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Exportações de carne sob ameaça: tarifa dos EUA e proposta de privatização das inspeções preocupam setor

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Sobretaxa dos EUA expõe vulnerabilidades nas exportações brasileiras

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, válida a partir de 1º de agosto, acendeu o alerta no setor agropecuário. Para o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), além de representar um impacto direto nas exportações, a medida evidencia a fragilidade do Brasil diante de decisões externas e reforça preocupações quanto a políticas internas que podem comprometer ainda mais a imagem do país no mercado internacional.

Privatização das inspeções sanitárias gera críticas e preocupação

No centro da polêmica está a regulamentação da Lei do Autocontrole, proposta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que abre espaço para a contratação de empresas privadas para realizar inspeções sanitárias. A medida permitiria que frigoríficos terceirizassem atividades técnicas e operacionais de defesa agropecuária, incluindo inspeções ante mortem e post mortem de animais — funções tradicionalmente executadas por agentes públicos.

Para o Anffa Sindical, essa mudança representa um sério conflito de interesses, já que empresas privadas poderiam atuar sob influência de metas comerciais, comprometendo a imparcialidade das análises sanitárias. O sindicato classifica a proposta como uma ameaça à saúde pública global.

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Risco de perda de credibilidade no mercado internacional

A preocupação vai além do âmbito nacional. Segundo o Anffa, a transferência da responsabilidade pela fiscalização para o setor privado pode gerar desconfiança nos mais de 150 países que hoje compram proteína animal brasileira. Nos Estados Unidos, por exemplo, a inspeção sanitária é realizada exclusivamente por agentes do Estado, justamente para garantir independência e credibilidade nos processos.

“O Brasil, ao abrir mão do controle público sobre a qualidade sanitária dos produtos, transmite uma imagem de insegurança institucional em um dos setores mais estratégicos da nossa economia”, afirma Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical. Para ele, os danos à imagem do país podem ser duradouros e afetar a confiança internacional nas exportações brasileiras.

Sindicato denuncia proposta ao MPF e critica gestão do governo

O Anffa Sindical já levou o caso ao Ministério Público Federal (MPF), alegando que a proposta compromete a segurança sanitária e fere princípios constitucionais. A entidade critica a condução do projeto pelo governo federal e afirma que a regulamentação vai na contramão das exigências dos principais mercados importadores, que exigem cada vez mais rastreabilidade e fiscalização técnica isenta.

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“Não se trata de uma defesa corporativa. Estamos falando da preservação da confiança nos padrões sanitários brasileiros, que são essenciais para o comércio exterior. A população tem o direito de consumir alimentos seguros e de qualidade”, reforça o presidente do sindicato.

Mobilização dos auditores fiscais federais continua

Diante do cenário, os auditores fiscais federais agropecuários mantêm a mobilização nacional contra o plano do Mapa. Embora medidas mais radicais, como paralisações ou ações judiciais, estejam descartadas por ora, a categoria segue pressionando o governo por mudanças no projeto. A preocupação central é evitar o que o sindicato considera um desmonte da fiscalização pública agropecuária no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF avança no BBFAW e está entre as 12 empresas mais bem avaliadas do mundo em bem-estar animal

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A companhia é a única entre os frigoríficos a subir de posição neste que é o principal índice global que analisa práticas de bem-estar de animais de fazenda
A companhia é a única entre os frigoríficos a subir de posição neste que é o principal índice global que analisa práticas de bem-estar de animais de fazenda

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, evoluiu no Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW), principal índice global que analisa práticas e compromissos de gestão voltados ao bem-estar de animais de fazenda. Em sua primeira avaliação após a fusão de Marfrig e BRF em 2025 e boas práticas somadas, a companhia está entre as 12 empresas mais bem avaliadas do mundo, em um universo de 149 companhias. A MBRF é também a única entre os frigoríficos a avançar de posição na avaliação mais recente.

O BBFAW avalia empresas de diferentes portes do setor de alimentos com base em pilares como políticas, governança, gestão, definição de metas, evolução das práticas de criação, impactos na cadeia de fornecimento e iniciativas de diversificação de proteínas, tanto animal quanto vegetal.

“A evolução no reflete a consistência da nossa atuação em bem-estar animal e a trajetória de liderança da MBRF, construída com visão de longo prazo, capacidade de execução e responsabilidade. Estar entre as companhias mais bem avaliadas do mundo e avançar de posição nesta edição é um reconhecimento da seriedade com que tratamos o tema, que abrange diferentes espécies e proteínas ao longo de toda a cadeia produtiva. Seguimos avançando com transparência e com a convicção de que competitividade, e práticas cuidadosas com os animais precisam caminhar juntos”, afirma Paulo Pianez, diretor global de assuntos corporativos e sustentabilidade da MBRF.

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Bem-estar animal na cadeia

O compromisso da MBRF com o bem-estar animal está integrado a toda a sua cadeia produtiva e se baseia no reconhecimento dos animais como seres sencientes, reforçando a responsabilidade da companhia em assegurar condições adequadas de manejo desde o campo até o frigorífico, em conformidade com princípios éticos e científicos amplamente reconhecidos em âmbito global.

Todas as unidades industriais de abate de bovinos e suínos são auditadas segundo os padrões do North American Meat Institute (NAMI), enquanto as operações de aves seguem referenciais internacionais como o National Chicken Council para frangos de corte e a National Turkey Federation para perus.

A companhia também avança em frentes de inovação do campo à indústria e fortes campanhas e disseminação das práticas de bem-estar animal através de treinamentos ao longo da cadeia.

Entre os principais resultados recentes, a MBRF manteve 100% das unidades de abate auditadas em bem-estar animal no Brasil e no exterior, alcançou 100% de uso de ovos cage-free em produtos industrializados globalmente e avançou no enriquecimento ambiental.

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Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas reconhecidas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, a companhia reúne 130 mil colaboradores pelo mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes e milhões de consumidores em todo o mundo.

A MBRF combina expertise, inovação e eficiência em uma plataforma 100% integrada, guiada por simplicidade, excelência e práticas sustentáveis. A empresa acompanha tendências e hábitos dos consumidores para oferecer o portfólio mais completo do mercado, com qualidade, competitividade e responsabilidade socioambiental.

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