.

China segue como principal destino, mas perde participação

A China permaneceu como o maior mercado para o agro brasileiro, com 34% das exportações no semestre. No entanto, esse percentual foi ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período de 2024 (35%). Ao mesmo tempo, mercados como os Estados Unidos, União Europeia e países asiáticos emergentes ampliaram sua participação, indicando maior diversificação nos destinos.

Exportações para a Ásia somam US$ 41,5 bilhões

As vendas para o continente asiático caíram 2,7% em receita no semestre, reflexo da queda nos preços da soja. A China foi responsável por 67% das exportações para a região. Os principais produtos enviados foram soja em grãos, carne bovina, celulose e açúcar VHP.

União Europeia amplia compras, com destaque para café e farelo de soja

A União Europeia importou US$ 12 bilhões do agro brasileiro no primeiro semestre, crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2024. O café verde liderou as vendas, seguido por farelo de soja e soja em grãos. A Alemanha foi o maior comprador de café dentro do bloco, com 30% de participação.

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Estados Unidos elevam importações mesmo com tarifas

Apesar de tarifas impostas em abril, os embarques para os EUA somaram US$ 6,6 bilhões — alta de 20% em relação ao 1º semestre de 2024. A carne bovina se destacou, com aumento superior a 100% no volume exportado, atingindo 157 mil toneladas e receita de US$ 791 milhões.

Desempenho por produto no semestre

Confira os principais números do 1º semestre de 2025:

  • Soja em grãos: 64,9 milhões de toneladas (+1%), com preço médio de US$ 391,5/t (-10%)
  • Óleo de soja: +26% no volume; preço médio de US$ 1.032,5/t (+9%)
  • Carne bovina: 1,29 milhão de toneladas (+13%), com preço médio 13% maior (US$ 5.100/t)
  • Etanol: Queda de 26% nos volumes; alta de 4% no preço médio
  • Milho: Redução de 22% no volume exportado; leve alta nos preços
  • Café verde: Queda de 18% no volume, mas alta de 79% nos preços (US$ 6.456,4/t)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Índice de Sustentabilidade Auera impulsiona gestão rural e fortalece agricultura familiar no Sul do Brasil

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Uma iniciativa inovadora está transformando a gestão de propriedades familiares no Sul do Brasil ao integrar sustentabilidade, produtividade e qualidade de vida. O Índice de Sustentabilidade Auera (ISA) surge como uma ferramenta estratégica para avaliar, diagnosticar e orientar melhorias no campo, com base em dados concretos e metodologia científica.

Desenvolvido por meio de uma parceria entre a Embrapa Clima Temperado, a Philip Morris Brasil e a Fundação de Apoio Edmundo Gastal (Fapeg), o índice é um dos principais resultados do Projeto Auera. A iniciativa já avaliou mais de 5 mil propriedades de produção de tabaco na Região Sul, servindo como base para identificar gargalos, potencialidades e oportunidades de evolução nos sistemas produtivos.

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Imagem mostra exemplo de uso adequado das áreas da propriedade em função da sua capacidade de uso (Google)

Ferramenta inédita integra produção e sustentabilidade

Diferente de modelos tradicionais, o ISA inova ao incorporar a dimensão produtiva aos pilares econômico, social e ambiental. Ao todo, são 182 indicadores organizados para traduzir a complexidade das pequenas propriedades rurais em métricas objetivas de desempenho.

O objetivo central é oferecer ao produtor rural uma visão completa da sua propriedade, permitindo melhorias que envolvam desde a rentabilidade até a conservação dos recursos naturais, como solo, água, fauna e flora, além da qualidade de vida da família.

Diagnóstico completo e foco na gestão integrada

O índice foi estruturado com base em nove eixos estratégicos: socioeconômico, água, gestão de resíduos, solo, agrobiodiversidade, fauna, flora, geração de energia e conformidade ambiental.

Seu desenvolvimento ocorreu em três etapas:

  • Pré-diagnóstico: análise de dados de 5.283 propriedades
  • Diagnóstico: avaliação presencial de 101 unidades produtivas
  • Intervenção e monitoramento: acompanhamento contínuo em 11 propriedades
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A metodologia permite mensurar o nível de sustentabilidade em três dimensões principais:

  • Social: qualidade de vida, segurança alimentar e acesso a serviços essenciais
  • Ambiental: conservação de recursos naturais e cumprimento da legislação
  • Produtiva: saúde do solo e viabilidade dos sistemas agrícolas
Resultados apontam sustentabilidade, mas com desafios

De acordo com os dados levantados, o índice médio das propriedades avaliadas no Sul do Brasil alcançou 78%, acima do patamar mínimo de 70% considerado sustentável.

Apesar do desempenho positivo, ainda há desafios importantes, especialmente relacionados à gestão de resíduos e à conservação do solo e da água — pontos críticos para a sustentabilidade no longo prazo.

Apoio direto à tomada de decisão no campo

O ISA se destaca como uma ferramenta prática de gestão rural, permitindo ao produtor identificar com precisão os pontos fortes e as fragilidades da propriedade.

Entre os principais benefícios para os agricultores estão:

  • Identificação de gargalos produtivos e ambientais
  • Planejamento mais eficiente de investimentos
  • Aumento da resiliência produtiva e sustentabilidade a longo prazo
  • Estímulo à sucessão familiar no campo

Ao transformar dados complexos em informações claras, o índice reduz a dependência da intuição e fortalece a tomada de decisão baseada em evidências.

Padronização e eficiência para assistência técnica

Para técnicos e extensionistas, o ISA oferece uma metodologia estruturada que padroniza a avaliação das propriedades, facilitando o monitoramento da evolução ao longo do tempo.

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A ferramenta permite:

  • Comparar diferentes propriedades sob critérios uniformes
  • Acompanhar resultados das intervenções realizadas
  • Disseminar boas práticas agrícolas entre produtores

Com isso, amplia-se a eficiência da assistência técnica e o impacto das ações no campo.

Base estratégica para políticas públicas e ESG

Além de beneficiar diretamente produtores e técnicos, o índice também se consolida como instrumento relevante para gestores públicos e empresas.

O ISA fornece dados consistentes que podem orientar:

  • Formulação de políticas públicas voltadas à agricultura sustentável
  • Criação de programas de incentivo e linhas de financiamento
  • Avaliação de impacto em iniciativas alinhadas aos critérios ESG
  • Fortalecimento da segurança alimentar nacional

Ao alinhar produtividade e sustentabilidade, a ferramenta contribui para o desenvolvimento equilibrado do setor agropecuário.

Sustentabilidade como indicador prático no campo

O Índice de Sustentabilidade Auera representa um avanço ao transformar o conceito de sustentabilidade em um indicador mensurável e aplicável no dia a dia do produtor rural.

Com base em uma abordagem integrada, o sistema permite que as propriedades deixem de atuar de forma reativa e passem a evoluir de maneira planejada, conciliando crescimento econômico, preservação ambiental e bem-estar social.

O projeto contou com a participação de mais de 20 profissionais, entre pesquisadores, técnicos e colaboradores, reforçando a importância da cooperação entre instituições públicas e privadas na construção de soluções para o agro.

Os resultados e a metodologia do ISA serão apresentados em publicação técnica, ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando a adoção da ferramenta em outras regiões do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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