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Exportações de carne de frango registram queda de 21,6% na média diária até a terceira semana de junho

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Volume exportado de carne de frango cai na parcial de junho

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 224,04 mil toneladas de carne de frango e miudezas comestíveis (frescas, refrigeradas ou congeladas) até a terceira semana de junho de 2025.

Em junho de 2024, o volume exportado totalizou 407,99 mil toneladas ao longo de 20 dias úteis, demonstrando uma diferença significativa no ritmo atual das exportações.

Média diária tem recuo expressivo

A média diária exportada até a terceira semana de junho de 2025 foi de 16 mil toneladas, o que representa uma queda de 21,6% em relação à média diária registrada no mesmo período do ano anterior (20,3 mil toneladas).

Leve alta no preço por tonelada

O preço médio pago pela tonelada de carne de frango na terceira semana de junho ficou em US$ 1.792,70, registrando uma pequena alta de 0,04% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o valor era de US$ 1.785,40 por tonelada.

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Faturamento total e diário também recuam

A receita total obtida com as exportações de carne de frango até a terceira semana de junho foi de US$ 401,63 milhões. Em junho de 2024, o faturamento total chegou a US$ 728,45 milhões.

Na média diária, a receita ficou em US$ 28,69 milhões, o que representa uma queda de 21,2% em relação à média diária do mesmo mês no ano passado (US$ 36,42 milhões).

Resumo do desempenho parcial – Junho/25 x Junho/24:

  • Volume total exportado: 224,04 mil t (queda frente às 407,99 mil t de 2024)
  • Média diária exportada: 16 mil t (↓ 21,6%)
  • Preço médio por tonelada: US$ 1.792,70 (↑ 0,04%)
  • Faturamento total: US$ 401,63 milhões (↓ frente aos US$ 728,45 milhões de 2024)
  • Média diária de receita: US$ 28,69 milhões (↓ 21,2%)

A desaceleração no ritmo de exportações de carne de frango em junho/25 reforça a necessidade de atenção ao comportamento do mercado externo nos próximos meses, principalmente diante de variações cambiais, demanda internacional e custos logísticos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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