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Exportações de grãos e oleaginosas dos EUA crescem em 2024, apesar da menor demanda chinesa

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As exportações de grãos e oleaginosas dos Estados Unidos registraram crescimento expressivo em 2024, impulsionadas pela demanda de diversos importadores globais, que aproveitaram a oferta abundante e os preços mais acessíveis de commodities como soja e milho. No entanto, a China manteve um volume de compras reduzido, destoando da tendência geral.

Os principais destinos das exportações a granel dos EUA alcançaram marcos históricos em 2024, com uma queda superior a 20% nos preços médios de exportação em relação a 2023. Apesar dos valores mais baixos, o volume embarcado apresentou uma expansão de 22%, o maior crescimento anual da última década. De acordo com dados do US Census Bureau divulgados na última quarta-feira, essa expansão resultou em uma receita total 5% inferior à do ano anterior.

Os embarques para o México e a Colômbia atingiram recordes, crescendo 29% e 20%, respectivamente, em relação às máximas anteriores. As exportações para o Japão e a Coreia do Sul também se destacaram, com avanços de 43% e 107%, alcançando os maiores volumes em seis e três anos, respectivamente. Juntos, esses quatro países responderam por 44% do total exportado pelos EUA.

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Por outro lado, a China, que se manteve como o principal destino das exportações a granel dos EUA em 2024, apresentou uma queda de 5% no volume importado, atingindo o menor nível dos últimos cinco anos. Excluindo o período de guerra comercial, essa é a menor demanda do país em 11 anos. Esse cenário se agrava diante da recente escalada tarifária, gerando preocupações no setor. No entanto, o fortalecimento de outros mercados compradores demonstra um sinal positivo, especialmente diante das incertezas sobre o posicionamento de parceiros asiáticos em relação à produção agrícola norte-americana.

Panorama do mercado

Em termos financeiros, as exportações de produtos agrícolas e derivados dos EUA somaram US$ 191 bilhões em 2024, praticamente estagnadas em relação a 2023. Esse montante representa o terceiro maior valor nominal da história, abaixo do recorde de US$ 213 bilhões alcançado em 2022.

O Canadá liderou como principal destino dos produtos agrícolas norte-americanos no ano, acompanhado pela China e pelo México, que, juntos, absorveram US$ 91 bilhões, correspondendo a 48% das exportações totais. Esse percentual se manteve estável nos últimos três anos.

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Embora as commodities a granel tenham apresentado queda nos preços, outros produtos agrícolas registraram valorização e contribuíram para o crescimento da receita. Os preços de carne bovina, suína, nozes e laticínios aumentaram em 2024, resultando em um faturamento conjunto de US$ 37 bilhões, representando 19% do total exportado. Essas categorias figuraram entre as sete principais exportações agrícolas dos EUA, ao lado de milho, soja e produtos florestais.

Além do México e da Colômbia, as exportações agrícolas dos EUA atingiram patamares históricos ou pelo menos equivalentes aos da última década para mercados como Reino Unido, Índia, República Dominicana e Guatemala. Embora de menor expressividade em relação à China, a consolidação e expansão dessas parcerias comerciais representam uma estratégia relevante para mitigar os impactos das incertezas no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtividade da cana cresce 13% no Centro-Sul em abril e reforça expectativa positiva para a safra 2026/27

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A produtividade da cana-de-açúcar na região Centro-Sul registrou forte avanço em abril da safra 2026/27. De acordo com o Boletim De Olho na Safra, elaborado com dados da Plataforma de Benchmarking do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a média alcançou 83,4 toneladas por hectare, crescimento de 13% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior.

Na safra 2025/26, a produtividade média havia sido de 73,8 toneladas por hectare. O desempenho positivo reflete condições mais favoráveis para o desenvolvimento dos canaviais e reforça a expectativa de recuperação da produção sucroenergética no Centro-Sul, principal região produtora do Brasil.

Além do avanço no volume colhido por área, o levantamento também apontou melhora na qualidade da matéria-prima. O índice de Açúcar Total Recuperável (ATR) apresentou alta de 0,5%, passando de 112,1 kg ATR por tonelada para 112,6 kg ATR por tonelada de cana.

O ATR é um dos principais indicadores do setor sucroenergético, pois mede a quantidade de açúcar potencialmente recuperável na matéria-prima, influenciando diretamente a rentabilidade das usinas tanto na produção de açúcar quanto de etanol.

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Recuperação da produtividade fortalece setor sucroenergético

O aumento da produtividade agrícola chega em um momento estratégico para o setor, que acompanha com atenção os custos de produção, a demanda internacional por açúcar e o mercado de biocombustíveis.

Com maior rendimento por hectare e estabilidade na qualidade da cana, as usinas tendem a melhorar a eficiência operacional e ampliar a competitividade da produção brasileira no mercado global.

A região Centro-Sul concentra mais de 90% da produção nacional de cana-de-açúcar e tem papel decisivo no abastecimento de açúcar e etanol do país. O desempenho observado em abril reforça a perspectiva de uma safra mais robusta ao longo de 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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