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Exportações de Peixes de Cultivo Crescem 72% no Segundo Trimestre de 2024

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As exportações de peixes de cultivo no Brasil continuam em forte ascensão, conforme revelado pelo Informativo do Comércio Exterior da Piscicultura, elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). No segundo trimestre de 2024, o setor registrou um aumento de 72% nas exportações em relação ao primeiro trimestre do ano, atingindo um faturamento de US$ 23,7 milhões.

O grande destaque foi a tilápia, que sozinha representou 92% do total exportado. Os Estados Unidos foram o principal destino, recebendo 87% das exportações brasileiras. No total, foram exportadas 3.332 toneladas de peixes, um incremento de 89% em comparação ao mesmo período de 2023.

Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR, celebra os resultados do primeiro semestre de 2024, que já representam 96% do faturamento total de 2023. “Esse resultado demonstra a força da piscicultura brasileira, que cresce ininterruptamente ano após ano, inclusive nas exportações”, afirmou. Em termos de volume, as 5.417 toneladas exportadas no semestre correspondem a 76% do total embarcado no ano anterior.

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Os filés frescos ou refrigerados, principalmente de tilápia, foram a categoria que mais contribuiu para esse resultado, com uma arrecadação de US$ 10,1 milhões no período, um aumento de 79% em relação ao primeiro trimestre de 2024. Por espécie, a tilápia liderou com um faturamento de US$ 13,7 milhões, seguida por pacu, curimatás e bagres.

Os Estados Unidos importaram US$ 12,9 milhões em peixes brasileiros, sendo a tilápia a espécie preferida, seguida pelo tambaqui. Outros destinos importantes foram Peru, China, Japão e Taiwan. Para o Peru, as principais espécies exportadas foram pacu e curimatá, enquanto China, Japão e Taiwan importaram mais subprodutos de tilápia impróprios para alimentação humana, como peles e escamas.

O Paraná se destacou como o maior exportador no segundo trimestre de 2024, com um faturamento de US$ 9,8 milhões, representando 72% do total exportado pelo Brasil. São Paulo seguiu em segundo lugar, com US$ 3,6 milhões, um aumento de 14% em relação ao primeiro trimestre, totalizando 26% das exportações. Outros estados que se destacaram foram Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia.

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Com esses resultados, a balança comercial da piscicultura brasileira reduziu seu déficit para US$ 231 milhões, já que foram importados US$ 246 milhões em produtos da piscicultura mundial. O salmão continua sendo a espécie mais importada pelo Brasil, com um valor de US$ 218 milhões, seguido por pangasius (US$ 27,5 milhões) e trutas (US$ 482 mil). O volume importado no segundo trimestre foi 15% inferior ao registrado em 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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