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Exportações do agronegócio brasileiro crescem e alcançam US$ 12 bilhões em fevereiro

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As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 12 bilhões em fevereiro de 2026, registrando crescimento de 13% em relação a janeiro e alta de 7,4% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, no relatório Radar Agro – Exportações do Agronegócio. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques do complexo soja, carnes e produtos do setor sucroenergético.

Complexo soja registra avanço com início da colheita

Com o início da colheita da safra brasileira, o complexo soja apresentou forte crescimento nas exportações, especialmente nos embarques do grão.

  • Soja em grãos: 7,1 milhões de toneladas exportadas, alta de 11% em relação a fevereiro de 2025.
  • Preço médio: US$ 412,9 por tonelada, avanço de 4,4% na comparação anual.

No caso dos derivados:

  • Farelo de soja: exportações de 1,7 milhão de toneladas, crescimento de 3%, mas com queda de 3% nos preços, que ficaram em US$ 347,5 por tonelada.
  • Óleo de soja: embarques de 221 mil toneladas, expressiva alta de 99%, acompanhada de valorização de 13% nos preços, atingindo US$ 1.135,8 por tonelada.
Exportações de carnes seguem em expansão

O complexo de proteínas animais também apresentou crescimento relevante nas exportações brasileiras em fevereiro.

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Carne bovina in natura: embarques de 236 mil toneladas, avanço de 24% em relação ao ano anterior, configurando recorde para meses de fevereiro.

  • Preço médio: US$ 5.640,9 por tonelada, alta de 14% na comparação anual.
  • Carne de frango in natura: exportações de 427 mil toneladas, crescimento de 5,4% frente ao mesmo período de 2025.
  • Preço médio: US$ 1.939,6 por tonelada, aumento de 4% na mesma comparação.
  • Carne suína in natura: embarques de 104 mil toneladas, com avanço de 3,2% na comparação anual.
  • Preço médio: US$ 2.508,6 por tonelada, praticamente estável.
Setor sucroenergético amplia exportações

O setor sucroenergético também apresentou crescimento nos volumes exportados em fevereiro.

  • Etanol: exportações de 60 mil m³, alta de 50% em relação ao mesmo mês do ano passado.
  • Preço médio: US$ 702,2 por m³, avanço de 4%.
  • Açúcar VHP: embarques de 2 milhões de toneladas, aumento de 32%.
  • Preço médio: US$ 359,3 por tonelada, queda de 23% frente a fevereiro de 2025.

Açúcar refinado: exportações de 245 mil toneladas, recuo de 22%, com preço médio de US$ 429,7 por tonelada, redução de 19% na comparação anual.

Café registra queda no volume exportado, mas com preços mais altos

No caso do café verde, os embarques brasileiros somaram 142 mil toneladas, o que representa queda de 17% em relação a fevereiro de 2025.

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Apesar da retração no volume exportado, os preços médios registraram alta de 20%, atingindo US$ 7.191 por tonelada, refletindo o cenário de valorização do produto no mercado internacional.

Outros produtos também apresentaram variações nas exportações

Entre outros produtos relevantes do agronegócio brasileiro:

  • Milho: 1,55 milhão de toneladas exportadas, alta de 9% na comparação anual.
  • Algodão: leve retração de 2% no volume exportado.
  • Suco de laranja: crescimento de 6% nos embarques, embora com forte queda nos preços.
  • Celulose: aumento de 6% no volume exportado em relação ao mesmo período do ano anterior.
Agro segue como motor das exportações brasileiras

O desempenho das exportações em fevereiro reforça o papel do agronegócio como um dos principais pilares da balança comercial brasileira. O crescimento dos embarques de grãos, carnes e açúcar contribuiu para sustentar a receita do setor, mesmo diante das oscilações de preços em alguns produtos.

A evolução da safra brasileira, a demanda internacional e as condições do comércio global devem continuar influenciando o desempenho das exportações do agro ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja ganha força no mercado brasileiro, enquanto milho enfrenta pressão com safra recorde e concorrência internacional

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Relatório do Rabobank aponta alta nos preços da soja impulsionada por exportações e processamento doméstico, enquanto milho sofre impacto da ampla oferta global e avanço da segunda safra brasileira.

Mercado de grãos apresenta movimentos distintos em junho

O mercado brasileiro de grãos iniciou junho com comportamentos opostos para soja e milho. Enquanto a oleaginosa registrou valorização sustentada pela forte demanda externa e pela indústria de esmagamento, o milho enfrentou pressão nos preços diante da expectativa de uma safra robusta e da concorrência crescente de exportadores como Estados Unidos e Argentina.

De acordo com levantamento divulgado pelo Rabobank em seu relatório mensal sobre grãos e oleaginosas, os preços da soja pagos ao produtor avançaram cerca de 2% em junho na comparação com o mês anterior. Já o milho registrou retração de aproximadamente 4%, refletindo o cenário de maior oferta e menor competitividade no mercado internacional.

Exportações de soja batem ritmo forte em 2026

O desempenho das exportações continua sendo um dos principais fatores de sustentação para o mercado da soja brasileira. Em maio, o Brasil embarcou 14,8 milhões de toneladas da commodity, volume 5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, os embarques atingiram 55 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação ao ano passado.

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Segundo o Rabobank, a combinação entre safra recorde e elevada competitividade da soja brasileira no mercado global tem favorecido o desempenho exportador, consolidando o país como principal fornecedor mundial da oleaginosa.

Além das exportações, a demanda interna para processamento segue aquecida, contribuindo para a sustentação dos preços pagos aos produtores nas principais regiões agrícolas.

Milho enfrenta cenário mais desafiador

Diferentemente da soja, o milho encontra um ambiente de mercado mais pressionado. As exportações brasileiras do cereal somaram apenas 250 mil toneladas em maio, volume 47% inferior ao registrado no mês anterior. O Rabobank projeta que os embarques de milho em 2026 deverão ficar abaixo dos volumes observados em 2025.

A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina, associada à ampla disponibilidade interna do grão, tem reduzido o poder de reação dos preços no mercado doméstico.

Safrinha avança e reforça perspectiva de grande oferta

A colheita da segunda safra de milho, principal responsável pela produção nacional do cereal, alcançou aproximadamente 7% da área cultivada, índice superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

As condições das lavouras permanecem favoráveis em importantes regiões produtoras, especialmente em Mato Grosso. Entretanto, o banco alerta para possíveis perdas localizadas em estados como Goiás, Tocantins e Minas Gerais devido às condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

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Mesmo com esses desafios pontuais, a instituição mantém projeção de uma safra expressiva, estimando a produção brasileira de milho em 138 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Comercialização segue cautelosa

O relatório também aponta que produtores continuam adotando postura seletiva na comercialização, acompanhando a evolução dos preços e as condições de mercado. No caso da soja, a valorização recente tem favorecido novos negócios. Já no milho, a expectativa de ampla oferta mantém vendedores mais cautelosos em relação aos volumes a serem negociados.

Perspectivas para o segundo semestre

A tendência para os próximos meses indica manutenção da firmeza no mercado da soja, sustentada pelo forte ritmo exportador e pela demanda industrial. Para o milho, o cenário permanece mais desafiador, com preços dependentes do comportamento das exportações, da competitividade brasileira frente aos concorrentes globais e da consolidação da safra recorde projetada para esta temporada.

Com a colheita da safrinha avançando e a oferta aumentando gradativamente, o mercado seguirá atento aos fluxos internacionais de comércio e às condições climáticas nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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