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Exportações de Carne de Frango e Ovos Disparam em Outubro: Volume e Receita Registram Recordes

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Em outubro de 2024, as exportações brasileiras de carne de frango e ovos registraram recordes tanto em volume quanto em receita, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados mais recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP). As informações, obtidas a partir da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), revelam um aumento de 15,4% nas vendas de carne de frango, que somaram 463,5 mil toneladas. Já as exportações de ovos dobraram, atingindo 2 mil toneladas, o melhor desempenho desde agosto de 2023.

Crescimento na Exportação de Carne de Frango

Em outubro, o Brasil embarcou 463,5 mil toneladas de carne de frango in natura e processada, representando um crescimento de 15,4% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado de janeiro a outubro de 2024, o volume exportado alcançou 4,38 milhões de toneladas, um aumento de 2% em relação ao mesmo período de 2023.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o aumento nas exportações brasileiras de carne de frango é atribuído a uma combinação de fatores, como os preços competitivos e o status sanitário do Brasil, livre de doenças. No entanto, houve uma queda de 4,4% nas exportações de outubro em relação a setembro de 2024.

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Demanda Interna e Preços

Além do bom desempenho nas exportações, a demanda interna também contribuiu para o aumento dos preços da carne de frango. O Cepea aponta que a demanda aquecida, típica do início do mês, impulsionada pelos salários recebidos, favoreceu o mercado interno. No entanto, a pesquisa também revelou um recuo no poder de compra dos avicultores paulistas, devido à alta nos preços do milho e do farelo de soja, enquanto o valor pago pelo frango vivo se manteve estável.

Mercado de Ovos: Crescimento Acelerado nas Exportações

As exportações brasileiras de ovos também mostraram um desempenho notável em outubro de 2024, atingindo o melhor resultado desde agosto de 2023. No total, foram embarcadas 2,083 mil toneladas de ovos, incluindo produtos in natura e processados, representando um aumento de 40,3% em relação a setembro e o dobro da quantidade exportada no mesmo período de 2023.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo expressivo aumento nas exportações de ovos industrializados, que subiram quase três vezes em comparação ao mês anterior. As exportações de ovos in natura também registraram um aumento de 11% entre setembro e outubro. O Chile se manteve como o principal destino das exportações brasileiras de ovos, adquirindo 971 toneladas em outubro, um aumento de 4% em relação ao mês anterior.

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Perspectivas para o Setor

Os bons resultados no setor de exportações de carne de frango e ovos refletem uma combinação de fatores favoráveis, como a competitividade de preços, a demanda interna aquecida e o status sanitário do Brasil. No entanto, o mercado interno ainda enfrenta desafios relacionados ao aumento nos custos dos insumos, o que tem impactado o poder de compra dos avicultores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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