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Exportações de Soja Atingem Recordes em Junho, Aponta Boletim Logístico da Conab

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O Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado esta semana, revela que as exportações de soja chegaram a 13,95 milhões de toneladas em junho deste ano, marcando um aumento de 3,7% em relação ao mês anterior, quando foram exportadas 13,45 milhões de toneladas. Esse desempenho indica uma retomada nas vendas externas, superando recordes anteriores.

O relatório destaca que o aumento nas cotações reflete a dinâmica atual do mercado interno, influenciado por fatores econômicos globais e locais que afetam diretamente os preços e a oferta. A valorização do dólar também desempenha um papel crucial, tornando o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional, embora também eleve os custos para os produtores, especialmente no plantio da próxima safra.

O boletim aponta que a crescente demanda por óleo de soja para usos industriais e biocombustíveis evidencia a importância e versatilidade do produto tanto no mercado nacional quanto global. A recuperação dos prêmios de exportação aos níveis de 2022 sugere um fortalecimento das posições do Brasil como um dos principais exportadores de soja e seus derivados.

No setor de milho, as vendas internacionais em junho alcançaram 850 mil toneladas, um aumento significativo em relação às 420 mil toneladas exportadas no mês anterior. Os portos brasileiros observaram um aumento nos índices de milho, impulsionado por vários fatores, incluindo o aumento nas cotações globais do cereal, o aumento dos prêmios de exportação e a valorização do dólar. No entanto, os preços internos permanecem enfraquecidos devido ao avanço nas colheitas da primeira e segunda safras e à demanda relativamente baixa.

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A distribuição das exportações nos portos brasileiros revelou que, em junho de 2024, os portos do Arco Norte responderam por 36,3% das exportações de soja e 49% das de milho. Por Santos, foram escoados 35,7% da soja e 26,9% do milho, enquanto o porto de Paranaguá totalizou 12,6% da soja e viu uma diminuição no volume de milho de 19,2% para 6,5%. O porto de São Francisco do Sul respondeu por 6,2% da soja e 9,6% do milho.

O Boletim Logístico também destaca que, na Região Sudeste, Minas Gerais registrou um aumento significativo nas exportações de produtos agropecuários, com a média mensal ultrapassando US$ 1 bilhão pela primeira vez entre janeiro e maio de 2024. As transportadoras preveem que o grande volume de soja armazenado continuará aquecendo o setor ao longo do segundo semestre, potencialmente reforçado pelos embarques de milho da safra atual.

Em São Paulo, o mercado de fretes esteve aquecido devido ao incremento na comercialização de milho, com cotações elevadas em quase todos os trechos pesquisados, apesar da baixa demanda por fertilizantes.

No Centro-Oeste, os fretes com origem no Distrito Federal mostraram aumento em quase todas as rotas, especialmente para Santos, Guarujá e Osvaldo Cruz. Em Mato Grosso, a colheita da segunda safra de milho e o avanço das negociações impactaram fortemente a logística, elevando os preços em todas as praças estaduais. O frete a partir de Mato Grosso do Sul também subiu em junho devido à necessidade de abrir espaço nos armazéns e à demanda aquecida por soja. Em Goiás, embora a demanda por fretes tenha aumentado, as empresas enfrentam preços baixos para os produtos.

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Na Região Nordeste, o Maranhão experimentou um aumento na demanda por transporte de grãos, resultando em uma elevação nos preços dos fretes rodoviários. Na Bahia, o fluxo logístico intenso elevou os fretes e o volume transportado. O Piauí também registrou um mercado de fretes aquecido, com um aumento médio de 4,27% em comparação ao mês anterior.

No Sul, o Paraná, com exceção de Ponta Grossa, apresentou aumento nos preços dos fretes, especialmente a partir de Cascavel (16,34%) e Campo Mourão (10%).

O Boletim Logístico da Conab fornece ainda informações sobre os desembarques de adubos e fertilizantes nos portos brasileiros e a movimentação de estoques realizada por transportadoras contratadas via leilão eletrônico. O relatório mensal abrange dados de dez estados produtores, analisando aspectos logísticos do setor agropecuário, exportações agrícolas, fluxo de cargas e rotas principais de escoamento da safra. A edição completa do Boletim Logístico – Julho/2024 está disponível no site da Conab.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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