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Exportações de milho em setembro de 2024 caem pela metade em relação ao mesmo mês do ano anterior

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Nesta segunda-feira, 23 de setembro, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que o volume de milho não moído (exceto milho doce) exportado até o momento em setembro atingiu 4.696.248,2 toneladas. Esse número representa apenas 53,69% do total exportado em setembro de 2023, que foi de 8.746.381,3 toneladas.

A média diária de embarques nas primeiras três semanas de setembro de 2024 foi de 313.083,2 toneladas, uma queda significativa de 28,4% em comparação à média diária de setembro do ano anterior, que era de 437.319,1 toneladas.

Ruan Sene, analista de mercado da Grão Direto, ressalta que, após exportar 55 milhões de toneladas na última safra, o Brasil deve embarcar apenas 36 milhões de toneladas nesta nova temporada, o que representa uma redução de 34,55%. “Ao compararmos os volumes de janeiro a agosto de 2023 com os de 2024, observamos uma significativa diminuição nas exportações de milho brasileiro. A China, por exemplo, reduziu suas importações em cerca de 60%, enquanto o Japão apresentou uma queda de 70%. Também houve diminuições na Coreia do Sul e no Irã, o que resulta em um ritmo mais lento de exportação, pressionando as cotações”, explica Sene.

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Em termos de faturamento, o Brasil arrecadou US$ 935,284 milhões até agora neste mês, em comparação a US$ 1,993 bilhão registrados em setembro de 2023. Isso resulta em uma redução de 37,5% na média diária, que caiu de US$ 99,685 milhões em setembro do ano anterior para US$ 62,352 milhões em setembro de 2024.

Além disso, o preço médio pago pela tonelada do milho brasileiro também teve uma queda de 12,6%, passando de US$ 227,90 em setembro de 2023 para US$ 199,20 na primeira semana de setembro de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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