AGRONEGÓCIO

Exportações de Milho do Brasil Registram Queda em Outubro de 2024

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Nesta segunda-feira (14), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que, até o momento, o Brasil embarcou 2.521.018,5 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) em outubro de 2024. Este volume representa apenas 29,84% do total exportado no mesmo mês do ano passado, que foi de 8.448.437,7 toneladas.

A média diária de embarques nos primeiros nove dias do mês foi de 280.113,2 toneladas, o que reflete uma queda de 30,4% em relação à média diária de outubro de 2023, que foi de 402.306,6 toneladas.

Ênio Fernandes, consultor em agronegócio da Terra Agronegócios, ressalta que, embora os números atuais sejam inferiores aos registrados em 2023, os níveis de exportação de milho brasileiro em 2024 ainda se mostram satisfatórios. “Em 2023, tivemos uma segunda safra muito robusta, com exportações superiores a 54 milhões de toneladas. Neste ano, o mercado espera cerca de 40 milhões de toneladas, um volume abaixo do ano passado, mas, considerando a safra, teremos estoques de passagem menores”, afirma Fernandes.

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Em termos de faturamento, o Brasil arrecadou até agora um total de US$ 510.309,5 no mês, em comparação a US$ 1,902 bilhão de todo o outubro de 2023. Isso resulta em uma média diária de arrecadação de US$ 56,701 milhões, uma diminuição de 37,4% em relação aos US$ 90,602 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Além disso, o preço médio pago pela tonelada de milho brasileiro também apresentou uma queda de 10,1%, passando de US$ 225,20 em outubro de 2023 para US$ 202,40 na primeira semana de outubro de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

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A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

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Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

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Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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