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Exportações de Frango em Agosto/2024 Ficam Abaixo dos Resultados de Julho/2024 e Agosto/2023

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As exportações de carne de frango, incluindo suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, registraram desempenho abaixo do esperado em agosto de 2024, tanto em relação ao mesmo mês do ano passado quanto a julho deste ano. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam para uma desaceleração no volume e na receita obtida com os embarques até a quinta semana do mês.

Até o momento, a receita acumulada em agosto, de US$ 738,3 milhões, representa 98,07% do total arrecadado em agosto de 2023, que foi de US$ 752,8 milhões. Em termos de volume, as 356,4 mil toneladas exportadas correspondem a 88,63% do total registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 402,1 mil toneladas.

Em comparação com julho de 2024, o desempenho foi ainda mais modesto. O faturamento de US$ 738,3 milhões representa uma queda de 10,56% em relação aos US$ 825,5 milhões registrados no mês anterior. O volume embarcado, de 356,4 mil toneladas, ficou 18,37% abaixo das 436,6 mil toneladas exportadas em julho.

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No que diz respeito à receita diária média, agosto apresentou um faturamento de US$ 33,5 milhões, valor 1,9% menor que o registrado no mesmo mês de 2023. No entanto, houve um crescimento de 8,95% em comparação com a semana anterior, que registrou US$ 30,8 milhões diários.

Já o volume diário exportado ficou em 16,2 mil toneladas, uma queda de 11,4% em relação a agosto de 2023. Comparando com a semana anterior, houve uma redução de 2,16% frente às 16,5 mil toneladas embarcadas por dia na última semana.

Em contrapartida, o preço pago por tonelada apresentou uma elevação. Em agosto de 2024, o valor médio foi de US$ 2.071,39, um aumento de 10,6% em relação ao mesmo período de 2023. Quando comparado ao preço da semana anterior, o incremento foi de 11,36%, já que o valor praticado na semana passada foi de US$ 1.860,06.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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