AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio mineiro atingem US$ 9,7 bilhões de janeiro a julho

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 9,7 bilhões no período de janeiro a julho de 2024, marcando um crescimento de 16,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume exportado também registrou um aumento de 16,4%, totalizando 10,8 milhões de toneladas. Esses produtos agropecuários representaram 39,5% do valor total das vendas externas do estado, destacando-se principalmente o café, o açúcar e a carne bovina.

“Desde o início do ano, as exportações do agronegócio mineiro têm mostrado um desempenho consistente, impulsionado pelo café, que respondeu por 41% do valor total exportado entre janeiro e julho. Se o cenário atual persistir, as projeções indicam a possibilidade de alcançar um novo recorde, com as exportações anuais podendo atingir US$ 16 bilhões”, afirma Feliciano Nogueira de Oliveira, Superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Os produtos mineiros foram exportados para 164 países, com destaque para a China, que importou US$ 3 bilhões, seguida pelos Estados Unidos com US$ 956,8 milhões, Alemanha com US$ 677,3 milhões, Bélgica com US$ 392,9 milhões e Itália com US$ 390,9 milhões.

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Café

As exportações de café totalizaram cerca de US$ 4 bilhões, com a venda de 17 milhões de sacas. Em comparação ao ano passado, houve um aumento de 35,3% na receita e de 34,5% no volume. Os principais importadores apresentaram crescimento superior a 19% nas compras do café mineiro, com a Bélgica destacando-se por quase dobrar suas aquisições, totalizando 1,6 milhão de sacas.

Complexo Soja

O complexo soja, que inclui grãos, farelo e óleo, gerou uma receita de US$ 2,6 bilhões, com a exportação de 5,9 milhões de toneladas. Este setor viu um crescimento de 17,5% no volume, mas uma queda de 2,4% na receita.

Complexo Sucroalcooleiro

O complexo sucroalcooleiro, composto por açúcar e álcool, registrou uma receita de cerca de US$ 1,2 bilhão, com a exportação de 2,3 milhões de toneladas. O volume exportado cresceu 25%, enquanto a receita aumentou 33%.

Carnes

As exportações do setor de carnes, incluindo frango, bovinos e suínos, cresceram 15,3% no volume, atingindo 276,2 mil toneladas. A receita aumentou 12%, somando US$ 864,5 milhões. A carne bovina respondeu por 20% da receita do setor, com US$ 608,2 milhões e 141,8 mil toneladas exportadas. Os principais compradores foram China, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Hong Kong.

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A carne de frango viu uma redução de 5,9% no valor e de 1,5% no volume, alcançando US$ 220,5 milhões e 115,8 mil toneladas. No entanto, houve um aumento significativo das exportações para o México e a Arábia Saudita, com crescimento de 99% e 281%, respectivamente.

A carne suína apresentou um desempenho positivo, com um aumento de 7,7% no valor e de 27,6% no volume, totalizando US$ 27,9 milhões e 14,8 mil toneladas exportadas.

Produtos Florestais

Os produtos florestais, que incluem celulose, madeira, papel e borracha, totalizaram US$ 692,4 milhões em receita e 1 milhão de toneladas exportadas. A celulose, principal produto deste setor, continuou com a redução nas vendas, totalizando US$ 674,4 milhões e 988,4 mil toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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