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Exportações de carne suína encerram março com alta expressiva no faturamento

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As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada encerraram o mês de março com forte desempenho, tanto em receita quanto em volume. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Governo Federal, divulgados nesta sexta-feira (4).

No total, o faturamento com os embarques realizados até o fim de março alcançou US$ 258,64 milhões, valor que representa um crescimento de 44,44% frente ao arrecadado no mesmo período de 2024, quando a receita somou US$ 179,06 milhões. Em relação ao volume exportado, o avanço foi de 30,36%, com 102.699 toneladas embarcadas em março deste ano, frente às 78.775 toneladas registradas em março do ano passado.

Na comparação com o mês anterior, fevereiro de 2025, os números também indicam crescimento. A receita gerada com as exportações de carne suína em março foi 2,05% superior aos US$ 253,42 milhões registrados em fevereiro. Já o volume exportado apresentou alta de 1,56%, superando as 101.118 toneladas embarcadas no mês anterior.

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A média diária de faturamento em março ficou em US$ 13,61 milhões, resultado 44,4% maior que a média observada em março de 2024. Apesar disso, houve uma leve retração de 2,82% em relação à semana anterior, quando a média diária foi de US$ 14 milhões.

No que diz respeito ao volume médio diário exportado, o resultado de março foi de 5.405 toneladas, o que representa uma alta de 30,4% frente ao mesmo mês do ano passado. No entanto, esse volume é 3,20% inferior ao registrado na semana anterior, que foi de 5.584 toneladas por dia.

Por fim, o preço médio pago por tonelada exportada foi de US$ 2.518, valor 10,8% acima do praticado em março de 2024. Na comparação com a semana anterior, houve uma leve valorização de 0,40%, superando os US$ 2.508 por tonelada registrados anteriormente.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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